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Manuel Varges, 1º Presidente da Câmara de Odivelas, Homenageado dia 11 de Dezembro – Discurso Integral [vídeo]

Dezembro 19th, 2010 | by Antonio Tavares

A homenagem aconteceu no dia 11 de Dezembro, estando bem presente o facto da Assembleia Municipal de Odivelas ter chumbado a atribuição da Medalha do Município Grau Ouro ao Presidente da Comissão instaladora e primeiro Presidente da Câmara de Odivelas.

Ao longo do seu discurso, Manuel Varges, citou por diversas vezes o caso da Medalha recusada pelos Deputados Municipais.

Algumas frases do discurso de Manuel Varges:

A palavra mais linda do mundo – Amigos.

No meu tempo não era fácil chegar à Faculdade e ter uma janela de oportunidade.

Eu parei aos 16 anos. A palavra certa que me vai no coração é “valeu a pena, tudo valeu a pena”.

Se voltasse a ter 16 anos nas circunstâncias actuais talvez não conseguisse atingir aquilo que consegui.

Muitas vezes dividi uma sandes a meio com o meu irmão e bebíamos uma imperial a meio à noite – a vida era muito difícil.

 Ao fim de 5 anos de estar afastado da politica nunca ninguém na via pública me tratou mal ou de forma indigna. Pelo contrário fui sempre tratado com respeito, com carinho, talvez mais do que aquilo que mereço.

Eu já pedi à Susana e volto a repetir, “Não proponha medalhas para o Manuel Varges, dê-me a sua amizade”. As medalhas não me dão conforto.

O que mais me comove são as crianças.

Encontrei um Concelho de 7 Freguesias que contribuíam com 42% para os cofres do Concelho de Loures e recebiam anualmente de investimento 400.000 contos.

O meu primeiro compromisso foi a legalização das AUGIS.

Eu trabalhei acima de tudo muito com a cabeça mas muito com o coração.

Não há homens nem mulheres com super poderes. Nem eu nem a Susana temos super poderes. A nossa maior inteligência é saber arranjar equipas competentes e depois dirigi-las de forma inteligente.

Eu não escolhia as pessoas pela cor do cartão. Escolhias pela sua competência – tive que pagar caro.

Não ostento bens que não tivesse quando cheguei à Câmara.

Saí com o espírito de missão cumprida. Na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro de 2005 dormi que nem um anjo.

Ilegalidades comigo não. Irregularidades sim. Toda a gente comete irregularidades e quando tinha de pagar por elas pagava – é da vida. Ilegalidades, de forma consciente, podem acreditar era ponto de honra para mim e todas as pessoas que me rodeavam sabiam disso.

Salvo raras excepções e algumas a quem ajudei a matar a fome, hoje orgulho-me de em cada trabalhador ter um amigo.

Relevo mais este momento que qualquer medalha que me tivesse dado – ainda bem que não ma deu.

António Tavares

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