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Odivelas – Os SMAS, a AMEGA e a EPAL, uma novela

Janeiro 11th, 2010 | by Odv

O fornecimento domiciliário de água é suposto ser um direito básico da civilização humana atual, fornecimento que, por força de lei, tem de ser garantido em continuidade, com qualidade e em quantidade suficiente para a utilização básica das populações.

Em contrapartida essas mesmas populações devem contribuir para o esforço de fornecimento desse serviço, pagando um valor estipulado contratualmente e procurando não provocar desperdício.

Na verdade tudo isto é um “suponhamos”.

Pelo menos no que se refere ao Concelho de Odivelas onde o serviço não é constante, onde a qualidade do produto fornecido é com frequência de muito má qualidade, onde o preço pago está longe do contratualmente estabelecido (para mais, não se sabe quanto) e onde o desperdício imenso de água não resulta de ações dos habitantes.

Nos últimos dias veio a público um conjunto de declarações do presidente da Associação de Municípios para Estudos e Gestão da Água (Eng. Carlos Teixeira) que acusa a empresa fornecedora da água a toda a região (EPAL) de tratamento discriminatório em relação ao preço praticado no fornecimento a Lisboa e aos concelhos vizinhos de Loures, Odivelas, Amadora, Cascais, V.F.Xira, Sintra e Oeiras.

De acordo com as afirmações do Presidente da AMEGA Lisboa tem água a preço mais baixo do que aqueles restantes Municípios.

Entretanto a EPAL já reagiu negando as afirmações de Carlos Teixeira e justificando os valores que aquele autarca referiu como estando a ser praticados.

De acordo com a EPAL Lisboa até tem a água mais cara.

Uma coisa é certa no que se refere a Odivelas e ao preço que os Odivelenses pagam, o preço pago mensalmente no recibo da água inclui uma muito grande percentagem de ar, resultante das roturas constantes que obrigam à interrupção do fornecimento e provocam a injeção de ar nas canalizações que quando chega aos contadores das casas é percebido por estes como se de água se tratasse.

E conta.

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