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Odivelas – Depois da Tempestade, os Comentários dos Vereadores ao Lamentável Incidente na Reunião Pública de Câmara [vídeo]

Junho 26th, 2011 | by Antonio Tavares

Os Incidentes na reunião pública de Câmara de Odivelas de que já publicámos os vídeos referentes às intervenções que o precederam, http://odivelas.com/2011/06/25/odivelas-paulo-aido-acusa-mario-maximo-de-ser-um-vereador-%E2%80%9Ccopypaste%E2%80%9D-video/ , e do próprio incidente, http://odivelas.com/2011/06/24/odivelas-%E2%80%93-reuniao-de-camara-um-lamentavel-incidente-entre-o-vereador-mario-maximo-e-os-vereadores-paulo-aido-e-hernani-carvalho-video/ , não ficariam convenientemente documentados sem a publicação das intervenções dos Vereadores comentando o acontecido, aliás tal como havíamos prometido no texto do primeiro vídeo que publicámos.

Ao longo dos 51 minutos de intervenções, com conteúdos indispensáveis à compreensão do acontecido e em que as afirmações vão muito para além da questão em análise penso ser importante deixar aqui algumas notas do que vai sendo dito pelos Vereadores:

15:18 A Presidente Susana Amador assume a direção dos trabalhos.

00’00’’ Ilídio Ferreira, apelo à compreensão e tolerância, fala do julgamento de quem está presente, do milhão que está depositado no BPI, das propostas da oposição e do seu valor.

05’30’’ Susana Amador, lamenta o abandono da sala dos Vereadores, fala do programa eleitoral do PS e das ideias nele contidas.

07’20’’ Mário Máximo, a marmelada branca e a linha estratégica [entram na sala os Vereadores Independentes]. O projeto “Odivelas às Compras” e alguém que reivindica os direitos de autor.

09’12’’ Paulo Aido, elogio à Presidente Susana Amador. Comenta o episódio lamentável. A prepotência de quem pensa que é dono do microfone. Dar o poder a quem não o merece. A legitimidade e a crítica. “A nós compete-nos ser oposição”. Ajudar Odivelas a ser uma terra melhor. Reafirma o pedido de demissão de Mário Máximo. Aponta razões para a sua saída não reconhecendo a competência de Mário Máximo. Cita o poeta António Aleixo – “Há tanto burro a mandar em homens de inteligência que às vezes chego a pensar que a burrice é uma ciência”

12’05’’ Hernâni Carvalho, homenagem pública a Susana Amador, direito de um eleito se expressar. “Temos de estar de acordo com a forma como dirige superiormente os trabalhos (referindo-se a Susana Amador).” “Por vezes é preciso que o medíocre apareça para se dar valor ao bom”. Figura da defesa da honra. Direito à indignação. O regulamento. “Na sua ausência nem beleza nem força e muito menos sabedoria esteve nesta sala a presidir aos trabalhos” (dirigindo-se a Susana Amador) .

14’58’’ Susana Amador, “Vim para a política também para ajudar a credibilizar a política e os órgãos municipais”. Há bons e maus em todo o lado. Estou aqui para defender todos os Vereadores. Cada pessoa tem o seu registo – não há ninguém igual, todos aqui fomos eleitos. O programa eleitoral do PS, a “Feira de Negócios e Emprego” e o “Odivelas vai às Compras”. Há coisas que não vamos conseguir cumprir. O metro ligeiro de superfície. “O Dolce Vita Tejo está numa situação económica gravíssima, à beira da falência.”

27’01’’ Mário Máximo, “E permita-me a ironia, mais que a ironia é um direito, senão, daqui a bocadinho, ainda parece que quem defende a Sra. Presidente são outros que não eu e de certeza que isso é uma ideia errónea”. “Fui eleito para ter a minha opinião”. Acusado de estalinista. “Aquilo que se passou hoje foi efetivamente muito grave”.

32’15’’ Paulo Aido, ofender de pé e ofender sentado. Comentando o programa do Partido Socialista. O comércio local e a marmelada de Odivelas. Não há votos bons nem votos maus. “Não tenho lepra”. O Metro Bus e a política de transportes.

36’32’’ Hernâni Carvalho, “Eu não fugi à frente do cabo Mendes e portanto não há cabos de esquadra que me metam medo e enfrento-os de frente”. A expressão marxista “De pé ó vitimas da fome”. “Nós estávamos com fome de democracia”.

38’22’’ Ilídio Ferreira, a questão do método e o acordo com o regulamento. A coordenação da reunião. O estilo cria problemas. [Susana Amador fala da pressão sobre os seus ombros – vir a correr de casa]. O que aconteceu hoje, peço que não se repita. Eu, de vez em quando, salta-me a tampa. Temos que nos entender. Foi a primeira vez na minha vida…  “Temos que ser simples e humanos.”

44’14’’ Paulo César, “Enchemos todos aqui a boca a falar da democracia”. “Há um momento em que isto já não está a dar nada.” A política é a arte de gerar consensos. “Nós estamos esgotados no PAOD não é a discutir problemas das pessoas, estamos a discutir os nossos problemas regimentais e os nossos problemas das reuniões.” “Há momentos que realmente cansa-me e estou um bocado cansado. “

49’06’’ Hernâni Carvalho, o que estava em causa era a defesa da honra. “Não se pode estar nestas reuniões com a mania da perseguição.” “O que estamos aqui a falar é do conteúdo não é do estilo.” O respeito pelo regulamento. “Não ouvir é um direito, querer ser cego é outro”. Com fome da democracia.

Estas notas são apenas uma recolha mínima do que está gravado no vídeo em anexo e para se entender no contexto algumas frases deverá ser ouvido o filme. À esquerda do nome dos intervenientes consta o seu posicionamento no filme (minutos,segundos).

 

Embora não consequentemente reconhecido, este é mais um serviço público da OdivelasTV|Odivelas.com

António Tavares

 

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