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Capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo – Odivelas

Janeiro 14th, 2010 | by Odv

Urbano, destacado, flanqueado, incorporado no edifício da Biblioteca Municipal.

De planta longitudinal composta pela justaposição de 2 rectângulos (nave e capela-mor), o edifício apresenta volumetria paralelepipédica, sendo a cobertura efectuada por telhados a 2 águas. O edifício é superiormente rematado por platibanda precedida de cornija. No alçado lateral (E.) reconhecem-se, da primitiva construção, a presença de janela de peito de verga recta com emolduramento simples de cantaria e malheiro de ferro e porta, também de verga recta mas destacada e articulada com pequeno painel de cantaria relevado, encimado por frontão interrompido definido por volutas. Destaca-se a cabeceira do edifício (S.), que delimitada por cunhais de cantaria, ostenta muro animado ao centro por painel azulejar monócromo, com a representação do orago envolto numa estrutura em arco de volta perfeita suportada por colunas de fuste torso sobre predela, sugerindo assim um altar. O alçado é superiormente rematado por frontão triangular – com cruz ao centro e tímpano decorado também por painel azulejar azul e branco – articulado lateralmente com parapeito murado. No INTERIOR, de nave única e cobertura em abóbada de berço, regista-se do lado da Epístola a presença de base de púlpito em cantaria. Precede a capela-mor, arco triunfal de volta perfeita de cantaria. Na capela-mor, com cobertura também em abóbada de berço subsiste a mesa de altar e 1 lápide tumular seiscentista, no pavimento.

Séc. 17 – fundação e edificação da capela capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo por Gil Vaz Lobo, alcaide-mor da vila de Sintra, num terreno que possuía contíguo à sua quinta de Odivelas;
1678 – falecimento, em Castelo Branco, de Gil Vaz Lobo, posteriormente tresladado para a capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo, sendo os seus bens herdados (e entre eles a quinta e a capela de Odivelas) pelo seu sobrinho António de Miranda Henriques, o qual igualmente lhe sucede nos cargos que detinha;
1758 – no relatório efectuado pelo pároco (solicitado pelo marquês de Pombal na sequência do terramoto de 1755) a é referenciada como capela da quinta de José Joaquim Miranda Henriques;
1856 – a propriedade, então referida como Quinta Nova do Miranda, é hipotecada pelos seus proprietários Francisco de Paula Marques e sua esposa, D. Francisca Luisa de Miranda Brito e Marques;
1879 – a quinta é perdida, por via judicial, pelos seus antigos proprietários, que não conseguem cobrir a hipoteca;
1880 – aquisição da quinta, em hasta pública, por José Rodrigues Mendes; 1953 – a casa da quinta é doada pelo proprietário, Dr. Abreu Lopes, à Câmara Municpal de Loures;
1992 – incêndio destrói quase completamente o que restava da antiga casa da quinta;
1997 – a capela encontrava-se já sem cobertura;
1998 / 1999 – profunda campanha de obras com vista à transformação da antiga casa de quinta e capela anexa em biblioteca municipal.
CMO: 1998 / 1999 – obras de recuperação e transformação da antiga casa da quinta e capela anexa com vista à instalação da Biblioteca Municipal D. Dinis

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