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Os momentos de 2010

Janeiro 26th, 2010 | by Odv

OS NOSSOS MOMENTOS

Quem segue o que se passa no www.odivelas.com recordar-se-á que no mês passado anunciamos mudanças para o espaço de um mês.

Elas aí estão !

Basta dar uma olhada por este nosso espaço e constatam-se de imediato as enormes alterações que tínhamos pensado, que considerávamos necessárias e urgentes e em que andávamos a trabalhar há vários meses.

A receptividade não podia ter sido melhor o que nos satisfaz sobremaneira.

Aquilo que garantimos aos nossos espectadores é a busca contínua de soluções que permitam tornar este espaço mais e mais acessível e amigável.

Fomos surpreendidos durante este mês com a atribuição de um prémio.

De facto o Movimento Odivelas no Coração quis honrar-nos com uma referência especial e entendeu designar a OdivelasTV/www.odivelas.com como “Coração Cívico 2009”.

É indiscutível que ficamos orgulhosos com estas referências.

Não trabalhamos para honrarias nem destaques, mas ninguém fica indiferente quando vê o seu trabalho reconhecido.

Percebemos que o trabalho que temos desenvolvido constituiu uma pedrada num lago ameno e calmo, introduzindo um movimento que não havia antes.

E, do nosso ponto de vista o que pode ser importante, mais do que aquilo que fizemos foi o que obrigamos outros a fazer.

Como diria alguém, “a Comunicação Social em Odivelas podia viver sem nós, mas não seria a mesma coisa…”.

Não queremos fechar este capítulo sem uma referência ao aniversário da primeira transmissão em direto, através da tecnologia webTV, que fizemos e pensamos ter sido a primeira, pelo menos no Concelho.

Quis o acaso que essa aventura tivesse acontecido com a vinda do Dr. Fernando Nobre a Odivelas (C.C.Malaposta) e fomos festejar com ele e com a AMI.

O resultado desse reencontro com a AMI está na OdivelasTV.

NO CONCELHO

O primeiro mês de 2010 não tem sido fácil em termos meteorológicos para o Concelho.

Se a estrutura de controlo do escoamento de águas pluviais aguentou muito satisfatoriamente a carga a que foi sujeita e consideramos que foi um bom teste, passado com bom resultado.

Não deixou entretanto, de pôr a descoberto algumas fragilidades, das quais o espaço do circuito da Ribeirada foi o mais sensível.

O “Parque das Rolas” e o “Jardim das Escadinhas” que apresentam desníveis grandes portaram-se bem, sem cedências significativas.

O MOC (Movimento Odivelas no Coração) comemorou o 2º Aniversário com a inauguração de instalações novas.

Movimentos de cidadãos em estruturas extra-partidárias são, em princípio, positivas e um bom caminho que a Democracia deve aplaudir.

As questões que se podem pôr resultam primeiro da génese de muitos deles e depois do percurso que seguem, muitas vezes copiando o pior dos partidos institucionais.

Não temos dúvidas que o aparecimento do MOC pode ser bom para a democracia em Odivelas, desde que os princípios aos quais se acolhe e que anuncia sejam de facto cumpridos.

Durante este mês têm acontecido os Concertos de Ano Novo.

Vários, em vários locais e com participantes variados.

Cremos estar perante uma febre inovadora à moda portuguesa, com o desequilíbrio habitual entre o 8 e o 80.

Estão a acontecer Concertos de Ano Novo por tudo quanto é sítio com o defeito natural de nenhum poder ser chamado de Concerto de Ano Novo de Odivelas (todos são de Odivelas !).

Odivelas tem 7 freguesias, porque se tivesse 20… em Maio ainda estaríamos a assistir a Concertos de Ano Novo.

Aproveitamos a onda e deixamos uma sugestão/desafio à cultura camarária.

Porque não uma iniciativa (uma) coordenada pela área cultural da Câmara que, reunindo as capacidades musicais diferentes das múltiplas organizações numa única Orquestra e num único Coro apresentassem no local mais nobre do Concelho “O Concerto” em vez dos concertinhos que se dispersam ?

Temos a certeza que o conjunto teria valor acrescido em relação à soma dos componentes, sem custos adicionais significativos e com uma muito maior capacidade prestigiante para todos.

E seria fácil conseguir uma audiência bem mais vasta.

Deixamos a ideia para memória futura.

O Presidente da República veio a Odivelas, quase em segredo, visitar um estabelecimento militar.

Não sabemos se alguma vez foi ao da Pontinha, mas veio agora ao de Odivelas ficando a expectativa que faça alguma coisa pela recuperação do extraordinário património histórico que se mantém escondido naquelas instalações militares, segundo consta em adiantado estado de degradação.

Acreditamos que desta visita resulte algo de bom para aquele património, cuja propriedade é nossa (um tanto à moda de Olivença).

NO PAÍS

Estamos em plena campanha para apresentação da proposta do Orçamento de Estado para 2010.

Nesta jornada do campeonato nacional da Governação o CDS/PP acabou o jogo empatado com o PSD/PPD, mantendo os lugares na classificação.

Nem na marcação dos penaltis finais conseguiram desempatar.

Por outro lado no PSD a animação mantém-se em alta com o jogo das eleições internas versus congresso a dar que entreter a jornais e televisões nacionais, com os ditos e mexericos diários entre aqueles que, odiando-se, irão sorrir com os dentes todos uns para os outros, quando o PSD regressar ao poder.

O PS, também em situação de clara dificuldade de entendimento interno, convive com um número de “casos” absolutamente lamentável (em quantidade e tipologia) não conseguindo superar os jogos dos interesses pessoais.

Para condimentar a política nacional acontece que Manuel Alegre, finalmente, formalizou a transferência para o Bloco de Esquerda aceitando o controlo deste sobre o seu próprio percurso político.

Não deixa de ser estranho este final de carreira de um “icon” da política portuguesa.

Não temos o direito de julgar Manuel Alegre e ele tem o direito de tomar as opções que entender, mas sentimos todas as razões para estranhar uma inflexão política que interpretamos como uma tentativa de regresso aos bons velhos tempos “anarcas” do sec.XIX.

Manuel Alegre reflete na vida política a mesma idade que mantém na sua poesia (da qual somos admiradores), historicamente datada num tempo que já foi.

NO INTERNACIONAL

Neste capítulo não há nada de bom a registar este mês, a não ser o agravamento das condições humanas mundiais.

A somar a todas as desgraças humanitárias dos “Darfur’s” para as quais nem os homens de bem encontram solução (se calhar não são tão de bem assim…) eis que o Haiti toma conta das preocupações editoriais pelas piores razões.

O Haiti há muito que é um dos pontos mais negros da humanidade, mas o sismo que ocorreu trouxe para as 1ªs. páginas este buraco negro que a política mundial tem tentado esquecer.

É a Natureza a ditar leis.

De resto o que temos de notável ?

A guerra cada vez mais acesa e devastadora no Afeganistão acompanhada pelo reacender visível da guerrilha em Angola.

São estes os auspícios no começo do tal 2010 que se desejava melhor que o seu antecessor.

 Odivelas 25/Jan/2010

(odivelas.com)

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