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Mitos Urbanos Em Odivelas

Agosto 9th, 2010 | by Antonio Tavares

Entre o mundo real e o virtual estendem-se por vezes várias pontes que tendem a assumir como factual algo que nunca passou do sonho e, cuja imaginação prodigiosa de alguns e a conivência de outros, transportam para plataformas que não existem.
A impunidade e a pouca ou nenhuma formalidade, são exploradas por alguns para assumirem falsos papeis e criar a confusão, certos que permanecerão intocáveis.
Tive oportunidade de alguns dias atrás verificar que o sistema judicial até que funciona muito bem. O problema está nos cidadãos e nos seus esquemas, na sua inabilidade e na sua forma de estar.
Sem entrar na grande questão da moral e da lei, sempre direi que não é possível termos justiça social se a dita sociedade civil, no seu seio, continuar a conviver fraternalmente com aqueles que, de uma forma deliberada, promovem a confusão adoptando o modus operandi do camaleão e não respeitam os direitos individuais dos outros cidadãos no seu dia-a-dia.
O grande método educacional e fundamental na passagem de valores sempre foi a educação pelo exemplo. Em sociedade todos nós temos a nossa quota-parte na influência que, no nosso círculo, podemos exercer através do exemplo que transmitimos nas nossas práticas. 
Em Odivelas e na Comunicação Social, existem vários Mitos que, destemperados de valores, insistem em vender gato por lebre. Numa dimensão, quiçá por mimetismo, assumem-se como Órgãos de Comunicação Social que não são e, noutra dimensão, não cumprindo as regras elementares de respeito pelo trabalho alheio, dão-se ao luxo de entrar na brejeirice e no comentário machista e pornográfico, ameaçando e usando da chantagem e sendo tolerados e muitas vezes privilegiados pelos que outrora foram por eles achincalhados na praça pública.
Estes camaleões da comunicação, verdadeiro Mito Urbano suportado por todos aqueles que pretendem cavalgar com os seus projectos políticos em tudo o que seja veículo de comunicação, chegam ao cúmulo de anunciar o que não têm, vendendo o que sabem previamente não ter capacidade para produzir.
O ridículo também assume proporções dantescas quando na tentativa de dar força ao Mito os camaleões fazem passar, alto e bom som, números de leitores/visitantes espectaculares… como se isso não fosse possível de confirmar… Ridículo mas com certeza inspirado nas tiragens dos jornais locais, outro Mito Urbano de Odivelas. 
O anonimato e as personagens femininas que insistem em não sair do armário, são a cereja em cima do bolo putrefacto que os camaleões insistem em impingir aos cidadãos incautos, quais toxinas recheadas que, mesmo grátis, não têm como destino a leitura.
O rei vai nu e, vão nus, todos os que, de uma forma ou de outra, persistem em alimentar estes Mitos Urbanos, incluindo os analfabetos voluntários…

António Tavares

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