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Editorial – Momentos… Abril/2010

Abril 4th, 2010 | by Odv

Em Casa

Entramos em Abril com o, anualmente repetido, dia das mentiras.
O “Odivelas.com” cumpriu o prometido, de acordo com um princípio que não deixa de verificar diariamente:
– Podemos cumprir o que prometemos ? Prometemos o que podemos cumprir ?
Assim, Março foi de facto o mês de uma revolução na Comunicação Social do Concelho.
Mas fomos nós que fizemos a revolução, de acordo com o projeto que perseguimos e de acordo com um objetivo traçado havia vários meses.
Na verdade desde Novembro de 2009 que trabalhávamos a base tecnológica que nos iria permitir mais cedo, ou mais tarde, lançar uma programação regular de televisão.
E desde o início do ano que apontávamos para ser Março o mês de arranque.
Não fizemos anúncios antecipados porque em tecnologia sempre podem acontecer acidentes que atrasem os projetos, mas sempre tivemos consciência que estávamos a um passo de fechar
o ciclo.
Não foi fácil esse passo, mas foi conseguido.
Março de 2010 ficará na história de Odivelas, quer se queira quer não, quer se acredite quer não, quer Odivelas dê por isso quer não !
E de facto o que nos parece é que Odivelas não deu por isso, ou não quis ainda dar por isso, mesmo com todos os sinais de incomodidade que teem sido apresentados publicamente por
alguns “cientistas” da nossa praça.
Algumas acusações completamente estúpidas nos teem sido feitas.
Para não haver nenhuma espécie de dúvidas afirmamos que o projeto que tem vindo a ser desenvolvido sob a designação genérica de “Odivelas.com” é verdadeiramente um projeto de
“Comunicação Social Independente”, sem objetivos políticos nem claros, nem escondidos.
Em Odivelas
No Concelho os dias vão passando com alguma “indisposição” generalizada.
É verdade que a chuva continuada e o cinzentismo de dias atrás de dias a que não estamos habituados acabam toldando qualquer possível boa disposição, mas é verdade também que as
promessas eleitorais tardam em ter concretização, pelo menos as mais emblemáticas.
– Avançou o projeto “novo hospital” (mas é fora do Concelho), mas não avançou até agora (visivelmente pelo menos) o projeto Centros de Saúde.
– No ambiente escolar a coisa azedou na Barbosa du Bocage;
– Fala-se muito em segurança e não se detetam alterações;
– A água continua a faltar em muitas torneiras e para complicar também a eletricidade tem faltado em muitos interruptores;
– O estacionamento, ou a falta dele, mantem-se tal qual;
– O’Tech / Odinveste hibernou…

E nestas coisas da politiquice os temas trazidos à tona são sempre “o que não foi feito”.
Muito poucos se preocupam com o que foi feito, tal como muito poucos se preocupam com o que podia, ou não, ser feito.
Mas é assim, arma de arremesso é arma de arremesso, e promessa é promessa.
Principalmente se são outros a ter de a cumprir.
Quase que nos sentimos na obrigação de pedir desculpa por encontrarmos coisas de que gostamos, certamente por defeito de apreciação nosso e não pelo facto de haver algum mérito
nessas tais “coisas”.
Mas como fazem parte do Concelho e porque aconteceram, temos de dizer que gostamos do dia do “Limpar Portugal”, não tanto pelo resultado obtido que podia e devia ter sido muito
mais evidente (a propósito, esperávamos ver maior entusiasmo camarário por esta iniciativa), mas porque acreditamos que serviu de semente que irá germinar algum dia.
Tal como gostamos das iniciativas que tem vindo a ser desenvolvidas no âmbito das atividades lúdicas/desportivas/educacionais escolares, complementares à escola.
Tal como gostamos das ações de recuperação social de “excluídos sociais” com que “tropeçamos” nas nossas andanças pelo Concelho.
Tal como continuamos a gostar de iniciativas culturais levadas a efeito por locais vários do Concelho (SMDC, SMO, Malaposta, Centro Exposições, J.Freg.Ramada, Associação de
Artesãos D.Dinis…).
Tal como nos orgulhamos com os campeões que vamos tendo (Artes Marciais, Xadrês, Atletismo, Natação,…).
Tal como gostamos das iniciativas no âmbito da prevenção da saúde, umas realizadas, outras em realização.

Em Portugal

Finalmente Portugal deixou de estar mal.
Passou a estar péssimo !
Já nem o discurso oficial disfarça o mal estar geral.
Com o estado maior a que os níveis de corrupção chegaram, o mal estar, a desconfiança e a dúvida são generalizadas.
É preciso percorrer várias gerações para trás para sentirmos uma tal insegurança generalizada entre os portugueses que voltaram a desconfiar de tudo e de todos.
E não vale a pena fingir que não há provas.
O que acontece é que as implicações são de molde a todos se esconderem uns aos outros, generalizadamente, entre partidos, entre políticos, entre empresários, entre juízes…
As escutas são ilegais ? Não podem servir de prova ? A questão é, aconteceu ou não aconteceu ! O resto é uma questão de mais vírgula menos vírgula na lei, vírgulas que, como
se sabe há anos, se compram e vendem.
Faltava os submarinos “virem à tona de água”, como de resto anunciámos há cerca de um ano.
A responsabilidade pela Res-Pública está no umbigo dos dirigentes, políticos e outros.
E nele está também o “esforço desinteressado” com que se dedicam a acumular riqueza.
Milhões, muitos, em mordomias, em prémios, em comissões, em consultorias.
O 3º mundo há muito que passou à história.
É assim que está Portugal.
Mas é assim também que está a Europa.
Não é reconfortante !

No Mundo

Nos Estados Unidos mantém-se a expectativa à volta das promessas eleitorais mais emblemáticas do presidente Barack Obama.
Aparentemente ganhou a primeira grande batalha em que se meteu conseguindo a implantação de um Serviço Nacional de Saúde.
Contra os Conservadores e contra muitos democratas instalados conseguiu a aprovação necessária para pôr em prática um plano de apoio na doença aos mais desfavorecidos.
Falta conseguir pôr no terreno a concretização do projeto.
E há Estados a anunciarem a não instalação do sistema…
No médio Oriente tudo piora.
Israel continua livremente a desafiar todos os direitos e decisões internacionais com que concorda mas que não cumpre.
A continuação da ocupação ilegal de territórios mantém-se, com o argumento de necessidade de auto-defesa e da parte dos países árabes o desafio ao chamado Ocidente intensifica-se.
No entretanto a Europa enreda-se nas suas mais do que conhecidas contradições culturais, sociais e organizacionais.
Nem moralmente a Europa se pode apresentar como exemplo.
Por África continua a agonia da Guiné Bissau enleada entre droga, senhores da guerra e interesses políticos que lhe são externos.
E não vai melhor na África do Sul.
A preparação do Mundial de Futebol está a largar chama a um rastilho que acaba nas contradições sociais, nas desigualdades não compensadas, no racismo interno distribuído por
ódios seculares.
As consequências não são previsíveis neste momento.
Vai mal o mundo.
Odivelas, Abril/2010
(odivelas.com)

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