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OdivelasTV – Susana Amador, surpreende. A Regionalização, o Desperdício, a Crise, os Acordos, as Cedências e uma Assembleia Municipal Mais Forte. 26MAR2011 [vídeo]

Março 31st, 2011 | by Antonio Tavares

A OdivelasTV, único órgão de comunicação social presente no evento organizado pela JS no passado sábado, dia 26 de Março, no Centro de Exposições, teve oportunidade de recolher duas intervenções de Susana Amador, que consideramos relevantes e daí as destacarmos.

Do filme em anexo destacamos entre outras as seguintes afirmações da Presidente Susana Amador:

“… há em Portugal alguma cultura do desperdício e alguma deficiência evidente de planeamento e ao nível dos Municípios isso é visível.”

“… Cada um quer ter o seu hospital, o seu pavilhão desportivo… Nós chegámos a uma cultura de desperdício…”

“… Esta crise pode ser a oportunidade para olharmos para tudo de maneira diferente; para o País, para aquilo que gastamos e que gastamos mal, para a nossa produtividade…”

“… Acordos de coligação não é um exercício fácil, é até às vezes um exercício um bocadinho esquizofrénico de quem não ganhou querer também impor no executivo a sua visão…”

“… Algumas cedências podem criar fragilidades até na força que ganhou…”

“… Eu sou favorável a uma Assembleia Municipal mais forte, com mais poderes. A Assembleia Municipal não tem grandes poderes fiscalizadores, não tem apoio muito eficiente, não tem mecanismo mais eficaz…”

“… Virar a página do processo eleitoral e sermos todos eleitos pela Assembleia Municipal…”

 

António Tavares

One Comment

  1. Paulo Bernardo e Sousa says:

    Pena o som não ter sido o melhor. Ainda assim, sobre este tema, não olvidando as questões funcionais invocadas pela Srª. Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Drª. Susana Amador, o facto é que sempre que o poder é exercido de forma concentrada há natural tendência para a tirania. Senão veja-se a impossibilidade de aceitação de outras visões para a solução dos problemas que os governos monocromáticos (seja ao nível nacional, seja ao nível regional, seja ao nível local) potenciam. A verdade é que a solução preconizada, i.e., a de eleger os membros da Câmara a partir da Assembleia Municipal, por automatismo forçado em que a força vencedora se faria representar sozinha no órgão executivo, tendo por contraponto o reforço dos poderes fiscalizadores da Assembleia Municipal é uma falácia, pois este órgão além de não deter meios, ou seria dominado pela mesma força política que iria governar a Câmara, logo a fiscalização teria a eficácia que as oposições conseguissem, ou as oposições congregadas na Assembleia Municipal poderão encontrar-se em maioria absoluta, o que potenciaria uma acção executiva impossível. A verdade é que o modelo actual permite, caso haja cultura democrática desenvolta, a governação e o envolvimento de todos. Esta ideia de que a democracia se reduz à ditadura da maioria revela ausência de amadurecido sentido democrático. Por natureza a democracia é o governo do povo, logo de todas as visões políticas possíveis, pelo que ao invés desta solução advogo pela aplicação do método de Hondt aos resultados, permitindo-se assim que todos os votos e todos os eleitos fizessem parte do sistema de governação representativa: isto sim, obrigaria a constantes compromissos e mostraria as capacidades de todos e cada um em governar. Claro está que isto teria de ser ponderado, mas tudo o que se faz à pressa e sem racional ponderação acaba da maneira que sabemos: em bagunça.