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Momentos… Setembro | 2011

Setembro 20th, 2011 | by Odv

EM CASA

Setembro significa para os portugueses o mesmo que Outubro significa para os americanos, o início de um novo ano “fiscal”, e se isto não é verdade administrativa é, pelo menos, verdade pelos hábitos adquiridos.

Julho/Agosto é período de hibernação, ponto final, e em Setembro logo se recomeça com, supostamente novas energias…

É claro que nada disto é assim realmente, por defeitos de cultura, de formação, de hábitos, de preguiça…

Por comodidade (este termo dá muito jeito em certas circunstâncias) pelo nosso lado alinhamos nesta calendarização e estamos preparados para iniciar mais uma temporada informativa.

Cá estamos com o objetivo de sempre, tentando fazer o melhor, sabendo que talvez consigamos fazer metade do que gostaríamos de fazer e sabendo também que entre o que conseguimos ir fazendo e o ideal que perseguimos há uma distância imensa.

Mas fazemos (!), mantendo esta consciência bem viva e, sabendo também que, embora aquela distância seja imensa, ela vai sendo reduzida, milímetro a milímetro, de cada vez que conseguimos passar mais uma curva do percurso.

E estamos justamente com a alegria de termos completado mais uma curva apertada, mantendo o projeto vertical (projeto e participantes) e na legalidade do código desta estrada que caminhamos.

Nem excesso de velocidade, nem álcool no sangue, nem condução em sentido contrário ! Tudo certinho. Haja Deus…

 

Estamos em condições, finalmente, de reiniciar a nossa grelha diária.

Com a programação já conhecida, “condimentada” por novidades.

Novidades em termos de colaborações com a participação de alguns nomes sonantes da vida política e cultural do Concelho.

Entretanto as novidades mais “pesadas” e significativas terão reflexo na componente técnica.

Aproveitamos este tempo de transição para nos lançarmos em tecnologias que irão alterar, e muito, o aspeto de alguns programas. Fica para a V. curiosidade mas entretanto a SIC anunciou a mesma tecnologia ontem, dia 19.

 

Para terminar o tema “casa interna”, uma referência às instalações.

Como é público, deixamos de utilizar o espaço do Centro de Exposições de Odivelas, cuja disponibilidade agradecemos, tal como o espaço do CRAPO que foi nosso “refúgio” continuado nos últimos meses.

Ficamos satisfeitos por termos podido dar a conhecer o Centro de Exposições de Odivelas às centenas de pessoas que nos visitaram e que desconheciam por completo que em Odivelas houvesse um centro de exposições, assim como aos milhares de pessoas que vêm os nossos programas e que tomaram contacto com este espaço através de nós.

Aqui fica o agradecimento à Câmara Municipal de Odivelas, à sua Presidente e à Vereadora Fernanda Franchi pelas facilidades concedidas durante os últimos 2 anos.

Passamos para instalações próprias, para estúdios a sério, o que se refletirá necessariamente na qualidade do nosso trabalho.

 

NO CONCELHO

 

No Concelho as novidades não são entusiasmantes, se é que são novidades.

Não só não são entusiasmantes como são quase secretas.

Em termos políticos têm ocorrido algumas baixas nas figuras públicas e outras se preparam, sendo que esta “filoxera” atinge quase todo o leque político (PS, PSD, BE e vamos a ver se há mais para acrescentar).

Qual o efeito (?), só a médio prazo se perceberá o que deram as alterações provocadas, mas as expectativas são, tal qual as novidades… nada entusiasmantes.

As “uniões de facto” entre agentes do quadro político concelhio anunciam-se preparatórias de eleições que serão mais ou menos próximas, conforme os interesses Alemão e monetário internacional (leia-se “troika”).

E há quem entenda que o melhor é mesmo pôr as barbas de molho, ainda que não as tenha.

Julgamos que dá para entender que da parte da Câmara Municipal se mantém, eventualmente alargar-se-á, o apoio aos mais carenciados do Concelho.

É, obviamente, a decisão correta.

Corte-se no que se cortar mas que não se recuse ajuda aos que, cada vez mais, necessitam de apoio para sobreviver numa sociedade destruída e para cuja destruição não contribuíram em nada.

É bom que seja assim.

 

NO PAÍS

 

O País está de tanga ou o País está num pântano só depende da visão do Primeiro-Ministro (P.M.) em cada momento. Umas vezes assim, outras assado.

Todos os Concelhos sentem dificuldades orçamentais, tornando-se assim solidários com o que acontece a 90% da população nacional.

Há um apertar do cinto que está, de facto, a atingir todos ainda que não a todos de igual maneira.

Mas todos estão a sentir dificuldades financeiras, muito menor quantidade de dinheiro em circulação e como tal, muito menor capacidade para os negócios “público-privados”, sejam eles oficiais ou não (por alguma razão os sacos são azuis…).

A facilidade com que durante anos se contrataram amigos e familiares para todos os níveis do Estado (Autarquias e Órgãos Centrais) com total obscuridade e sob pretextos que muitas vezes constituíram exercícios notáveis de imaginação, parece ter acabado.

E dizemos parece, porque não acreditamos na seriedade e na lisura ética dos responsáveis.

É aquilo a que chamamos dar um passo atrás, para depois dar 2 ou 3 à frente.

Vamos a ver se será assim.

Não podemos deixar passar a Madeira e o seu Alberto João sem um comentário.

O Sr. Silva resolveu ter tempo para chamar de urgência o P.M. a fim de discutirem o resultado da “gestão exemplar” que anunciou numa das últimas vezes que esteve na Madeira.

Ele que até é Professor e foi eleito para orientar o Governo nos tempos tão difíceis que atravessamos.

O responsável do P.S. alerta a plenos “telejornais” para o crime económico na Madeira e para a necessidade absoluta de castigos para os responsáveis, sendo que o ex-Presidente da Assembleia da República, militante principal do seu partido e o militante nº1 (Almeida Santos) ainda há poucos meses anunciavam, eles também, o exemplo extraordinário do ilhéu Governador.

O P.M. que é ao mesmo tempo chefe daquele grupo político hesita entre o mau e o pior.

Rebentou-lhe nas mãos a bomba que o seu partido andou a armadilhar nos últimos 30 anos.

Para ajudar, a sua antecessora e grande técnica na matéria económica Manuela Ferreira Leite também não poupou elogios ao exemplo de bom governo que encontrou na Madeira.

São estes os génios que governam Portugal.

Como diria o outro… “temos pena” (de nós, pois claro !).

 

Já antes referimos neste espaço a mentira que é a atual independência nacional.

De juro em juro a soberania portuguesa foi-se, e hoje o Estado, que deveria ser por definição a Nação politicamente organizada, é um arremedo de qualquer coisa.

Trata-se de um conjunto de regras políticas, sociais e económicas suportadas por funcionários de uma qualquer multinacional que aluga mão-de-obra ao dia, comandada de Berlim, com o beneplácito dos portugueses.

As eleições em Portugal são o processo através do qual vamos indicando os nomes que, por agora, devem receber as ordens… e cumpri-las. Nada mais.

É o que resta como resultado da passagem dos múltiplos e sucessivos governantes, todos Doutores, Professores, Mestres, MBA’s e todos os mais que, cúmulo da vigarice, agora se descobre que copiaram tudo nos extraordinários exames dos extraordinários cursos superiores (e anexos) que frequentaram.

Há 2 meses esta bomba aconteceu com os juízes.

Hoje está generalizada !

É a incompetência e o chico-espertismo elevados à potência maior.

Triste País que tais filhos tem !

 

Odivelas, 20/Setembro/2011

 

JPSetúbal

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