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MOMENTOS… – Julho/2010

Julho 9th, 2010 | by Odv

NA CASA

Tudo bem cá pelo burgo interno. A crise é grande e temos que aguentar e andar para a frente.

É a obrigação que assumimos, voluntariamente, com os odivelenses.

E são muitos (de facto começam mesmo a ser muitos) os que diariamente esperam pelo que pomos no ar (ou na net) confiando-nos a sua atenção.

É um trabalho imenso mas compensador pelo carinho com que vamos sendo tratados por todos.

Como sempre estamos em movimento na integração de melhorias técnicas e de organização.

Áh, e vamos ter novidades em programação, mas agora só para o mês de Setembro.

 

NO CONCELHO.

Este período foi bem “sumarento” a partir da Assembleia Municipal.

A classificação com que o Presidente respetivo mimoseou aquele órgão no final de uma das suas sessões mais desastradas fica para a história (não repetiremos porque “para mal já basta assim…”) política do Concelho e esperamos que fique para a história política e social de todos os componentes da Assembleia.

Numa das últimas sessões o deputado municipal Luis Salmonete resolveu insurgir-se contra o atraso no recebimento de alguns valores a que se considera com direito e cujos processamentos supostamente estão atrasados.

Tudo bem até aí, mas tudo mal quando se auto-considera com mais direitos do que as empresas que fornecem serviços à Câmara Municipal.

Estará convencido que é a sua presença nas assembleias que melhora o PIB do Concelho ?

É que se está, está enganado.

São as empresas que o fazem, tal como são as empresas que produzem emprego, tal como são as empresas que pagam a derrama que alimenta o município.

Relativamente aos organismos oficiais os credores prioritários têm que ser as empresas, pensem os deputados o que pensarem.

Já agora e ao correr do teclado, achamos estranho que nenhum deputado, nenhum deputado de partido nenhum, tenha dito uma palavra contrariando aquele desvario.

Todos concordam ?

NO PAÍS

Entretanto em Portugal desapareceram da nossa companhia física dois nomes importantes da escrita lusófona.

Certamente um desses nomes bem mais relevante do que o outro, mas mesmo assim ambos com importância no meio literário nacional.

Perdemos José Saramago o que quer dizer que o mundo perdeu José Saramago.

Perdemos Couto Viana o que quer dizer que Portugal perdeu Couto Viana.

E aí está a diferença entre ambos.

Quanto ao primeiro é preciso dizer-se que a literatura mundial perdeu um dos seus maiores.

Polémico sempre, José Saramago, acabou tendo uma despedida razoavelmente consensual nas homenagens que lhe foram prestadas.

Excetuam-se aqui alguns brilhantes crâneos da política, superiormente chefiados pelo tal de Sousa Lara, sujeito que deve a sua triste relevância à existência de Saramago.

Não tivesse existido Saramago e quem saberia da existência deste sujeito ?

Mas outros há que surpreendentemente aproveitaram a oportunidade para dar mais um triste espetáculo de menoridade como foi o caso de Cavaco Silva.

E não nos referimos aquilo que as bandeiras do esquerdismo radicalista português sublinhou.

Referimo-nos às tristíssimas explicações que sua excelência entendeu que devia dar para o facto de não estar presente no funeral.

Que explicações tem um Presidente da República a dar sobre se assinou ou não assinou, se mandou de avião ou não mandou de avião, explicar que fez os exercícios todos que a “setôra” mandou para casa…

Quanto ao estar ou não no funeral pensamos que decidiu bem e se alguém se irritou com isso foi porque sentiu que lhe tiravam um momento tão apropriado para armar mais uma “peixarada”.

Além de que Saramago não ficaria feliz com a sua presença.

O segundo desaparecimento a que fazemos referência é a de Couto Viana.

Homem ligado ao antigo regime ?

Pois parece que sim, e então ? Só os opositores ao antigo regime fazem falta ? ou só esses merecem ser lembrados ? Quantos opositores ao antigo regime são muito piores humanamente, socialmente, eticamente dos que muitos dos aderentes a esse mesmo regime ?  É a hipocrisia nacional no seu melhor.

Relativamente a António Manuel Couto Viana tínhamos em carteira uma entrevista com ele no âmbito de um trabalho mais vasto que temos em preparação.

Contávamos visitá-lo na Casa do Artista onde vivia com muitas limitações físicas.

Já não vamos a tempo, infelizmente é mais uma oportunidade perdida e pela mesma razão da anterior.

Que mais coisas aconteceram importantes em Portugal neste intervalo de escrita ?

Áh, pois claro, há o futebol… E nisso “nós” somos “bué”… Tão “bués” que as estúpidas “vuvuzelas” andam aí na rua !

E temos também a crise, evidente, óbvia, toda a gente dá por ela.

A Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, decidiu transformar por completo as suas agências, “certamente com materiais reciclados e aproveitando as sobras de outras obras”…

Vão lá e vejam como toda a decoração é de 2ª (ou mesmo 3ª) qualidade.

Esta era a grande transformação que os clientes do Banco do Estado ansiavam e precisavam !

Assim, sempre a poupar e a pensar nos clientes… cuja maioria nem dinheiro tem para substituir o tapete da escada (mas isto é demagogia !).

A Enciclopédia do Roubo Lusitano toma mais um capítulo exemplar.

Vara sai do banco onde nunca deveria ter entrado, vai para casa mas recebe o ordenado todo, tal como se estivesse a trabalhar, até ao fim do contrato.

Como é possível algum dirigente político, financeiro, empresarial, seja lá o que for, considerar isto normal ?

Este grupo Vara, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Jardim Gonçalves, Rendeiro, … não têm cura, tal como os “anjinhos” que os alimentam, encobrem, negoceiam comissões para si próprios e passam impunes.

 

 

 

 

NO MUNDO

Que dizer do mundo no meio da confusão geral em que estamos (todos) envolvidos ?

A Europa falida e sem “rei nem rock” segue em rota de colisão com a América (talvez se consiga desviar) e com a China (inevitável o choque).

No Golfo do México é o desastre que se sabe e que pode, pura e simplesmente, banir de vez a vida marítima num oceano completo.

Há por aí quem relacione a história do Lehman Brothers com este “acidente”…

Por qualquer razão já não conseguimos duvidar de nada do que se diga e se relacione com a imensa vigarice em que o mundo dos negócios se transformou.

Odivelas, Julho/2010

(Odivelas.com)

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