Editorial – MOMENTOS… – Maio/2010
NA CASA
Na casa que é nossa vamos todos bem, graças …
O projeto que desenvolvemos começa a estar satisfatoriamente consolidado, com as dificuldades que eram esperadas por nós e avisadas por muitos outros.
Temos no campo o projeto que ambicionamos e que, esse é o nosso julgamento, honra Odivelas e a Comunicação Social como atividade digna ao serviço da população.
As audiências consolidam-se, mesmo considerando que as ferramentas de avaliação existentes no mercado são profundamente discrepantes, podemos verificar que num ponto elas coincidem e é
exatamente o ponto que mais nos interessa.
Todas assinalam subidas contínuas nos valores respetivos.
NO CONCELHO
A Assembleia Municipal está doente e é urgente que este corpo principal da Democracia regional se cure e possa funcionar, executando o trabalho que justifica a sua existência.
Por várias vezes temos assistido a momentos… pouco felizes, nas discussões e nas votações dos documentos que são apresentados para apreciação.
Em vários casos temos resguardado a apresentação das imagens de situações que, a nosso ver, não prestigiam nem a democracia, nem a assembleia e muito menos os que foram eleitos pelo povo
anónimo.
Desta vez entendemos que era nosso dever publicar o que se passou na última reunião da Assembleia Municipal.
Com muito custo e com tristeza.
E é tudo o que nos ocorre dizer sobre este tema, já que o próprio Presidente fez o diagnóstico corretíssimo ao anunciar que “… esta assembleia decorreu de forma indigna…”.
Estamos tristes.
NO PAÍS
No País “está tudo grosso”, diria o saudoso par Camilo de Oliveira/Ivone Silva.
Todos os indicadores sociais, políticos, económicos apontam no mesmo sentido.
Desorientação completa com o governo a dizer, a desdizer e a contradizer momento a momento.
José Sócrates podia ficar na história como o melhor Primeiro Ministro de Portugal.
Do ataque aos lóbis que apodrecem a sociedade portuguesa e que marcou o início do seu governo resta o quê ?
A visão de futuro e a vontade indiscutível de renovação da estrutura do país que demonstrou há 5 anos quando tomou posse pela primeira vez, foram substituídas com o aproximar das eleições de
Outubro, por decisões avulsas destinadas a efeitos eleitorais.
Pior do que isso foi a manutenção, após eleições, do afastamento do percurso de futuro iniciado em 2005.
As reformas fundamentais do Estado foram abandonadas passando-se para uma sobrevivência diária.
Não se vê o mais pequeno sinal de aproximação a qualquer coisa a que possamos chamar justiça social neste momento em que, mais do que nunca, seria indispensável dar exemplos.
As desigualdades obscenas no tratamento entre ricos e pobres continuam e aprofundam-se.
A cupidez mórbida de políticos gananciosos cega-os, auto-considerando-se, auto-promovendo-se, auto-premiando-se, auto-absolvendo-se…
E referimo-nos a políticos apenas porque são políticos que estão envolvidos em todos os “casos” que chocam a sensibilidade da população portuguesa.
São políticos que estão nos bancos, são políticos que estão nas empresas públicas, são políticos que estão nas empresas privadas, e nas fundações, e nos sindicatos, e em organismos reguladores…
E a Justiça acaba sendo uma mistura entre juízes (sindicalizados) e políticos que fazem leis por um lado e as interpretam por outro com as vírgulas a mudarem de sítio a belo prazer das conveniências individuais.
No meio de toda esta imensa confusão entre direitos e deveres aparecem os economistas e financeiros a explicarem as soluções para os erros que eles próprios cometeram, não foram capazes de evitar e agora, como professores, apresentam avisos e soluções.
Através destas suas soluções as economias europeias completamente falidas, incapazes de pagarem as suas dívidas, emprestam milhões de euros a outras economias europeias igualmente falidas e igualmente sem quaisquer possibilidades de pagarem as suas dívidas.
É o ridículo elevado a uma enorme potência.
E é incompetência, e é ignorância e é falta de vergonha.
Conto uma pequena história:
No meu tempo de liceu tive, a dada altura, um professor de física que apresentava problemas e os resolvia no quadro de forma mais ou menos aleatória e com resultado naturalmente também aleatório.
No final anunciava com pompa que o resultado finalmente encontrado foi 4,5.
Nessa altura um dos alunos mais atento, mais estudioso ou mais malandro pedia a intervenção e
contrapunha com um outro resultado, dizendo então que o valor correto seria 2,5.
A questão resolvia-se no imediato com o anúncio solene e definitivo do professor:
- Queiram subtrair 2 unidades ao resultado final !
É assim que os economistas e financeiros deste país (e dos outros) andam a resolver os problemas da economia nacional (e europeia).
Só uma nota adicional.
O meu professor foi afastado ao fim de 2 meses.
Hoje só não estaria presente em todos os telejornais porque a sua posição no Estado lhe aconselharia algum recato.
Estamos tristes.
NO MUNDO
Na economia mundial, sem novidade e em continuidade do que escrevemos atrás, a China comanda o mundo apropriando-se do dolar.
Todos perceberam em tempo oportuno que iria ser assim, e continuará até a “CIA” americana, ou outra (inglesa, alemã, judaica…?), dar cabo da estrutura interna daquela nação se forem capazes disso.
Até lá vamos ter que os aturar a escolher os parceiros e a dar as cartas.
É assim que vai o “poker” mundial.
Uma desgraça nunca vem só… já se sabia.
A juntar ao caos da organização temos os estúpidos desafios do homem à Natureza.
No Golfo do México a maior tragédia ecológica de sempre provocada pela ação do homem.
Na Islândia é a Natureza a dar outro alerta.
Mas o “Homo Sapiens Sapiens” é “burro”, com as minhas desculpas aos burros, incomensuravelmente vaidoso, e não tem espelhos.
Estamos tristes.
Odivelas, Maio/2010
(Odivelas.com)







