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Momentos da Vida …. Maio |09

Maio 4th, 2009 | by Odv

Pela CASA
Nada a dizer por agora. Tudo calmo.
Só uma nota “ambiental”…
Pelo que nos consta estamos a fazer alguns inimigos. É pena ser assim e é mau ser assim.
Mas esperamos continuar a ser assim.

Por ODIVELAS
O fervilhar eleitoral tomou conta da vida do Concelho.
Neste momento nenhum passo é dado sem ter o horizonte eleitoral pela frente, e é para lá que todos, mesmo todos, caminham.
Com passos mais seguros uns, com passos mais hesitantes outros, dependendo das práticas políticas que utilizam e dos passos políticos caminhados durante os últimos 4 anos.
Uns a necessitarem da ajuda externa, outros dispensando-a. Muitas estratégias para um fim comum, o poder, que por ser autárquico não é menos apetecível nem menos importante.
Há jogos partidários misturados, por vezes conflituando, com ambições pessoais o que não é novidade. Acontece aqui como pelo país inteiro. Acontece nas autárquicas como acontece nas legislativas. O fenómeno é geral.
Cada partido anuncia com mais ou menos pompa os seus candidatos.
O Partido Socialista, corresponsável com o PSD pela Presidência da Câmara nos últimos 4 anos ainda não formalizou a sua candidatura, enquanto o Bloco de Esquerda fez agora o seu anúncio. A CDU, o PSD e o recém chegado MOC já se adiantaram.
Quanto ao PS percebe-se que adie o mais possível.
A questão está em que se, como todos julgamos, o cabeça de lista for a Presidente Susana Amador interessa que a sobreposição Presidente/Candidata seja a mínima possível. E isso só poderá ser conseguido com o adiamento do anúncio da candidatura.
Quanto a nós a expectativa está bastante mais centrada nos lugares secundários do que nos cabeças de lista.
Pelo que foi a experiência destes 4 anos concluímos que o nível (muito baixo) da Assembleia Municipal tem a ver mais com o conjunto dos personagens secundários do que com os candidatos principais.
Também a nível das Freguesias os Partidos e Movimentos vão acertando agulhas, ensaiando estratégias e apresentando candidatos.
Por vezes escolhendo nomes não coincidentes com a vontade das estruturas. Aconteceu com o PS em Odivelas, mas com outros também. Nada disto é novidade, acontece em todas as eleições e a todos os partidos. Quem sofre é a homogeneidade das equipas.
O 25 de Abril foi uma festa no Concelho.
Ou terão sido várias festas ?
Talvez seja mais verdadeiro dizermos que foram, de facto, várias festas. Não foi possível conseguir um consenso suficientemente abrangente que desse para que todas as forças políticas aparecessem lado a lado sem outro interesse que não fosse o de dar conteúdo político e humano à festa do 25 de Abril. Cada um por si próprio, como é imposto pelo tradicional individualismo português. É uma visão das comemorações com pouco “25 de Abril”, cuja recordação para quem a tem de facto, é a da unidade única na história pátria dos últimos séculos e que durou a semana entre 25 de Abril e 1 de Maio de 1974.
Depois… esfumou-se !
Entretanto Odivelas ficou mais bonita. Foi inaugurado o Jardim do Rio da Costa, à entrada da cidade para quem vem pelo Carriche.
Ficou um espaço bonito e a Presidente Susana Amador teve um banho de multidão que aproveitou da melhor maneira para deixar sinais óbvios do anuncio da respetiva candidatura às próximas autárquicas.
Esse será o grande trunfo do PS para estas eleições, tentar aproveitar o saldo positivo de prestígio que a Presidente mantém.

Pelo PAÍS
Pelo País comemorou-se o 25 de Abril de 1974 com declarações de que as comemorações são uma xarupada sem qualquer impacto verdadeiramente nacional.
É outra especialidade portuguesa esta de estragar e deitar fora o melhor que temos.
Entretanto confirmou-se o Santo Condestável, coisa importante e que muito de bom irá trazer à nação. Desde logo tivemos os “Reis portugueses” à bicada um ao outro. Num País de “reizinhos” temos esta monarquia de brincadeirinha que vai para Roma dar espetáculo.
A Igreja católica anda ativíssima.
É também um fenómeno cíclico coincidente com anos eleitorais profanos. Para além das preocupações públicas com a situação social dos portugueses, agora vêm os mais altos dignitários atirarem-se ao sistema judicial.
Está fora de dúvida, na nossa opinião, a razão que lhes assiste em tudo o que sobre a matéria nos chegou ao conhecimento.
O ambiente social vai de mal a pior e essa é uma área em que a Igreja católica é especialista. Se há coisa em que soube marcar posição ao longo dos últimos séculos é justamente no apoio aos desfavorecidos. Muito e bom trabalho tem feito por esse mundo fora.
Quanto à justiça temos outra conversa. Se é verdade que a justiça em Portugal é um triste arremedo disso mesmo, também é verdade que a Justiça interna, na Igreja católica, deixa muito a desejar. Estão bem uma para a outra o que significa que, se tem razão o Bispo das Forças Armadas ao fazer os comentários extremamente negativos que faz ao sistema profano, também convém pensar na reforma urgente dos seus próprios conceitos internos,
especialmente os praticados diretamente por Roma.
No nosso ultimo comentário escrevemos sobre a necessidade do 25 de Abril chegar, finalmente, ao Ministério da Justiça, mas escrevemos também sobre a “justiça” de Roma no tratamento selvático que deu ao caso da criança de 9 anos violada e engravidada pelo pai. Em termos sociais temos alguma coisa a aprender com Roma, em termos de Justiça é difícil encontrar alguma organização tão longe da verdade quanto a igreja de Roma. E sempre foi
assim. Desde que existe !
A política pura (pura ?) vai-se fazendo sem novidades. Todos vão tentando gerir as suas crises, que são muitas e variadas.
Dias Loureiro perdeu a memória. É caso arrumado. O homem é porreiro, pá !
Dos submarinos nunca se ouviu falar. O negócio é porreiro, pá !
Nos subornos aos árbitros está tudo ilibado. Aqueles telefonemas são porreiros, pá!
Os estaleiros de Viana fazem barcos lindos. Só lhes falta flutuar. Técnica porreira, pá !
A esta Nação só lhe falta ser País. Portugal é porreiro, pá !
E assim vamos. Mal, dizemos nós.

Pelo MUNDO
Mais atentado, menos atentado, não há alterações à vista.
O ambiente económico-financeiro vai tentando pôr a cabeça fora do lamaçal. Nos EUA a reação às medidas de Obama vai transmitindo alguns sinais positivos. O movimento económico interno vai dando sinais de movimentação o que é bom para o setor produtivo que vai tendo para onde escoar a produção, ainda que reduzida.
As relações externas estão muito periclitantes ainda, mas o ambiente já foi pior. Se é ou não indício de recuperação, só o tempo dirá.
Estão proibidos os palpites.
Por enquanto ainda é este o termómetro do mundo. É com ele que medimos a temperatura da doença.

Odivelas, 04/05/2009
(odivelas.com)

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