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A Bienal das Culturas Lusófonas e o Clube do Movimento

Junho 24th, 2011 | by J Paiva Setubal

Realizou-se durante o mês de Maio p.p. o mais importante evento cultural do Concelho.

Aconteceu este ano e pela 3ª vez, o encontro das culturas dos países de expressão lusófona que trouxe a Odivelas gente importante da politica e da cultura dos territórios que alguma vez estiveram sob administração portuguesa.

Costuma ser (foram os 2 eventos anteriores) um acontecimento que movimenta muitos espectadores, enche as salas onde decorre (o espaço do Centro Cultural Malaposta costuma ser pequeno para todos os que querem assistir aos espectáculos, debates, encontros…).

Não foi o que aconteceu este ano !

Infelizmente, por qualquer razão que não conhecemos, chegaram a ser anulados espetáculos (pelo menos um) por falta de assistência.

Recordamos que o “Auto da Floripes”, representado há 2 anos por um grupo de S.Tomé sobrelotou o auditório da Malaposta e foi visto em simultâneo e posteriormente, por alguns milhares espectadores.

Este ano a representação no Jardim da Música, num excelente dia de Sol, teve algumas, poucas, dezenas de espectadores.

Há no entanto alguma coisa que não entendemos e que tem a ver com a informação oficial de que o evento teve “milhares” de espectadores !

Qual ? O deste ano ?

Na 3ªfeira passada realizou-se a festa final do Clube Movimento. Magnífica festa de alegria, música, ação. Houve muito riso, dança, festa verdadeira no meio de alegria genuína. Os participantes estiveram verdadeira e visivelmente felizes.

Só participantes foram mais de 600.

Contas feitas teve o Festival do Clube Movimento mais participantes e assistentes numa só manhã que toda a Bienal ao longo do mês de Maio.

Pensamos que faria sentido uma reflexão séria sobre o que correu mal na Bienal deste ano, e esperamos verdadeiramente que essa reflexão seja feita, internamente, definindo e corrigindo para próximos eventos aquilo que esteve mal.

É desolador um artista trabalhar para meia dúzia de espectadores numa plateia.

É uma felicidade ver gente feliz.

Paiva Setúbal

 

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