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A verdade e a mentira na Comunicação Social regional

Junho 9th, 2010 | by J Paiva Setubal

Há períodos nas vidas das sociedades em que a confusão atrai confusão.

O momento que estamos a viver define-se numa dessas épocas.

A internet e as ferramentas que permitem a sua utilização tem tornado a passagem da informação entre pessoas e povos não só muito rápida como, tão rápida, que de facto acabou caótica, sem que regulamentos, regras e entidades reguladoras tenham tempo para acudir a todos os casos merecedores de apreciação.

Atente-se que se chegou ao ponto de podermos ter notícias completas sobre acontecimentos que ainda não “aconteceram”…

Que tal se estivermos a ver, nas nossas casas, às 12 horas de um dia, o filme de um jogo de futebol que se disputou às 14 horas desses mesmo dia ?

Em meridiano muito mais a oeste, pois claro, mas na hora local é esse o aspecto.

Na confusão gerada por notícias atrás de notícias, multiplicadas milhões de vezes por sítios, blogs, redes sociais, reais, virtuais, “confusionais” e tudo o que é mais… temos a bagunça instalada entre coisas sérias, brincadeiras e inexistências.

Como sempre, quando a confusão fica instalada, aparecem os “espertalhuços”, para quem o vale tudo é domínio onde se sentem em casa.

Na comunicação social do concelho estamos nesta.

Lembro-me muito das antigas sociedades de aldeia onde, no meio da assembleia, se levantava uma mão:

– Óh presidente, olhe c’á sócios que são sócios que estão em pé e há sócios que não são sócios e estão sentados…!

Passa-se isso por cá, sendo enganado quem faz luxo em se deixar enganar.

É só uma questão de responsabilização por afirmações, notícias e truques.

A comunicação social, a que é, tem obrigações e não as respeitando paga por isso.

As outras coisas que por aí andam são irresponsabilizaveis, digam ou façam o que quiserem.

É que há, na comunicação social do Concelho de Odivelas, sócios que não são sócios e estão sentados !

E a esses ninguém lhes cobra as quotas !

Um conselho, que tal uma voltinha pela ERC e pela Comissão da Carteira Profissional do Jornalista ?

Só para saber quem são os sócios que pagam quotas.

 José Paiva Setúbal

One Comment

  1. Luis Filipe Silva says:

    Meu caro amigo e companheiro de projecto.
    Tem toda a razão, com a razão que tem, quem está nas coisas por acreditar nelas. Há por aí muita gente a arvorar-se, mas nós sabemos que os “rabos de palha” são mais que muitos. Nesta vida é frequente arranjarmos inimigos e amigos e só estes e a consciência tranquila é que importam. O que mais lamento, nesta selva que é a Comunicação Social em Odivelas, é aqueles que vincam com frequência a sua condição de justiceiros de classe, sejam os primeiros a considerar irrelevantes, os atropelos à decência, quando estes vêm dos “amigos” ou do “clã” a que pertencem e pelo qual lutam, a rogo da condição de jornalista.
    Eu também não sou perfeito. Não sou imparcial. Gosto de ver a Académica ganhar sempre, tenho as minhas próprias convicções politicas e considero os Açores o paraíso. Mas tenho a obrigação de não transportar essas paixões para o meu trabalho. Ou seja, tento ser isento,porque tenho mesmo de o ser, mas também não confio na isenção da Comissão de Carteira Profissional. É um assunto que, todos nós temos de resolver com urgência.
    Fique ainda a saber que, ontem cometi a inconfidência de dizer numa conversa de roda, que em mais de 30 anos de trabalho só passei por dois orgãos, onde nunca ninguém me pediu “frete” algum:
    a Rádio Horizonte Tejo e a Odivelas TV.
    Por isso, estamos conversados e receba um grande abraço que sirva de incentivo.

    Luis Filipe Silva