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Reflexões sobre os últimos acontecimentos locais.

Agosto 10th, 2011 | by Odv

Há pouco comemoramos o 4º aniversário da nossa primeira reportagem filmada.

Foi o “clic” para a aventura que tem sido a criação de uma televisão regional.

A partir do “nada” criamos a “OdivelasTV”.

Cá está, felizmente de boa saúde e recomendando-se.

Mantemos o “odivelas.com”, jornal com atualização em tempo permanente, e criamos a “webtv” para dar vida às notícias.

Vida e indiscutível verdade !

Com imagem ao vivo acabou a fuga das confusões de interpretação com que os políticos (e gente de outras artes) se defendem sempre que lhes interessa.

Queremos com a “OdivelasTV” mostrar a todos o que se passa realmente, sem filtros de qualquer espécie.

Sem rede, se o trapezista cai… magoa-se !

Claro que a aceitação da existência desta necessidade não é para todos.

Só mesmo para os/as de barba rija.

Falamos de “aceitação” e de “necessidade” !

A aceitação daquilo que fazemos tem sido coisa complicada para os “democratas” que preenchem a democracia em que vivemos.

A sociedade portuguesa não conseguiu libertar-se do fantasma do nacionalismo bacoco e fechado a que esteve sujeita durante 50 anos levando à criação de uma atitude defensiva que se mascara de individualismo e que impede a aceitação e o desenvolvimento da capacidade crítica.

A subserviência a que fomos habituados e em que continuamos atolados é uma fatalidade que corrói a consciência e impede a crítica.

Foi a arma escolhida pela democracia dos partidos políticos que temos para atingir o bem estar dos seus clientes.

Não há qualquer interesse no bem público.

Nenhum partido trabalha, de facto, para o bem dos cidadãos.

Quanto muito fá-lo para o bem dos “seus” cidadãos, mas não para o bem público.

E nesse objetivo singular estão todos os partidos que têm alguma visibilidade, e provavelmente os outros também.

Vou contar-vos uma história que não aconteceu, mas estamos convictos que podia ter acontecido:

– Num dos  partidos do leque político  desenvolveu-se, há cerca de 2 anos, um movimento de forte contestação com origem em gente da respetiva  juventude. Foram publicadas acusações,  contestações muito firmes, todas elas muito fundamentadas e apresentadas com grande veemência e certeza na luta que estava a ser travada para correção das “maleitas” que visivelmente corroíam a democracia interna, dizia-se.

O papel da Comunicação Social é ouvir os interessados segundo os leques de opinião anunciados. Foi o que quisemos fazer, chamando um dos supostos “cabecilhas/mentores” da contestação e pedindo-lhe uma entrevista na qual poria a claro e deixaria ao conhecimento público o porquê das reivindicações e a solução proposta.

Andamos de adiamento em adiamento durante 2 (dois) meses, até que confrontado com a situação de facto, aquele firme  ativista, supostamente corretor do sistema, entendeu dever esclarecer-nos que… “bom, é melhor deixar para outra altura… é que o meu contrato é para renovar daqui a um mês… é melhor deixar passar este tempo agora…”

Este é o conceito de crítica vigente e este processo de prender consciências (as que se deixam prender, e só essas, claro !) é o “sistema” de renovação interna que os partidos políticos fomentam.

Daqui para o serviço público geral, leia-se governação do Estado, é só um trabalho de “cópia e cola” como diz o outro, ao que nós acrescentamos… “e ampliação !”.

Felizmente esta história é ficção, mas… e se não fosse ?

Quem se admira com a crise (a económica foi anunciada em 1995 e Sócrates teve o azar, ou a  incompetência, de não ter sabido passar a “batata quente” como todos fizeram antes dele) ?

Acontece porém que a grande crise não é a económica.

A crise a sério, mesmo, é a das consciências, é a da ética, é a da verdade ! E essa todos, todos, varrem para debaixo do tapete.

Mesmo os que por taticismo, ou pelo “estatuto” a que se julgam com direito, têm o hábito de falar mais alto e “sem medo”, ou porventura principalmente esses, dependentes muitas vezes de um lugarzito para o “filhote” ou para o “afilhado” !

E enquanto a independência entre a sopa do dia a dia e o poder vigente não fôr concretizada, de facto, não haverá democracia.

Estaremos sempre dependentes de tiranetes de meia tigela, eles próprios vivendo sempre sob o medo de que se lhes acabe o tacho, incapazes como são, na maioria, de angariar o sustento por meios próprios.

E é assim que vemos no dia a dia as aproximações estratégicas entre gente que declaradamente se odeia, mas que sempre se une contra o inimigo comum.

As más companhias de hoje são os grandes companheiros de amanhã.

Chama-se “Verdade” o inimigo a abater.

Assim vai a democracia que temos.

Não há vergonha !

JP Setúbal

 

One Comment

  1. MaximaVaz says:

    Por acaso o Senhor já ouviu falar em “João Baptista”?
    É que lhe cortaram a cabeça. Mas ELE não foi nenhum criminoso!
    É que houve um rei lá na Judeia, um tal Heródes, que não apreciava a voz dele. E o Herodes embora fosse um imbecil, era poderoso. E os imbecis poderosos, quando não gostam da voz de alguém, mandam-lhe cortar o pescoço, que é onde estão as cordas vocais. E deixam de ouvir as vozes de que não gostam. Dá resultado e não dá despesa. Disso percebia o Herodes, apesar de ser burro!