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Momentos da Vida Portuguesa…

Dezembro 31st, 2009 | by Odv

Morra o 2009, morra… PIM
2009 está a dar as últimas.
É costume fazerem-se balanços sobre o Ano em finalização e desenho de perspectivas para o Ano, dito, Novo que vai entrar.
E também quase sempre se conclui que o ano que vem será muito melhor do que o anterior.
Todos analisam a “qualidade” dos anos esquecendo a qualidade dos homens…
Teria graça se não fosse trágico.
Vamos retomar a estrutura mais habitual destes nossos textos falando de nós, dos nossos momentos, para depois fazermos referência a momentos que entendemos dever salientar a nível local, nacional e internacional.

OS NOSSOS MOMENTOS
O www.odivelas.com fecha um ano de trabalho duríssimo mas que muito dificilmente poderia ser mais gratificante para toda a equipa.
Pela nossa parte o resultado obtido tem uma classificação única possível… “em cheio” !
Temos a consciência de ter cumprido todos os objetivos que nos propusemos, atingindo mesmo, nalgumas iniciativas, muito mais do que a expectativa inicial apontava.
Iniciativas que em algumas situações aconselhariam um “tratamento psiquiátrico” revelaramse apostas de tal modo possíveis que acabaram sendo ganhas.
Manda a justiça que reiteremos, sem qualquer hesitação, o nosso agradecimento a todos os que connosco colaboraram ajudando-nos a concluir o ano com esta disposição de objetivo ultrapassado.
É pois de toda a justiça agradecer a:
– Todos os departamentos da CMOdivelas que disseram, sempre, sim aos nossos múltiplos pedidos de ajuda (Presidência, Caelo, Centro de Exposições, Informática, GCRPP…)
– Municipália, em particular o Centro Cultural Malaposta;
– Os nossos colegas Henrique Ribeiro e Eduardo Sousa.
A todos deixamos o nosso vivo reconhecimento. Um OBRIGADO grande a todos.
Muito para além do que é visível mantivemos internamente o trabalho contínuo de pesquisa de soluções, outras, para as dificuldades do dia a dia e de soluções para o que de diferente temos em vontade fazer.
Muito em breve algumas dessas soluções serão disponibilizadas a todos os nossos espectadores e a pouco e pouco iremos entrar com as novidades que temos vindo a preparar, no sentido de dar maior visibilidade, versatilidade e dimensão ao projeto que abraçámos.
O www.odivelas.com irá aparecer com a cara algo retocada (uma espécie de “lifting”), com outras funcionalidades.
Entretanto lançámos a nossa aventura ao território “irmão” de Loures com o www.loures.com
incluindo a “TVL” Televisão Regional de Loures.
Esta parte ainda “bebé” do projeto começou a gatinhar.
Esperemos que rapidamente se ponha em pé e a andar pelos seus próprios meios.

NO CONCELHO
No Concelho vivemos um ano particularmente agitado, culpa de um ato eleitoral que agudizou discussões, ampliou divergências e provocou o aparecimento de verdadeiras novidades no espetro político do Concelho.
O aparecimento de uma coligação envolvendo algumas das principais forças da oposição, liderada por um independente e de movimentos políticos independentes, trouxe um ambiente político muito mais “condimentado” do que seria de supor inicialmente.
Num cômputo final podemos concluir que foi bom que acontecesse assim.
Houve maior frontalidade, maior debate, maior a indecisão na hora das contagens.
Isso enriquece a democracia.
O facto mais notável deste período foi sem dúvida a reeleição da Presidente Susana Amador.
Não terá sido de todo inesperada esta vitória, mas no momento da verdade houve que esperar pela confirmação dos resultados finais para tirar a conclusão.
O pós eleição trouxe algumas peripécias rocambolescas, mas aparentemente normais.
A Assembleia apresenta-se agora com uma configuração diferente, um pouco mais heterogénea do que a anterior, ainda que a componente decisória se mantenha inalterada.
No seu funcionamento parece-nos constatar que as decisões não são tomadas em plenário, como a nosso ver seria desejável e expectável, mas já chegam antecipadamente comprometidas em reuniões limitadas e fechadas pelos lideres dos grupos parlamentares.
Como nos casamentos ciganos a noiva “escolhe livremente” o noivo… que foi negociado pelo Pai !
Vamos ver se esta ideia se confirma.
Entretanto, e em relação ao trabalho do executivo, anuncia-se um mandato de concretizações, isto é, de obra em execução.
Estamos expectantes face a uma anunciada, e parece-nos obrigatória, grande contenção de custos.

NO PAÍS
Tal como no Concelho, também no País a movimentação foi muito grande e por razão
semelhante.
A eleição de uma nova Assembleia Legislativa trouxe, também ao nível nacional, uma
movimentação muito superior à habitual.
Sem grandes surpresas nos seus resultados finais.
A oposição tornou a perder como se esperava e José Sócrates continua 1º Ministro como se
adivinhava, ainda que com uma dificuldade adicional que resulta de ter vencido apenas com
maioria relativa.
A margem de manobra é agora muito menor e vai ser muito complicado conseguir manter
algumas das suas decisões mais certeiras.
De resto a primeira dessas decisões a cair é bem a amostra do que espera este mandato durante
o tempo que durar.
Falamos da reforma que Maria de Lurdes Rodrigues quis pôr em execução na Educação e que
agora foi completamente abandonada por medo das movimentações sindicais do setor que,
assim, vão conseguir ter um país inteiro de analfabetos, mas cheio de professores todos do
melhor que há (todos de topo).
Parece uma incongruência… mas não é.
A intenção é bem clara e louvável.
Criar-se-á assim uma indústria verdadeiramente inovadora de “Professores Excelentes” que
servirá para exportar para países com falta desse tipo de produto (Alemanha, Suiça, Reino
Unido… talvez mesmo os Estados Unidos e o Canadá).
É muito negra a perspectiva nacional para os próximos anos.
Há no entanto um setor da vida nacional que finalmente definiu objetivos claros e de longa
visão.
De facto no campo da Justiça encontrou-se finalmente o busílis do seu funcionamento
vergonhoso.
Agora já percebemos porque há, em Portugal, corruptos sem corruptores, assaltantes em
liberdade e os seus ofendidos presos, as maiores vigarices arquivadas… por prescreverem
todos os prazos que deveriam conduzir ao julgamento respetivo.
O Juiz Noronha do Nascimento (tal como os professores, chegou ao topo da carreira !) já
decidiu que a culpa é do jornalismo que se faz em Portugal o qual deveria ser censurado,
propondo mesmo a criação do órgão censório respetivo.
É uma solução saidinha dos tratados da “NixonGate”.
Sobre estas matérias não se produziu, em Portugal, melhor jurisprudência nos anos 60 e 70 do
séc. XX.
Em simultâneo condena, não aceita, a responsabilização dos juízes pelas decisões que
tomam.
Aplaudamos com ambas as mãos estas tão doutas quanto inteligentes e justas orientações.
Já uma vez dissemos aqui que não é possível ter o que não existe.
E responsabilidade, na Justiça portuguesa, é coisa que não existe.

NO INTERNACIONAL
Este ano de 2009 foi um ano em cheio com eleições.
De tal modo que foram ainda atos eleitorais que marcaram o ritmo da política mundial.
Américas do Norte e do Sul, ex-URSS, Orientes Médio e Extremo…
Dos Estados Unidos da América veio a grande surpresa.
Reconhecido com gerador das grandes transformações à escala mundial (falta saber se com
razão) os Estados Unidos surpreenderam o mundo elegendo para a Presidência um negro (na
verdade Barack Obama na Europa quase passaria por branco mas para a sociedade racista
americana, Obama é mesmo negro profundo).
É uma extraordinária lufada de ar fresco que vem do Ocidente.
De facto “a oeste… tudo de novo”
A expectativa é enorme, a esperança é ainda maior.
Depois dos desastres anteriores, esperemos que Barack Obama consiga levar a política norteamericana
para os caminhos da humanização que os Bush’s (tal Pai, tal Filho…) fizeram o
possível por destruir sem deixar hipótese de recuperação.
Esperemos que ainda seja possível a inversão do sentido político mundial.
Mas para isso muitas variáveis se terão de conjugar com esta enorme evolução norteamericana:
– Desde logo a Europa terá que “criar” dirigentes dignos desse nome e deixar-se de fantasias
comunitárias globais. Neste momento não se adivinha qualquer solução credível e até hoje não
foi possível uma mistura homogénea do azeite com o vinagre;
– A Rússia terá de dar uma pirueta e começar a pôr ordem nas prepotências dos clãs que a
governam. Justiça se faça que a situação antes de Putin era o caos absoluto e neste momento,
pelo menos internamente, há alguma recuperação no orgulho de um povo que se viu enganado
por décadas de promessas de um paraíso que só deu para muito poucos;
– E todo o eixo Médio Oriente, Grande Área Árabe até chegar ao Extremo Oriente, terá de
apanhar grandes doses de injeções de tolerância, sem as quais a esperança que resta se anulará
e Obama por si só nada poderá fazer, mesmo considerando todo o seu enorme poderio militar
e mais do que isso, muito mais do que isso, a sua capacidade de agregar vontades.
Julgamos estar perante uma das encruzilhadas mais complexas da história da humanidade,
com os extremismos visivelmente muito acentuados, num esticar de corda que, como sabemos
desde garotos, acaba sempre com o trambolhão de uma das partes quando não poucas vezes,
com o trambolhão das duas.
Gostaríamos que, a este respeito, o ano que aí vem pudesse marcar o princípio da esperança, o
início do virar de página neste percurso acelerado para o abismo que todos, em conjunto,
estamos a percorrer.
A esperança é a última a morrer !
Odivelas 31/Dez/2009
(odivelas.com)

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