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Malangatana, resta-nos guardar a sua a memória [Video]

Janeiro 12th, 2011 | by J Paiva Setubal

É a nossa memória que define os homens inesquecíveis.

Malangatana é apenas, mais um caso de génio, descoberto tardiamente e apenas porque era um génio.

É assim a Humanidade, não é fácil ter êxito, não é fácil ser considerado bom seja no que for, não é fácil ver um trabalho de valor reconhecido. Na maior parte dos casos só a genialidade natural acaba por fazer transparecer a qualidade face à distração geral. É conhecido o exemplo de um grande violinista, primeira figura nas principais orquestras mundiais, que passou um dia a tocar à porta do metropolitano sem que alguém parasse e lhe reconhecesse o talento.

São assim os homens. Distraídos, cruéis, invejosos, vaidosos, mais interessados na encadernação do que no conteúdo do texto…

Fomos ter com Rui Paim das Neves, amigo e companheiro de arte de Malangatana, que com ele conviveu, ainda que por pouco tempo, e conversou em tertúlias de amigos, onde tudo é dito e onde os tabus não têm entrada. São esses os grandes momentos do conhecimento. E Rui Paim falou-nos do Amigo desaparecido. Aqui fica o testemunho.

J Paiva Setúbal

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