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Direito de Resposta – “Do que tem medo o PSD”

Maio 13th, 2011 | by Odv

Venho ao abrigo da legislação em vigor e invocando o direito de resposta tecer algumas considerações relativamente ao artigo “Odivelas- Do que tem medo o PSD”, da responsabilidade do jornalista António Tavares, publicado no site da OdivelasTV em 9 de Maio de 2011.

A vídeo-gravação e transmissão online das Sessões da Câmara e Assembleia Municipais são uma realidade relativamente recente, não estando, naturalmente, as instalações  municipais da maioria dos municípios portugueses adaptadas a essa nova realidade. Tal acontece também em Odivelas.

A Assembleia Municipal de Odivelas sempre reservou uma zona específica na sala de sessões para, dentro das condições possíveis, acolher da melhor forma a comunicação social. No inicio do presente mandato, em articulação com os diversos órgãos de comunicação social que procedem à vídeo-gravação das sessões,  entendi permitir que os jornalistas e respectivos equipamentos fossem deslocados para a zona reservada aos Srs. Deputados Municipais de modo a melhorar a qualidade da recolha das imagens.

É de longa data conhecida a ambição da Assembleia Municipal de Odivelas de vir a funcionar em instalações próprias dotadas das melhores condições para acolher todos aqueles (munícipes, funcionários, jornalistas e autarcas) que nela participam. É, apesar disso, por todos assumido não ser essa uma prioridade num município que acima de tudo privilegia o investimento a bem do interesse público. Reconhecendo isso, faz sentido que cada um dos diversos intervenientes nos trabalhos da Assembleia possa colaborar no sentido de minimizar as dificuldades de funcionamento e maximizar a produtividade da mesma.

 

No passado dia 9 de Maio de 2011 fui abordado pelo Líder da Bancada do PSD relativamente à dificuldade de manter a confidencialidade nas conversas havidas entre elementos da bancada em razão da proximidade da comunicação social que, fruto do rearranjo anteriormente referido, se encontrava a curta distância de diversos elementos da bancada.

Tratando-se de uma preocupação legitima, entendi abordar, em privado, os dois elementos dos órgãos de comunicação social que, presentes na Assembleia, se dispunham a proceder à recolha de imagens da reunião, solicitando-lhes que, mantendo a ocupação da zona reservada aos deputados, se deslocassem dois metros para a sua direita de modo a  garantir essa confidencialidade sem com isso perderem qualidade na recolha de imagem.

O jornalista Henrique Ribeiro do NovaOdivelasTV  acedeu de imediato ao solicitado.

O jornalista António Tavares abandonou a reunião preferindo escrever o artigo em questão onde, após alguns considerandos, entende concluir que: “Quanto a Sérgio Paiva, Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas, decididamente não ficou bem na fotografia.”

Penso ser-me reconhecido o profundo respeito que, ao longo dos anos que já levo de actividade pública, sempre demonstrei pelos órgãos de comunicação social, pela sua independência e pelo papel fundamental que desempenham na democracia nacional e local.

Entendo que o mesmo respeito pela democracia e pelos seus diversos actores se deve exigir a todos que, de uma ou de outra forma, para ela contribuem activamente.

O jornalista António Tavares não só pelo que escreveu mas, essencialmente, pela forma como abandonou a Assembleia deu prova de uma incontida arrogância jornalística que não serviu os Odivelenses que acompanham o OdivelasTV, não serviu o órgão de comunicação social que representa e, acima de tudo, não serviu a democracia.

O jornalista António Tavares não fica bem nesta fotografia.

Com elevada estima e consideração lhe endereço os meus melhores cumprimentos.

 

Sérgio Paiva

Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas

One Comment

  1. danielp110 says:

    O inconformismo é uma forma de expressar a nossa revolta…

    O problema das democracias não passa por enquadramentos fotográficos, passem no IPO na zona das crianças … ai vão ver o que é … não ter medo.

    Ambos o intervenientes (3) têm razão, uns por não querem ser ouvidos a falar de “pentenhos” outros por andarem preocupados com os “pentenhos” dos outros.

    Saudações a todos e boa continuação de … trabalho

    Daniel Pereira