breaking news

O E-gi-p-to, o E-gi-to ou outra vuvuzela

Fevereiro 1st, 2011 | by J Paiva Setubal

Ora aí temos nós um problema complicado para resolver com os acordos ortográficos em vigor.

Logo por azar “Egipto” ou “Egito” está na ordem do… minuto !

Esta tarde ouvi um “linguista” (“pessoa versada em línguas” ou “pessoa que se dedica ao estudo da linguística” e “linguística” é o estudo científico da linguagem, segundo consta em dicionários e enciclopédias) dissertar, esclarecendo a locutora/apresentadora de serviço ao noticiário de uma das grandes televisões generalistas nacionais, sobre o nome do país Egipto.

De acordo com o técnico especialista em línguas, passaremos a ter um país Egipto (E-gi-p-to) que passa a ser Egito (E-gi-to).

E porquê ? A única explicação com alguma lógica é uma embirração qualquer com os “p’s”.

Que autorização tem um qualquer linguista português para determinar a alteração do nome de uma Nação soberana que nem sequer é a sua ?

E mais explicou aquele especialista.

Que o nome do país passou a ser “Egito”, mas os naturais do Egito continuam a ser “egípcios” (e-gi-p-cios).

Aqui para nós que ninguém nos ouve, temos aqui um disparate de todo o tamanho.

Porque ou o país é “Egipto” e os seus naturais são os “egípcios”, ou o país passa a “Egito” e os seus naturais terão de passar a ser os “egícios”.

É bom que se perceba que a linguagem dos povos, e a sua expressão gráfica, têm uma lógica a que obedecem e que não pode ser adulterada a belo prazer de um qualquer linguista mais papista que o Papa.

Em Egipto não há qualquer consoante muda.

Sempre se pronunciou E-gi-p-to, nunca ouvi alguém referir-se ao Egito, nem vi escrito tal nome (e já lá vão umas largas dezenas de anos !).

É claro que este texto nasce de um incómodo resultante de uma opinião que, posta publicamente numa grande audiência, vai fazer com que muita gente tão inocente como incapaz de pensar, passe a escrever e a defender um tal disparate.

A todos os leitores que eventualmente tenham ouvido/visto a explicação dada quero deixar um alerta.

Cuidado com estes especialistas.

Foi a partir das sugestões de “linguistas” (“pessoas versadas em línguas” ou “pessoas que se dedicam ao estudo da linguística” e “linguística” é o estudo científico da linguagem, segundo consta em dicionários e enciclopédias) que “VUVUZELA” foi eleita Palavra do Ano de 2010.

Depois da “vuvuzela” tudo é de esperar das opiniões dos linguistas.

Tomem cuidado.

JPSetúbal

Odivelas, 31/Jan/2011

Comments are closed.