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Momentos da Vida Portuguesa … Março |09

Março 27th, 2009 | by Odv

Pela CASA
Internamente entrámos em período de estabilização. Este nosso projeto tem conhecido um desenvolvimento surpreendente, mesmo para nós. Temos merecido a aceitação e o apoio dos odivelenses, muito para além das nossas expectativas. Também é verdade que temos feito o possível por corresponder às solicitações disponibilizando no Concelho um conceito de comunicação completamente diferente e inovador, relativamente ao que estava disponível
anteriormente. Lançámos durante os últimos meses um conjunto de iniciativas que estão a seguir o seu percurso natural, e agora é altura de parar para estabilizar. Há algum trabalho a fazer na base e a isso estamos agora dedicados. No entanto nada disso nos vai impedir de acrescentar potencialidades ao “odivelas.com” , tornando-o
mais versátil em termos do acesso ao trabalho disponível.
Não faltarão as surpresas !

Pelo CONCELHO
No Concelho o cheiro a eleições já não resiste aos disfarces.
Mantinham-se algumas máscaras mas o acelerar do processo por parte do PSD obriga as restantes forças a deixar cair a máscara e a aparecer com a farda adequada.
Diremos que os dados maiores estão lançados. Agora há que jogar para os pontos. E algumas dúvidas começam a ser mesmo a sério. Aparecem no ar muitos empates técnicos a apimentar o ambiente e a provocar algumas precipitações.
Estivemos na reunião que o PSD preparou com os jovens, alunos das escolas do Concelho, e gostámos especialmente do ênfase posto no aproveitamento e no orgulho que deve significar o quadro de honra. É o caminho que tem sido desleixado por responsáveis, na escola e em casa. Já não percebemos tão bem a alusão às 4 fotocópias e meio por mês. Ideia esquisita, tanto mais que que o candidato se esqueceu de mencionar a quantidade de fotocópias que
irão ser permitidas mensalmente a partir do dia em que ganhe a presidência da Câmara. Ou foi lapso ou demagogia pura e a demagogia é sempre muito má. Em conversa com jovens é imperdoável.
Não sabemos a razão mas há projetos que, pelo menos aparentemente, estão parados à espera… sabe-se lá do quê. É o caso do parque de estacionamento da R. Egas Moniz que não é aberto ao público, mas que também não tem ninguém a trabalhar há meses.
A Presidente da Câmara, e recandidata pelo PS, não perde uma oportunidade discursiva para referir os feitos dos últimos 4 anos. Está no seu papel e qualquer outro faria rigorosamente o mesmo, só que por vezes acaba por desadequar o discurso ao momento e ao local. Começa a ser um discurso um pouco “cassetiano”…
As contas da Junta de Freguesia de Odivelas, referentes a 2008, continuam em hibernação.
Realmente parece que por ali 1+1 não é igual a 2 e quando é assim a matemática complicase.
E os sinais não são otimistas no que toca à “prova dos nove” daquelas contas. Os partidos com representatividade afastaram-se com ruído da gestão da Junta, com acusações claras às contas respetivas. Esperemos que os próximos episódios esclareçam a confusão.
Independentemente de outras considerações, há no Concelho algo de que nos temos de orgulhar. Referimo-nos ao Centro Cultural Malaposta. Ouvem-se por aí referências negativas ao financiamento respetivo, mas não é possível ignorar a importância que a Malaposta tem em termos culturais e de divulgação externa do Concelho. Está lançada mais uma Bienal da Cultura Lusófona o que significa, só, que Odivelas será a Capital Cultural da Lusofonia durante
um mês ! Quantos Concelhos podem anunciar algo parecido ? Já agora, também relacionado com a Malaposta, mais uma vez temos que lamentar a falta de apoio da população de Odivelas a algumas realizações. O “Festival dos Sentidos” realizado pela CEDEMA apresentou 2 espetáculos memoráveis nos dias 4 e 5 de Março com a presença de um auditório vazio !
Defeito da publicitação ? da crise ? do desinteresse ? Vejamos, nos dias 3 e 6 (ambos dias de semana) o espaço da Malaposta encheu-se e os eventos desses dias o que tinham de diferente ? Pois claro, a presença de “gente ilustre” (?). Logo era preciso aparecer, nem que fosse para pedir o autógrafo ! É uma pena que o trabalho da CEDEMA. (tal como o de muitas outras organizações de apoio social) não mereça uma prioridade melhor nas escolhas do dia a dia.

Pelo PAÍS
Pelo tal jardim à beira mar plantado os escândalos vão-se sucedendo a um ritmo de fazer inveja ao PIB.
A crise que está instalada é atribuída aos meios financeiros e a meia dúzia (ou será uma dúzia… ?) de malfeitores que ocuparam os cargos das administrações respetivas e uma vez aí colocados auto-atribuiram-se toda a sorte de benesses e vantagens.
Parece-nos uma simplificação perigosa.
A crise com que o mundo humano se debate terá tido aquela componente, claro que sim, só que o fator vigarice na banca, é já um resultado, não uma origem.
É já o resultado da degradação dos princípios de “verdade”, “solidariedade”, “humanismo” que deveriam ser a regra de convivência entre os humanos, e que, a pouco e pouco, ao longo dos anos têm vindo a ser abandonados criteriosamente para justificar todas as ações de atropelo aos direitos humanos que ocorrem por todo o lado.
E Portugal não foge a esta pandemia, porque é de pandemia que se trata.
Portugal teve um Primeiro-Ministro que se retirou para não ser engolido pelo pântano que denunciou existir na hora do abandono, preferindo passar a tratar dos “Darfur’s” que nascem pelo mundo como cogumelos venenosos do que continuar neste ‘pântano’ que, é a única conclusão possível, é bem mais mal cheiroso e perigoso.
Note-se foi um Primeiro-Ministro que o disse e que não o desmentiu até agora, nem mesmo quando a experiência no campo já lhe mostrou toda a degradação e miséria dos povos pelos quais hoje se bate.
Ora é aqui que está a grande crise, o ‘pântano’ a que Guterres se referiu.
Os valores de cidadania foram abandonados em nome de um salve-se quem puder absurdo, desmesurado, e sem vergonha.
Os patrões que nunca foram capazes de ser empresários, que sempre viveram sob a tutela estatal e que entendem as suas empresas como objetos pessoais descartáveis, esquecem, ou desconhecem mesmo, a função social que a mais pequena empresa engloba.
A contra-partida está no slogan sindical dos “direitos adquiridos”, inalienáveis, como se tais direitos existissem.
Que direito mais adquirido podemos ter do que o direito à vida ? E mesmo assim não é inalienável. E mesmo assim ele perde-se algum dia.
É nesta mistura entre obrigações sociais negadas e direitos adquiridos inalienáveis que nascem os malandrins que ocupam sem vergonha lugares de decisão, no caso dos governos com o nosso próprio voto, e que corroem todos os alicerces da sociedade.
Não nos admiremos pois com os escândalos que a Comunicação Social vai anunciando diariamente. Não é ela a geradora desses escândalos, não é ela que provoca a crise, nem é ela que contribui para o estado lastimoso desta sociedade servil e podre.
Apenas se limita a tomar o lugar de uma justiça que não existe e de uma polícia inoperante, incapaz de descobrir e atuar sobre os crimes que são praticados diariamente, para além do desgraçado que no supermercado rouba um pão ou um chouriço para disfarçar a fome.
Que se pode esperar de um Estado cujo presidente é aconselhado por um conselho que mantém Dias Loureiro como conselheiro ? Que exemplos são estes ?
É atribuída a Grouxo Marx a afirmação de que ele nunca seria sócio de um clube que…o tivesse a ele como sócio !
Pois os Conselheiros do Estado Português aceitam pertencer ao mesmo clube de Dias Loureiro.
E o Presidente da República Portuguesa aconselha-se com eles.
Não se queixem da crise. O problema é outro.
O Presidente da República visitou o motor da Europa. Esteve na Alemanha em funções oficiais que entendeu, e bem, deveriam ter um enfoque forte de ordem económica e as relações económicas entre Portugal e a Alemanha foram o tema central que saltou para a Comunicação. Depois de muita informação sobre a Quimonda, depois de muitas referências à Siemens e mais a umas tantas, quase nada se falou na Auto-Europa, excepto na “garantia” de
um novo modelo da WW que “virá” para cá ser construído (?).
No entanto esta informação que foi publicitada não confere que uma outra que nos chegou, e pela qual do patrão alemão saíram ordens para a “não encomenda de Scirocos” justamente por serem fabricados em Portugal !
Não se põe em causa a qualidade do trabalho desenvolvido, apenas se põe em causa a continuidade da “estrela da indústria exportadora”. Esta informação é mantida em volume muito baixo por uma razão qualquer…

Pelo MUNDO
O mundo ex-português foi sobressaltado pela situação na Guiné. Trata-se de uma situação de enorme instabilidade desde sempre, até agora, e assim irá continuar enquanto não se desenvolver um espírito de nacionalidade suficientemente amplo que possa sobrepor-se às disputas rácicas e étnicas. Acontece porém que este espírito também se não desenvolverá enquanto as diplomacias externas portuguesa e francesa mantiverem a guerra surda que
mantém, na tentativa de controlo daquele espaço.
A operação Obama arrancou com a sua atividade externa. Hilary Clinton iniciou a sua função no exterior preparando a retirada inevitável dos soldados americanos do Iraque.
Aquilo que nunca deveria ter acontecido e que Bush utilizou para brincar aos soldadinhos está a ter o final, adivinhado mesmo antes de ter acontecido. Mais uma vez os americanos se meteram numa guerra estupidamente sem sentido e mais uma vez retiram derrotados, sem glória e com milhares de mortos e destroçados. É claro que não é possível fazer comentários sobre a atuação de H.Clinton. Antes de um ano não é possível ter elementos de julgamento
sobre a sua capacidade de influência sobre os povos e regimes com que terá de trabalhar.
Esperemos pois para ver e entretanto desejemos que obtenha o sucesso que a humanidade tanto necessita.

Março/2009
www.odivelas.com

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