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A Fundação da Vila de Odivelas

Janeiro 14th, 2010 | by Odv
A Fundação da Vila de Odivelas
Patrimonio
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As origens de Odivelas perdem-se na história. Contrariamente a outras cidades em que o seu “nascimento” se encontra bem marcado no tempo e bem documentado, o nascimento de Odivelas é um puzzle composto por peças díspares que ao longo do tempo historiadores têm tentado interligar de modo a “alinhavar” uma sucessão plausível dos factos.

Estando a sua origem e evolução ligada intimamente ao Convento de S.Dinis este foi o motor de desenvolvimento, nos primórdios, da vila.

O 1º “documento” que a História nos apresenta sobre a cidade é uma inscrição romana que se encontra no museu da Associação dos Arqueólogos Portugueses, em Lisboa, desde 1870, levada pelo  arquitecto J. Possidónio N. Silva, aquando do levantamento das siglas da igreja do Convento do Carmo. Esta lápide remonta ao século XIII contendo uma inscrição:

“João Ramires Prelado desta Igreja Morreu a 13 de Fevereiro de 1183”

A inscrição é datada de 1183 e revela o nome do primeiro paroco da matriz de Odivelas sendo prova da antiguidade da paróquia.

“João Ramires aqui viveu cerca de 38 anos, de trabalhosa vida. Morreu em 1183, um ano antes da grande ofensiva de Almançor e dois anos antes da morte do seu rei, Afonso I.
Ficou sepultado na igreja de Odivelas.” …. “pelo que se disse , fica aqui demonstrado que existiu uma igreja em Odivelas pelo menos a partir de 1147.”

In “Colecção Património hoje, amanhã”, “inscrição Românica de Odivelas” – Gustavo Marques (Edição Junta de Freguesia de Odivelas 1997)

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Qual a origem do nome da cidade de Odivelas?

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“O nome da cidade é explicado pelo povo através de uma lenda:
Conta-se que “O Lavrador” tinha por hábito  deslocar-se à noite a Odivelas para visitar raparigas de seu agrado. A rainha Dona Isabel, conhecedora do facto, acompanhada por outras damas da corte, deslocou-se até ao Lumiar, na altura desabitado, com grandes archotes acesos, a fim de iluminar o caminho ao “marido infiel”…. Quando D. Dinis com o seu séquito passou junto dela, a rainha dirigiu-se-lhe nestes termos: – Ide vê-las Senhor…    Afirma-se que de “ide vê-las”, por evolução, teria surgido o topónimo “Odivelas”. ”

In “Mosteiro de S.Dinis de Odivelas” Maria Máxima Vaz – Colecção Património Hoje, amanhã (Edição Junta de Freguesia de Odivelas)

No entanto a filologia explica de modo diferente; A palavra é composta por dois elementos “Odi” e “Velas” sendo o primeiro de origem árabe e tendo como significado ” curso de água”, e efectivamente em Odivelas passa uma ribeira, e o segundo de origem latina  e mantêm o seu significado sendo talvez alusão às velas dos muitos moinhos que povoavam a região.

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