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Odivelas sinónimo de Omissão

Novembro 25th, 2011 | by Oliveira Dias

Assisti, pela Odivelas.com, ao discurso do senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Sérgio Paiva, com quem partilho projecto ideológico vai para muitos anos, a propósito da celebração do 13º aniversário, não do concelho de Odivelas, mas sim do Município de Odivelas. Um Concelho, como já expliquei á saciedade, é uma mera circunscrição territorial, ao passo que o Município é uma entidade jurídica, vulgo autarquia.
Subscrevo, sem dificuldades, aquilo que o sr. Presidente disse sobre a Europa, a sua União Politica, a via da federalização, ou não, etc.
Subscrevo, sem rebuço, o que explanou sobre Portugal, a economia, a produtividade, o alavancamento do desenvolvimento, e só acrescentaria – e também do crescimento.
Subscrevo, com bonomia, os seus considerandos sobre o que foi feito nestes 13 anos, no Município de Odivelas.
Sergio Paiva, recorde-se, tem responsabilidades nesta obra desde o primeiro dia, como vereador, primeiro, deputado municipal depois.
Por esse facto é também responsável pela muralha de silêncio, qual anátema, lançado sobre aqueles primeiros, que lutaram, contra tudo e contra todos, para que a Municipalidade odivelense fosse uma realidade.
O Movimento Odivelas a Concelho foi ostracizado, pelo lápis azul do incómodo de quem, não tendo tido nenhuma acção de luta pelo desiderato odivelense, veio mais tarde, com a concretização desta realidade, a exercer funções maiores (de eleito) neste projecto.
Não resisto a recordar, e a partilhar, o que aconteceu, no partido socialista de odivelas, quando foi necessário escolher os candidatos a primeiro Presidente da Câmara e o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas.
A escolha realizou-se por escrutinio secreto no seio da Concelhia socialista, sendo que para o cargo de Presidente de Câmara, surgirtam os nomes de Manuel Varges, então Presidente da Comissão Instaladora de Odivelas, e o de Armando Ramalho, tendo vencido o nome do primeiro.
Já quanto ao cargo de Presidente da Assembleia Municipal surgiram os nomes de Susana Amador, actual Presidente de Câmara, e eu próprio. Achava eu, na época, e nada me fez evoluir dessa posição, que seria um melhor titular do cargo. Ganhou a Susana Amador. Mais tarde, após ter sido a primeira Presidente da Assembleia Municipal, logrou conquistar a Presidência da Câmara Municipal, indo já no seu segundo mandato executivo.
Seria fazer futurologia se começasse a fazer exercícios probabilisticos sobre se não tivesse sido assim, ou assado, como seria. Mas uma coisa dou por garantida – tivesse eu sido o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas, não permitiria que se impuzesse o silêncio envergonhado sobre a acção do Movimento Odivelas a Concelho, e daqueles que naquela sede tornaram possivel aquilo que hoje se vive, um sonho segundo se diz.
Garanto igualmente que hoje se em lugar do Sérgio Paiva, fosse eu o Presidente da Assembleia, acabaria o discurso com chave de ouro, trazendo á memória aquele movimento que tanto incomoda o poder autárquico cá do burgo, um poder que só o é por causa do que aquele movimento fez no passado.
Normalmente quando alguém faz anos parabenizam-se o aniversariante e os responsáveis pela sua existência.
Parece que Odivelas municipio é-o por geração espontanea, recuperando-se a tese criacionista, abolida com Darwin, com a tese evolucionista.
Pode-se ficar na história de duas maneiras: por acção ou por omissão, parece que em Odivelas a escolha já está feita, pois perdura desde há 13 anos a esta parte, numa espécie de código (postura municipal ?) não escrito, não vá o diabo tecê-las.

Oliveira Dias, Politólogo

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