breaking news

Odivelas – Novembro/2009

Novembro 13th, 2009 | by Odv

Com as reportagens das tomadas de posse dos órgãos autárquicos damos como fechado um ciclo político no Concelho. Nestes últimos dias a notícia caiu, inevitavelmente, nas discussões inter-partidos para a organização da gestão política do Concelho, tanto a nível central (Câmara) como local (Freguesias). E o que se soube (quase nada) durante o processo foi de molde a, mesmo assim, nos deixar preocupados. Mesmo dando o desconto que merecem as informações (contra-informações ?) que nos foram chegando acabamos com um certo sentimento de mal-estar. Gostaríamos que a política fosse seriamente uma ciência de serviço público. Gostaríamos que os políticos fossem capazes de provar que estão ao serviço da população. Gostaríamos de ver encontros. Gostaríamos de ver interesse, genuíno, na resolução dos problemas das pessoas. Não foi isso que transpareceu no “disse que disse” que nos foi chegando. Pelo contrário, aquilo que nos foi chegando ao longo destes dias referiu-se sempre a discordâncias quanto aos lugares a ocupar, mandando às malvas o significado dos números eleitorais. Pior do que isso, mandando às malvas tudo o que foi dito durante a campanha. Durante meses os participantes nas eleições disseram de tudo relativamente uns aos outros, umas vezes publicamente (estão publicadas as declarações de todos) outras de forma reservada, consoante o momento ou a mensagem que lhes interessava passar. De uma hora para a outra tudo o que foi dito e redito durante a campanha desapareceu, foi esquecido, e por artes mágicas (admitimos que seja efeito do trabalho de bruxos, adivinhos e outros artistas que foram chamados a participar) todos os participantes nas campanhas eleitorais desapareceram e nos seus lugares surgiram clones com as mesmas caras, nomes mas opiniões mútuas opostas. Todos os que eram uns “piratas”, acerca dos quais se levantaram mutuamente as maiores desconfianças, passaram de repente a pessoas da maior credibilidade, impolutas e interessadas no bem público. Todas as afirmações de desconfiança se desvaneceram para dar lugar à discussão contratual da distribuição dos lugares do poder. E por aí todos foram igualmente claros relativamente ao seu interesse único que é a satisfação da vontade popular mostrada em urna, e portanto a compreensão de que uns ganharam outros perderam, e os que ganharam deveriam dar o mote para o que se segue com respeito pela vontade dos que perderam, afinal também eles representantes de algum poder, relativo aos votos através dos quais a população eleitora lhes concedeu parte da sua confiança. Não nos parece que tenha sido assim e o que nos foi chegando teve mais a ver com um leilão de interesses pessoais, com acordos e desacordos, com cedências e exigências, independentes da tal vontade popular sufragada e que todos juram a pés juntos, defender.

Como digo em ar de graça algumas vezes: – É o costume… Só que isto, assim, não tem graça nenhuma, embora verdadeiramente seja “o costume” ! Vamos ter novo executivo. Tomará oficialmente posse hoje. Da nossa parte ficam os votos para que os próximos 4 anos possam ser de progresso para o Concelho, de resolução das dificuldades mais prementes da população, que as equipas de trabalho que se formem o sejam verdadeiramente. Desejamos mais encontros e menos desencontros. Desejamos mais interesse público e menos interesse particular. Desejamos mais resultados certos e menos problemas por resolver.

É legítima esta esperança ?

É legítimo exigir que seja assim !

Odivelas, 03/11/2009

(www.odivelas.com)

Comments are closed.