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ÉTICA

Fevereiro 22nd, 2010 | by Barão das Neves

Ultimamente tenho sofrido horrores com a “ética”.

São os jornalistas que vão ao parlamento, à Comissão de Ética, fazer espectáculos degradantes, como se não fossem também culpados (alguns….) pelo estado a que chegou a comunicação social, seja ela nacional ou local.

Ninguém precisa, nem os mais distraídos, que perca aqui o meu tempo a dar exemplos!

Mas, voltando “à vaca fria” ele é ética ao levantar, ao almoço, ao jantar e ao deitar!

Ética e mais ética até que este vosso amigo (para alguns) teve um ataque de nervos!

Passamos a vida a falar de ética ( já agora: A palavra Ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, carácter.) e o que assistimos é a uma falta de CARACTER,  sem que nada possamos fazer.

Portugal afunda-se diariamente! As Instituições estão decadentes e a identidade nacional está posta em causa. O país vive neste momento uma crise das suas principais Instituições, que até aqui eram um exemplo para todos nós, pois as mesmas surgem agora associadas ao descalabro da dignificação da actividade política.

O problema está tão generalizado que quando falamos de casos que conhecemos a amigos obtemos sempre a mesma resposta: “ Oh pá ! Eu conheço um pior! Esse “desvia” mas ou menos faz obra” (sic) !

A ética deveria funcionar como norma ISO para os detentores de cargos públicos, sejam ministros, deputados ou autarcas.

Em Portugal todo é permitido!

O povo vai alimentado a velha máxima de que todos roubam ( eu acredito que nem todos!) , em vez se preocuparem em exercer os cargos com dignidade, moral, e transparência .

Nos últimos anos tivemos os casos Apito Dourado, BPN, BPP, Bragaparques, Casa Pia, Casino de Lisboa, CTT, Fátima Felgueiras, Isaltino de Morais, Operação Furacão, Portucale.

Perante todos estes casos ( de certeza que me escapou algum) foram condenados ( em primeira instância) Isaltino de Morais e Domingos Névoa.

Portugal precisa de esperança, lucidez e ética!

Esperança no futuro , lucidez na resolução dos problemas que se adivinham e ética no funcionamento da actividade política.

Não podemos continuar  a assistir à denuncia de situações políticas, para depois,  esses mesmos opositores fazerem ainda pior quando tomam as rédeas do poder.

A esta atitude ( infelizmente bastante usual) o povo chama: O TACHO!

Falta a moralização. Faltam os valores. Faltam os princípios.

Claro que existem autarcas e governantes com estes valores mas são uma minoria!

O polvo ( está na moda) instalou-se de tal forma, que seria necessário um homem como Baltazar Garzon para que os tentáculos tremessem de medo.

Não estou crente que a justiça consiga ser efectuada em relação aos que nos tiram diariamente o dinheiro do bolso.

No entanto, não desistirei na denuncia desta maleita e na busca ( com outros crentes) de uma vacina anti – corrupção.

Odivelas 19 de Fevereiro de 2010

José Barão das Neves

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