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Momentos da Vida Portuguesa … Junho |09

Junho 15th, 2009 | by Odv

Pela CASA
Como de costume começaremos por falar da nossa vida.
O “odivelas.com” tornou a inovar no palco da comunicação social do Concelho ao fazer parcerias com o Diário de Odivelas e com o Nova Odivelas para apresentar em direto e de viva voz, os candidatos municipais.
Está na base do nosso interesse, e da nossa existência como órgão da Comunicação Social Regional, proporcionar aos habitantes do Concelho o conhecimento tão completo quanto possível do que se passa na sua terra.
Uma das variáveis mais importantes é certamente o conhecimento das pessoas que dirigem a vida concelhia e que ao se apresentarem a votos deverão com clareza informar os votantes dos projetos que trazem para melhorar o que estiver de errado na autarquia que se propõem dirigir.
Foi isso que pedimos a todos os candidatos e esperamos que seja isso o que os candidatos trazem para os debates que foram organizados.
Ao fim de 3 debates (MOC/PSD, CDU/MOC, CDU/PSD podemos dizer que aquele objetivo está a ser conseguido.
Dois aspetos nos parecem suficientemente relevantes para destacar.
– Um é a forma cordial e elevada como estes encontros têm decorrido. Têm constituído uma muito boa demonstração de civismo. Até por isso esta iniciativa é importante, desmascarando contradições entre forças políticas que, constata-se, têm muito mais em comum do que em discordância, quando a preocupação é a busca de soluções para a comunidade.
– Outro, relativamente menos elevado tem a ver com a forma como os políticos olham a Comunicação Social, mesmo quando também fazem parte dela. É sabido que as generalizações cegas são más conselheiras. Quando se quer meter tudo no mesmo saco corre-se o risco de incorrer em julgamentos errados. Acontece que entre nós (Concelho de Odivelas) começou a dar jeito falar na “comunicação social” do concelho… como se houvesse apenas uma comunicação social no concelho, e pior do que isso, sempre em circunstâncias ou referências de desagrado pela qualidade (leia-se, parcialidade) dos órgãos existentes. O “odivelas.com” não está disponível para ser metido num saco comum. Tentamos distinguir os políticos bons e maus, os honestos dos desonestos, os verdadeiros dos mentirosos. Não aceitamos que os políticos, só porque lhes dá jeito em determinado momento, nos metam num único saco comum de “a comunicação social do concelho”… Não sabemos se somos melhores. Não sabemos sequer se somos bons. Temos a certeza que somos diferentes. E nessa medida não enfiamos a carapuça, não ! Há 40 anos alguém que já não está entre nós mas que sempre nos mereceu o maior respeito disse-nos: – “… todo o homem tem o seu preço, e os que o não têm são os mais caros.” Nós ainda estamos sem dono !
E como quem é não precisa de dizer que é, este assunto fica aqui encerrado.

Pelo CONCELHO
Esta questão dos debates permite-nos fazer a ligação à política concelhia de forma direta.
O Bloco de Esquerda apresentou o seu candidato a cabeça de lista para o Concelho, a CDU os seus cabeças de lista para as 7 freguesias, tal como o PS que também fez o anúncio dos seus 7 candidatos às freguesias.
Neste caso (PS) há um “caso” que ameaça fortemente a Paz política do partido que foi o mais votado nas últimas eleições no Concelho, com figuras importantes da estrutura partidária em colisão com a Presidente concelhia.
Trata-se de uma questão interna do PS a que não faríamos qualquer referência se não tivessem havido implicações que ultrapassam esse âmbito restrito.
Assim só temos que lamentar que questões internas dos partidos se misturem com questões que têm a ver com todos. Desta vez o PS, amanhã ou depois qualquer outro.
Procurámos o esclarecimento de quem de direito. Não tendo sido possível para apresentação pública resta o “diz-se que diz”. É mau.
Quanto a uma análise de maior detalhe pelas soluções apontadas por cada uma das forças anunciadas como candidatas e respetivas estratégias, iremos aguardar por tempo mais próximo das decisões sem retorno, já que até ao lavar dos cestos vai ser vindima e ou nos enganamos muito ou irá haver muita uva para apanhar.
Desejamos firmemente que no final resulte uma boa colheita.
Com maior ou menor polémica as inaugurações vão-se fazendo ao ritmo esperado.
O Jardim da Música ficou aberto à população no meio de todas as polémicas.
O valor da obra, as colunas de pedra antiga que foram forradas a cimento e pintadas de um “lindo” amarelo/Câmara, o piso dos passeios, a dificuldade com o estacionamento, a falta de sanitários e, finalmente a falta da música, ela mesmo que até faz parte da definição do jardim.
Não é pouco para um jardim !
Tal como o espaço do Rio da Costa, muitas são as objeções levantadas, consensual é o espaço bonito posto a usufruto dos odivelenses.
A questão é se este aspeto se não sobrepõe a todos os outros.
Na verdade temos as muitas objeções políticas (ou dos políticos) face às objeções dos habitantes que não são tantas assim.
Mais jardins serão inaugurados a muito breve prazo.
Sem que haja um espaço de facto grande, à semelhança do que acontece em Concelhos vizinhos que construíram os seus “parques da cidade”, não irão faltar espaços de lazer no final deste mandato.
Mais pequenos, descentralizados, de propósito ou porque as condições a isso obrigaram, a filosofia de “espaço verde” tem tido, em Odivelas, um tratamento diferente. Veremos como será a sua manutenção futura.
Fazer é fácil (?). Manter é difícil (!).
A vida concelhia tem mais uma razão de sobressalto. O Odivelas Futebol Clube anda pelas ruas da amargura e está em vias de desaparecer.
Tal como noutros casos do desporto português a desorganização e a falta de capacidade de gestão equilibrada (e mais alguma coisa…) levaram o clube para um beco cuja saída neste momento é estreitíssima, se existente.
Tal como Salgueiros, Farense, Boavista, Amadora… (quantos mais ?) também o Odivelas F.C.
sucumbe face a uma gestão, no mínimo, descuidada.
Uma vez que as contas do clube estão neste momento sob coordenação de um Administrador de insolvências, e portanto tratar-se de uma questão para tribunais resolverem, entendemos que devemos ficar por aqui no comentário.

Pelo PAÍS
Começou o campeonato eleitoral.
Ao fim da primeira jornada vai o PSD à frente.
Foi uma exibição tão conseguida que apanhou as restantes equipas de surpresa. E a maior parte dos espectadores também. E a quase totalidade dos comentadores…
Na política, tal como no futebol, é preciso fazer algo mais do que vestir a camisola e ir para o campo. Também é preciso trabalhar bem, correr muito, saber defender e meter golos.
As bolas na trave não contam. As jogadas individuais raramente ajudam a equipa. As faltas sucessivas quebram o ritmo do jogo e deixam o árbitro desconfiado com os jogadores que as cometem.
E com a pressão do calendário desconfiamos que não vai haver tempo para qualquer chicotada psicológica.
Como diz o outro, agora… se não fez, fizesse !
O embrulho do BPN/SLN continua na ordem do dia.
Roubalheira, pois claro ! O que é que Vital disse de errado ?
Talvez fosse preferível… desvio de muitos milhões, ou pequeno engano de milhões, ou lapso de…
Pois é de roubalheira que se trata e foi bom alguém, politicamente responsável, dizê.lo.
Quem ficou ofendido ?
Dias Loureiro ? Oliveira e Costa ? … Afinal até o Presidente da República tirou vantagens deste “pequeno desvio”. Será por isso que não foi uma roubalheira ?
Continua animada a vida da (In)Justiça portuguesa.
Apetece-nos estabelecer também uma relação desportiva. Só que neste caso não pode ser com o futebol. É um desporto demasiadamente ingénuo para comparações nesta matéria.
Aqui aplica-se mais o “Futebol Americano” ou, talvez mais apropriado ainda, a “Luta Livre”.
É um “vale tudo” despudorado. O pessoal do Bulhão ou da Ribeira é aprendiz ao pé desta gente. E não coram. É o despudor completo.
A juntar às vergonhas que se colecionam e se relacionam com a “confederação dos juízes” vem a “confederação dos advogados” acabar de arruinar o pouquíssimo respeito que restava pelas instituições judiciais.
Pode ser que algum dia exista Ministério da Justiça ou Presidência da República que ponha fim a este espetáculo tristíssimo.

Pelo MUNDO
Vamos de desgraça em desgraça. Como não haviam preocupações suficientes, agora até uma pandemia nos veio bater à porta. E entrou !
O sistema de alerta mundial pôs toda a gente de sobreaviso. Falta saber se os meios que se anunciam existir serão suficientes para evitar um morticínio.
Já agora, se esses meios existem e estão sob reserva, será que não seriam melhor utilizados antes para evitar, do que depois para remediar ?
Se é que existem mesmo…
Obama… (é inevitável falar-se de Obama ao comentar a política mundial) tenta fazer algum trabalho de esclarecimento no Médio Oriente. Começou a tentativa de pôr alguma ordem naquela zona do globo, atualmente o ponto origem de quase todas as guerras.
Temos para nós que grande parte dos conflitos mundiais se resolveriam se a situação do Médio Oriente assentasse politica e socialmente.
Se calhar é pedir muito, mas é fundamental. Se há exemplo de que extremismo arrasta extremismo, a guerra entre judeus e árabes pode fazer parte do manual de instruções.
Ora, como Presidente dos E.U.A., é sua obrigação tentar resolver aquele conflito que múltiplas vezes tem sido alimentado também pela própria política dos E.U.A.
Ao tentar falar chamando as coisas pelos nomes está a dar um sinal de verdade à política para aquele conflito. É um bom princípio. Veremos os próximos capítulos.
Os extremismos religiosos tem grande parte da culpa, mas sem armas e sem apoio político a guerra já teria terminado há muito.
Na zona asiática a “democracia” norte-coreana anda a brincar com o fogo e a desafiar os restantes parceiros bélicos.
Barack Obama tem mais um nó para desatar.
Na verdade todos temos mais um nó para desatar.
Como será possível conseguir isso sem extremar ainda mais as posições ?
O “grande condutor norte-coreano” não é Fidel.
Barack Obama não é Kennedy.
E a história poderá não ter final idêntico ao da Baía dos Porcos de 1961/62.
E se fôr diferente, será bem pior.

Odivelas, Junho, 2009
(www.odivelas.com)

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