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Editorial – MOMENTOS… – Maio/2010

Junho 1st, 2010 | by Odv

NA CASA

Na casa que é nossa vamos todos bem, graças …

O projeto que desenvolvemos começa a estar satisfatoriamente consolidado, com as dificuldades que eram esperadas por nós e avisadas por muitos outros.

Temos no campo o projeto que ambicionamos e que, esse é o nosso julgamento, honra Odivelas e a Comunicação Social como atividade digna ao serviço da população.

As audiências consolidam-se, mesmo considerando que as ferramentas de avaliação existentes no mercado são profundamente discrepantes, podemos verificar que num ponto elas coincidem e é
exatamente o ponto que mais nos interessa.

Todas assinalam subidas contínuas nos valores respetivos.

NO CONCELHO

A Assembleia Municipal está doente e é urgente que este corpo principal da Democracia regional se cure e possa funcionar, executando o trabalho que justifica a sua existência.

Por várias vezes temos assistido a momentos… pouco felizes, nas discussões e nas votações dos documentos que são apresentados para apreciação.

Em vários casos temos resguardado a apresentação das imagens de situações que, a nosso ver, não prestigiam nem a democracia, nem a assembleia e muito menos os que foram eleitos pelo povo
anónimo.

Desta vez entendemos que era nosso dever publicar o que se passou na última reunião da Assembleia Municipal.

Com muito custo e com tristeza.

E é tudo o que nos ocorre dizer sobre este tema, já que o próprio Presidente fez o diagnóstico corretíssimo ao anunciar que “… esta assembleia decorreu de forma indigna…”.

Estamos tristes.

NO PAÍS

No País “está tudo grosso”, diria o saudoso par Camilo de Oliveira/Ivone Silva.

Todos os indicadores sociais, políticos, económicos apontam no mesmo sentido.

Desorientação completa com o governo a dizer, a desdizer e a contradizer momento a momento.

José Sócrates podia ficar na história como o melhor Primeiro Ministro de Portugal.

Do ataque aos lóbis que apodrecem a sociedade portuguesa e que marcou o início do seu governo resta o quê ?

A visão de futuro e a vontade indiscutível de renovação da estrutura do país que demonstrou há 5 anos quando tomou posse pela primeira vez, foram substituídas com o aproximar das eleições de

Outubro, por decisões avulsas destinadas a efeitos eleitorais.

Pior do que isso foi a manutenção, após eleições, do afastamento do percurso de futuro iniciado em 2005.

As reformas fundamentais do Estado foram abandonadas passando-se para uma sobrevivência diária.

Não se vê o mais pequeno sinal de aproximação a qualquer coisa a que possamos chamar justiça social neste momento em que, mais do que nunca, seria indispensável dar exemplos.

As desigualdades obscenas no tratamento entre ricos e pobres continuam e aprofundam-se.

A cupidez mórbida de políticos gananciosos cega-os, auto-considerando-se, auto-promovendo-se, auto-premiando-se, auto-absolvendo-se…

E referimo-nos a políticos apenas porque são políticos que estão envolvidos em todos os “casos” que chocam a sensibilidade da população portuguesa.

São políticos que estão nos bancos, são políticos que estão nas empresas públicas, são políticos que estão nas empresas privadas, e nas fundações, e nos sindicatos, e em organismos reguladores…

E a Justiça acaba sendo uma mistura entre juízes (sindicalizados) e políticos que fazem leis por um lado e as interpretam por outro com as vírgulas a mudarem de sítio a belo prazer das conveniências individuais.

No meio de toda esta imensa confusão entre direitos e deveres aparecem os economistas e financeiros a explicarem as soluções para os erros que eles próprios cometeram, não foram capazes de evitar e agora, como professores, apresentam avisos e soluções.

Através destas suas soluções as economias europeias completamente falidas, incapazes de pagarem as suas dívidas, emprestam milhões de euros a outras economias europeias igualmente falidas e igualmente sem quaisquer possibilidades de pagarem as suas dívidas.

É o ridículo elevado a uma enorme potência.

E é incompetência, e é ignorância e é falta de vergonha.

Conto uma pequena história:

No meu tempo de liceu tive, a dada altura, um professor de física que apresentava problemas e os resolvia no quadro de forma mais ou menos aleatória e com resultado naturalmente também aleatório.

No final anunciava com pompa que o resultado finalmente encontrado foi 4,5.

Nessa altura um dos alunos mais atento, mais estudioso ou mais malandro pedia a intervenção e

contrapunha com um outro resultado, dizendo então que o valor correto seria 2,5.

A questão resolvia-se no imediato com o anúncio solene e definitivo do professor:

– Queiram subtrair 2 unidades ao resultado final !

É assim que os economistas e financeiros deste país (e dos outros) andam a resolver os problemas da economia nacional (e europeia).

Só uma nota adicional.

O meu professor foi afastado ao fim de 2 meses.

Hoje só não estaria presente em todos os telejornais porque a sua posição no Estado lhe aconselharia algum recato.

Estamos tristes.

NO MUNDO

Na economia mundial, sem novidade e em continuidade do que escrevemos atrás, a China comanda o mundo apropriando-se do dolar.

Todos perceberam em tempo oportuno que iria ser assim, e continuará até a “CIA” americana, ou outra (inglesa, alemã, judaica…?), dar cabo da estrutura interna daquela nação se forem capazes disso.

Até lá vamos ter que os aturar a escolher os parceiros e a dar as cartas.

É assim que vai o “poker” mundial.

Uma desgraça nunca vem só… já se sabia.

A juntar ao caos da organização temos os estúpidos desafios do homem à Natureza.

No Golfo do México a maior tragédia ecológica de sempre provocada pela ação do homem.

Na Islândia é a Natureza a dar outro alerta.

Mas o “Homo Sapiens Sapiens” é “burro”, com as minhas desculpas aos burros, incomensuravelmente vaidoso, e não tem espelhos.

Estamos tristes.

Odivelas, Maio/2010

(Odivelas.com)

 

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