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MAS QUE PAÍS É ESTE?

Fevereiro 10th, 2010 | by Carlos Correia

Portugal, viu-se nos últimos dias, confrontado com notícias bastante preocupantes, sobre o estado de «saúde» em que se encontra.
Foram os organismos internacionais, a colocar em causa a economia e finanças do país.
Foi «descobrir-se» que afinal, o défice orçamental não era aquele que se dizia, por altura das eleições, 6,3%? E sim 9,3%, pois claro!!!
Alguém tinha dúvidas? Só quem não quisesse ver.
É o desemprego que afinal, já estará nos 10,6%. Será? Ou andará pelos 12%? Aumentando de forma exponencial, o desemprego de longa duração. Enfim…
As empresas de «rating», questionam e originam a subida dos juros, para a compra de dinheiro. É anunciado o aumento dos spreads, para aquisição de habitação, em 0,5%, etc…
São as notícias de corrupção, de compadrios, de abusos de poder, por parte do governo e dos organismos públicos.
Mas porque será, que o nome do nosso primeiro-ministro, aparece sempre? Estranho…
E o povo português, continua a «assobiar para o lado», como se tudo isto não interferisse no seu dia-a-dia, com o seu futuro, o futuro dos seus filhos.
A nível local, Odivelas continua a ser mais do mesmo. Serviços que funcionam devagar, devagarinho, constatando-se que falta de funcionários não será, mas, se calhar falta de chefias independentes e corajosas, que não tenham rabos de palha… pois, porque isso é muito importante, quando queremos exigir, rigor, respeito, cumprimento dos deveres, dos horários, no fundo das suas obrigações como funcionários públicos, ao serviço do munícipe.
Pergunto-me muitas vezes, porque será que florescem, cafés e restaurantes, junto aos serviços camarários? Têm umas belas esplanadas…
Os serviços informáticos camarários, têm uma utilidade que me questiono muitas vezes, se será para melhorar os serviços, ou para outras coisas…
Notícias de pagamento de juros de mora, 200.000,00€, por atraso de pagamentos aos fornecedores, apesar do empréstimo pedido à banca de 3.000.000,00€.
Verificamos que a obra em frente à CGD, no centro de Odivelas, segue a bom ritmo…
Realmente, o tempo de execução desta obra é de deixar qualquer pessoa de boca aberta e, os munícipes, com os nervos à flor da pele, pelo incómodo causado pela mesma.
O famoso parque de estacionamento subterrâneo, a pagar, junto à Rua José Malhoa, continua por abrir, porque será?
Aguardamos que a sra. Presidente nos diga a razão dos mesmos.
Ou será que a democracia socialista, não prevê que se explique, de forma clara e concisa às questões levantadas, e não com meias palavras, procurando distrair com outras questões que não estarão na ordem do dia, como costuma fazer o nosso primeiro-ministro.
Os munícipes odivelenses, querem melhor qualidade de vida, e não o betão. Eu percebo que seja necessário gerar receita, mas, existem outras formas, como a racionalidade na despesa.
Por exemplo, o acabar com os jobs for the boys, que só servem para criar despesa. Alguns até andam perdidos, pois não sabem o que andam a fazer e para o que estão ali…
O acabar com as avenças, sim as avenças senhora presidente, a senhora sabe do que eu falo. A câmara não disse que a maioria dos seus funcionários, tinham cursos superiores? Então é necessário ir procurar avençados? Porquê? Rentabilize-se os recursos existentes.
O excesso de funcionários em certos serviços, que se calhar seria mais úteis noutros departamentos, que se encontram em défice de funcionários.
Parece-me, posso estar enganado, que os serviços de gestão financeira e recursos humanos da Câmara são muito… fraquiiiinhooos…
Na próxima coluna irei procurar, aprofundar alguns casos aqui aflorados, com questões concretas e tentar dar, desta forma, o meu humilde contributo, para tentarmos ter um País melhor e também uma autarquia odivelense, mais virada para o munícipe.
Mais empreendedora, mais objectiva, mais racional e que todos, mas mesmo todos, sem excepção, seja qual for a sua cor, lutem por objectivos comuns, e, que também os seus funcionários, sejam produtivos, que tenham prazer no trabalho que realizam, pois são pagas nesse sentido.
Caso contrário deverão procurar outros caminhos…

José Carlos Correia
Economista

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