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ODIVELAS discute desporto federado

Março 2nd, 2010 | by Luis F. Silva

A mesa constituida por Carlos Ribeiro, Manuel Pina e Vitor Pataco, da esq. para a dir

Decorreu na passada sexta-feira à noite, no Auditório do Centro de Exposições de Odivelas, um debate sobre o desporto federado em Portugal e as suas ligações aos Municípios, no qual foram oradores convidados Carlos Ribeiro, Presidente da Associação de Futebol de Lisboa e Vitor Pataco, Acesor do

Vereador de Desporto da Câmara Municipal de Lisboa, sob a moderação de Manuel Pina, Professor de Educação Física e Mestre em Gestão da Formação Desportiva. O debate abriu com uma mensagem de boas vindas proferida por Susana Amador, Presidente da C.M.Odivelas e encerrou com a intervenção 

Hugo Martins, Vereador da mesma edilidade que tem a seu cargo o pelouro das questões desportivas.

É preciso reivindicar mais verba das Apostas

 Carlos Ribeiro começou por descrever o que é, nos dias de hoje a A.F. Lisboa, na sua função de organizar o desporto federado em futebol e futsal, referindo números impressionantes desta entidade intermédia que responde às necessidades dos clubes e que, não rejeita as suas responsabilidades sociais. São

25.000 atletas, 350 árbitros e 550 jogos todas as semanas. Reconheceu ainda o dirigente desportivo, que a realidade financeira dos clubes é preocupante, porque “os clubes sentem cada vez mais pressão económica e além de outras despesas de funcionamento pagam o policiamento, os árbitros, transportes e seguros”, mas apontou a solução de acrescer em 0,5% a contribuição das Apostas Mútuas Desportivas como possível solução, uma contribuição que nesta altura se cifra em 1% da receita. Carlos Ribeiro apontou ainda o exemplo de Cascais e Sintra como boa prática a seguir pelos Municípios. É que estas Câmaras pagam as inscrições e seguros dos atletas em formação.

Esta sugestão foi de pronto questionada por Vitor Pataco e em bom rigor, também por grande parte da plateia, que a considera discriminatória em relação às outras modalidades. Considerando que “é obrigação das autarquias promover o aumento das condições de acesso à prática desportiva, quebrando as barreiras de exclusão”, deixou claro também, que “não é com grandes organizações desportivas como Jogos Olímpicos ou Mundiais de Futebol a realizar em Lisboa, que se promove o desporto, mas sim criando equipamentos, e optimizando a sua utilização, no sentido de abranger cada vez mais praticantes das mais variadas modalidades”.

Hugo Martins anuncia Conselho Municipal de Desporto

Na sua intervenção que encerrou o debate, o vereador Hugo Martins considerou que “é importante falar-se de desporto”, mas frisou que “o desporto não se resume à sua prática formal. Existe em Odivelas o Clube do Movimento, o Roteiro de Circuitos Pedestres, os circuitos bio-saudáveis, o Parque do Rio da Costa e o Pinhal da Paiã e falar de desporto é falar de tudo isto.”. Lamentando que “aqueles que se intitulam os grandes responsáveis pelo desporto não estivessem presentes”, acrescentou que “A Câmara de Odivelas apoia o desporto como lhe é possível. A manutenção dos Pavilhões Escolares, o pagamento da água e da luz, os transportes para as deslocações são uma forma não discriminatória de apoio ao desporto. Além disso a C.M.O. orgulha-se de apoiar os clubes de forma directa ou indirecta, atribuindo um valor residual para as inscrições e seguros dos atletas em formação. Estamos melhor e ainda melhor ficaremos com o novo pavilhão do Porto Pinheiro. Trabalhamos para os clubes com a criação de equipamentos e poderemos ajudar com acções de formação sobre as matérias que estes precisem”. Hugo Martins acrescentou ainda a criação do Conselho Municipal de Desporto, e disponibilidade da Câmara em ajudar os clubes no âmbito da Medicina Desportiva, Economia de Escala, Inscrições na Formação e Formação de Técnicos. ” Aqueles que querem trabalhar e não fazer da Câmara apenas um saco de boxe, têm-nos aqui para ajudar”, concluiu. 

Luis Filipe Silva

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