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OBVIAMENTE CANDIDATO-ME

Maio 24th, 2011 | by Oliveira Dias

Após demorada reflexão e ponderados diversos pressupostos, e factores decisivos a  única saída que me resta é aquela que titula o presente tetxo. Vou fundamentar.

O momento oportuno é este, é já. A situação requer uma atitude.

Mas para apresentar uma candidatura é necessário, no minimo, apresentar alguns pergaminhos, sejam eles de experiência, ou de competências adquiridas e certificadas.

Fosse eu um Jacques Dellors, e a formação académica seria completamente dispicienda, pois aquele que ainda hoje é conhecido como o sr. Europa não possui nenhuma licenciatura, pos-graduação ou Mestrado, concedo apenas que tenho algumas dúvidas se não será titular de algum Honoris causa, como não tenho a certeza fico por aqui.

Mas como me assumo como candidato fica sempre bem apresentar um resumido curriculum académico, e politico-partidário.

Cheguei a cursar Direito, mas não cheguei ao fim. Sendo licenciado em administração regional e autárquica, pós-graduado em comunicação e marketing politico, pós graduado em Gestão de Recursos Humanos, tenho ainda o mestrado em Politicas Regionais da União Europeia. Formador certificado, diplomado pelo INA para o exercicio de funções Directivas, a isto some-se várias dezenas de participações em eventos de toda a espécie (seminários, colóquios, congressos, etc) tendo sido ainda em alguns deles autor de dezenas de comunicações e trabalhos de investigação. Também tenho obras publicadas.

Entrei na politica partidária, concretamente no PS, em 1988, na secção dos portuários, cuja sede era na própria FAUL, no último andar. Passei depois para a secção de Odivelas a pedido do seu coordenador de então, o Victor Peixoto.

Defendi entusiásticamente na Concelhia de Odivelas a criação da secção da Ramada, com sucesso, já igual sorte não teve a pretensão de Famões bloqueada pelo coordenador da FAUL de então o camarada João Soares.

Desempenhei várias funções na freguesia de Famões, que ajudei a instalar á época da comissão instaladora da Freguesia (1989), e posteriormente fiz parte dos primeiros eleitos da freguesia; também no municipio de Odivelas, que ajudei a criar, tendo tido acento no primeiro órgão deliberativo do municipio, ao tempo da sua instalação; e ainda em Santarém, como deputado municipal.

Fiz parte, ainda dos corpos sociais da Associação Nacional de Freguesias, como vice-presidente da mesa do congresso e do conselho geral. Isto como eleito.

Como profissional desempenhei várias funções, desde logo as de assessoria da comissão instaladora do Município de Odivelas, e mais tarde no municipio de Odivelas, na Junta de Freguesia de Odivelas, como coordenador de um projecto de inovação administrativa de sucesso, a que se junta ainda a chefia de gabinete da Presidência da Câmara e da Assembleia  Municipal de S. Vicente, na Madeira, para além de Oficial Público do município e ainda Director Geral executivo de uma empresa municipal.

Internamente, no PS, defendi entusiásticamente na Concelhia de Odivelas a criação da secção da Ramada, com sucesso, já igual sorte não teve a minha pretensão para Famões bloqueada pelo coordenador da FAUL de então o camarada João Soares.

Fui cabeça de lista á concelhia de Loures em 1992, tendo eleito 3 camaradas, (um deles é hoje o Presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira), cabeça de lista ao secretariado da secção de Odivelas no mesmo ano. Mais tarde na primeira Concelhia de Odivelas (após a criação do Município) fui cabeça de Lista elejendo 9 camaradas. Aqui fui ainda a votos com a Susana Amador para a candidatura á primeira Presidência da Assembleia Municipal de Odivelas, tendo obtido 16 votos, insuficientes no entanto para ultrapassar a Susana que ganhou.

O que importa mesmo não são os resultados, porque dependentes de variáveis que não interessam para o caso, mas sim a experiência obtida nesses processos.

Cheguei ainda a fazer parte de um dos Secretariados coordenados pelo camarada Victor Peixoto.

Por tudo considero-me á altura de me candidatar ao lugar de Director Geral do Fundo Monetário Internacional, visto ter vagado nos molde conhecidos. E Hoje dia 23 de Maio de 2011 abriu o processo de candidatura.

Tal como Dominique Strauss Kanh, sou militante socialista, com variada experiência da coisa pública, as diferenças são que nunca fui governante, como ele foi (ministro das finanças em França), mas também, ao contrário dele, tenho em meu abono a apologia das relações monogâmicas, o que no minimo faz de mim melhor cristão que o meu camarada francês.

Outro denominador comum entre nós é que a direita não morre de amores por Strauss, tenho a meu crédito a perseguição que o regime de direita madeirense me moveu de forma impiedosa, com base em critérios como a minha apologia de esquerda, PS. Quites portanto. Ou talvêz não, pois ainda me recordo de como o PCP me apelidava de anti-comunista primário nos idos de 1992, devido a discordâncias profundas com os seus apaniguados de Famões. O Strauss não teve esse tipo de problema, com os comunas.

Outra vantagem que tenho sobre aquele meu camarada francês, é que ele não fala a minha lingua, ao passo que eu falo a dele.

Certezas mesmo só há uma, o próximo mandante do FMI será um europeu, pois a circunstância de serem os europeus os maiores contribuintes do fundo (falta explicar então a subserviência do FMI ás agências de rating) fáz com que não haja margem de manobra para outros apetites.

Os americanos também fazem parte do clube dos maiores contribuintes do FMI, de entre as 44 iniciais fundadores do FMI (hoje são 187 os Estados que o compoêm, incluindo Portugal desde 1960). Dez países são responsáveis por cerca de 53% dos seus recursos (EUA, Canadá, Japão, Suécia, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Holanda, e Bélgica).

Compreende-se como se chegou a isto, no passado, a seguir ás grandes guerras os grandes fluxos monetários operavam-se entre a Europa e os Estados Unidos, e a criação do FMI, em 1947, para servir de almofada aos desiquilibrios económicos entre Estados foi vista como necessária, e foram os Europeus quem mais se interessaram pelo assunto, assumindo a maior cota parte das contribuições. Os Países de economias emergentes entretanto despontaram (Brasil, Tailandia, China, etc) e querendo não perder o comboio lá o apanharam mas sujeitos a segunda classe.

Assim só me preocupa os candidatos europeus, e parece que a actual Ministra das Finanças Francesa leva vantagem, pois conta com o apoio da Alemanha.

Mas a França e a Alemanha, são os tais que impuseram aos países periféricos, como Portugal, taxas de juro obscenas, bem mais altas que as do FMI.

Aliás hoje vai fazendo escola, internacionalmente, que para subjugar um País basta endividá-lo, com empréstimos, e depois empréstimos para pagar empréstimos, a um nível tal que não lhes permita cortar as amarras da escravidão financeira. Tudo quanto seja acima dos 5% cumpre esse desígnio. E foram os americanos que inventaram esse sistema.

A Inglaterra (veja-se a irlanda que pertence á Grã-Bretanha), e a Itália,  estarão na mira dos mercados especulativos internacionais, logo não quererão aplicar aos outros aquilo que mais tarde não desejam para si. Não sei mesmo se Dominique Strauss Kanh, bem mais soft que os demais perante as dificuldades dos países eufemisticamente chamados periféricos, não terá sido alvo de uma cilada para ser afastado. Lagard, a agora mediática ministra das Finanças de Sarkozy, é bem menos flexível, que Strauss.

Porém, algo pouco falado, é que não somos obrigados a utilizar a massa toda. Basta lançar a mão a três pilares: primeiro apostemos nós no mar e nas nas exportações como designio nacional, e o crescimento económico será uma realidade substantiva. Por outro lado, sendo a recuperação positiva estaremos em boas condições de exigir uma renegociação das taxas e períodos de pagamento, do dinheiro efectivamente utilizado. Por último não é de despresar negociar empréstimos com países como o Brasil ou a China, em condições mais vantajosas do que aquelas que a UE nos disponibiliza.

Na europa a França e a Alemanha não estão assim tão bem cotados, pois ficam a dever e muito á solidariedade que o projecto Europeu exige. Assim se os pequenos se unirem, será bem possivel ter mais um português na alta roda internacional.

E como se retira deste texto, estou disponivel logo OBVIAMENTE CANDIDATO-ME.

PS: já depois de escrever este texto soube pela TV que a Galp passou de 18 para 21 administradores, e que 20 deles acumulam, no total 100 cargos. Foram classificados de turbo-administradores. Ainda exitei. Mas sinceramente, para já, o FMI fala mais alto.

Oliveira Dias, Politólogo

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