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Odivelas – O Detergente para Eliminar as Nódoas de Sangue do Fascismo [vídeo]

Agosto 1st, 2012 | by Antonio Tavares

Em Odivelas todos os dias em que reúne a Assembleia Municipal são dias em que qualquer um de nós pode aprender muito do que é a praxis da atividade política e compará-la com o que alguém já definiu como algumas folhas A4 escritas à pressa e a que outros chamam de Matriz Política.

Na Assembleia Municipal de Odivelas do passado dia 23 de Julho, foram colocadas a votação três votos de pesar relativamente a Pedro Ramos de Almeida, Helena Cidade Moura e José Hermano Saraiva.

Quis o Presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Paiva, e a maioria PS e PSD, colocar a questão do minuto de silêncio comum aos três nomes propostos e aí surgiu como é natural a divisão entre os deputados municipais, tendo os partidos de Esquerda (entenda-se Esquerda segundo a definição de Miguel Cabrita – PCP/CDU e BE) abandonado a sala.

Nesta Assembleia Municipal (AM), realço para os mais afastados destes círculos fechados, duas pérolas, de duas figuras do PS com altas responsabilidades em Odivelas. Miguel Cabrita, líder de bancada do PS na A.M. e Mário Máximo Vice-Presidente da Câmara Municipal e Vereador da Cultura:

“Três personalidades completamente diversas com histórias completamente diferentes mas que, à sua maneira, serviram e de que maneira o Povo Português” – Mário Máximo, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Odivelas. (o sublinhado é meu e saliente-se que uma das personalidades é José Hermano Saraiva, Ministro de Salazar, responsável direto na crise estudantil de Coimbra nos anos 60)

“Não estão em causa nem as opiniões políticas nem sequer o papel ativo desempenhado por José Hermano Saraiva durante a ditadura fascista. Não está também em causa sequer a visão historiográfica de José Hermano Saraiva que era aliás, como sabem, muito polémica” – Miguel Cabrita, líder de bancada do PS na Assembleia Municipal de Odivelas. (despido José Hermano Saraiva de todos os seus atributos que o distinguiam dos demais fica-nos o quê Sr. Miguel Cabrita?)

Façamos agora um exercício tomando como exemplo Adolf Hitler. Apliquemos-lhe a mesma fórmula do detergente usado para eliminar as nódoas de sangue. Assim, retiremos-lhe as suas opiniões políticas, o seu papel ativo no regime Nazi, a sua visão historiográfica da supremacia da raça ariana e adicionemos o facto de ter sido eleito democraticamente. O que me dizem, caros leitores? Temos aqui um futuro voto de pesar?

Edição: António Tavares

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