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SINAIS

Outubro 19th, 2012 | by Odv

 SINAIS

O 5 de Outubro de 2012, foi celebrado como feriado Republicano, de forma bem diferente dos anos antecedentes. Tudo correu mal para os republicanos.

É sabido que o governo do PSD/CDS decidiu abolir esta data como feriado nacional, naquilo que foi visto pelos republicanos como uma afronta ao espírito da Revolução que se impôs após o regicídio de 1908.

Porém, a extinção do feriado, é inofensiva perante a determinação republicana em celebrar a data, ainda que sem cerimónias oficiais e de Estado. Primeira coisa a correr mal para os abolicionistas do feriado.

A apelidada última cerimónia do feriado decorreu intra-muros, longe portanto do povo, e apenas dirigida a convidados especiais que momentos antes tinham participado no hastear da bandeira. Segunda coisa a correr mal.

O hastear da bandeira na varanda onde em 1910 foi proclamada a Republica, foi palco de um incidente da maior importância – foi hasteada de pernas para o ar, sem que ninguém se apercebesse do facto. Terceira coisa a correr mal.

Para certas instituições militares o significado da bandeira hasteada de modo inverso é um pedido de socorro, o perímetro tem as defesas em crise.

A bandeira, ou estandarte, tem uma função associada ao seu uso, consoante as circunstâncias: assim, já as legiões romanas, conhecidas como eficientes máquinas de guerra, se serviam dos estandartes para se guiarem tacticamente no campo de batalha. Na idade média era a bandeira ou estandarte dos senhores da guerra que orientava as movimentações das tropas. Se estivesse bem alta o Rei estava em combate, se derreada o Rei estava derrotado.

A bandeira era tão importante que quem a transportava a defendia com a sua própria vida – ficou célebre a história do português que na batalha de Aljubarrota, segurando a bandeira com a mão direita a teve de passar para a mão esquerda quando o inimigo lhe decepou a direita, depois segurou-a com os braços após lhe deceparem a mão esquerda, e finalmente segurou-a com os dentes por lhe terem decepado os braços.

Luis Vaz de Camões o nosso maior vate, ficou imortalizado com a sua figura ostentando uma pala no olho, o qual teria perdido por via de uma bala quando cuidava de assegurar que a bandeira portuguesa se mantinha hasteada.

O significado da bandeira era tal que a sua posição podia decidir batalhas, ou colocar em debandada um exército.

Vejamos o exemplo de Alcácer Quibir : D. Sebastião tinha por lema “morrer mas devagar”, e naquela batalha o seu estandarte foi visto pela última vez voando direito ao inimigo e adentrar as linhas inimigas. Nunca virou as costas á batalha, e isso mesmo atesta o seu Elmo, recentemente regressado a Portugal pelas mãos de alguém que muito ama este País – Rainer Daenhardt. Nele se pode observar que todas as cutiladas (ás centenas) se encontram na face frontal do elmo, e nem uma na parte traseira.

O significado de uma bandeira é objecto do maior respeito. A bandeira americana, por exemplo, é sempre dobrada de forma a formar um triângulo. A razão reside na circunstância do triângulo ser a forma geométrica venerada pela Maçonaria, a que lhe chamam Delta, e aí localizam o “olho” que tudo vê, o grande arquiteto do universo (Camões chamava-lhe o grande artífice do universo). Basta de resto olhar para uma nota de 20 dólares e lá encontrarão o Delta com o olho. Nada de estranho quando se sabe que os fundadores dos Estados Unidos da América eram Maçons e o seu primeiro Presidente – George Washington -o respectivo Grão-Mestre.

Os valores pátrios expressam-se de forma esotérica – pela simbologia da bandeira, e de forma hexotérica – pela letra do seu hino, tal é o caso da bandeira Portuguesa.

Quanto aos símbolos esotéricos da nossa bandeira, e de forma muito simplificada, diremos que os signos nela presentes são de um grande significado, senão vejamos: As torres, símbolo castelar de defesa e de resguardo, são em número de 7. O significado esotérico resulta da soma do número 3, o qual representa a divina trindade (Deus, filho e espírito santo), logo simbolizando o Céu, e o número 4, representando os elementos da natureza (terra, mar, ar, fogo), representando a terra, assim o número 7 é o casamento do CÉU com a TERRA. Isso conduz-nos ao profetizado Reino do Espirito Santo, de que nos falou o padre António Vieira, glozado pró Bandarra e cantado por Fernando Pessoa.

Outro símbolo são as 5 quinas, podendo significar as chagas de Cristo, ou, como o representou Leonardo Da Vinci, o homem, a humanidade. Certo é que sem a humanidade não haverá Reino do Espírito Santo. Exclui-se o pentagrama, em forma de estrela de 5 pontas pois este é associado a um signo demoníaco.

A esfera armilar, outro signo presente na nossa bandeira, representa o universo, afinal o local onde se firmará o Reino do Espirito Santo.

Obviamente os republicanos que desenharam e fizeram aprovar a actual bandeira, não tiveram consciência que algo, uma energia se quiserem, guiava as suas elaborações vexiológicas. Mas eles, apesar de tudo, fizeram questão de deixar a sua marca, impondo as cores que representavam a secção maçónica do partido republicano de então.

A Presidência da República adoptou como bandeira a nacional em fundo totalmente verde, simplesmente porque as cores do Rei, do seu estandarte, eram o vermelho.

Esta nossa bandeira é mística e encerra forças energéticas importantes para o espírito lusitano. Por isso não ser indiferente o uso que dela se faz.

Quanto á linguagem hexotérica, presente no nosso hino, é preciso recordar que o texto da canção é uma reacção à humilhação imposta pelos britânicos aquando do mapa cor de rosa que pretendia juntar a faixa que vai de Angola a Moçambique sob a jurisdição Portuguesa. Na estrofe que se canta hoje, “contra os canhões marchar, marchar” estava originalmente “contra os bretões marchar, marchar”. O hino é pois uma exortação á reacção da nação portuguesa contra quem nos quer humilhar.

Ao longo dos séculos existiram forças cerceadoras da lusitanidade, que remontam ao império romano que encontrou em Viriato um adversário inesperado.

Mais tarde é a Igreja quem vê fantasmas na ordem de cavalaria que haveria de dar origem ao Reino de Portugal, e com ela acaba por bula Papal. Sobreviveu aqui na nossa Mátria.

A Europa haveria de “atacar” o espírito lusitano através dos ingleses que nos impuseram o tratado de Metween, com o qual só os ingleses lucraram, e mais tarde Napoleão, que de França ordena a invasão de Portugal, concretizada só á terceira vez.

Mas também na Península Ibérica houve quem nos tentasse, sem sucesso, tolher na nossa lusitanidade – Espanha, que nos subjugou durante 60 anos, e que finda essa fase, contra a sua vontade, nos fica com Ceuta (visto esta cidade não ter aclamado o Rei D. João saído da Restauração, e dessa forma se manter sob a coroa de Espanha)  e  cometendo a ignominia de manterem Olivença sob ocupação forçada.

A União Europeia Fecha este ciclo (fecha mesmo ?). Hoje Portugal está sob resgate internacional, pagando juros verdadeiramente agiotas, aos seus parceiros da União, que lhe impõem um colete de forças por via da nossa participação na união monetária, o que nos impede objectivamente de nos socorrermos dos mesmos instrumentos que nos foram tão úteis das duas anteriores vezes em que o FMI cá esteve.

É bom lembrar que se hoje não temos agricultura, indústria ou pescas esse foi o preço que tivemos de pagar para a CEE nos aceitar no seu meio.

As reservas de ouro portuguesas são á volta de 15 mil milhões de euros, mas não lhes podemos mexer pois isso seria considerado produção de moeda distinta do euro, algo que os países da zona euro não podem fazer.

O princípio da SOLIDARIEDADE é uma mera ficção, quando deveria ser o cimento de uma verdadeira União Europeia.

Portugal está pois em estado de necessidade. Não é razão suficiente para se içar um pedido de socorro hasteando a bandeira ao contrário, por exemplo ? E ironicamente na mesma varanda de onde foi proclamada a República …

Os responsáveis pelo içar da bandeira, obviamente, não têm culpa de algo que só as energias místicas da portugalidade accionam.

São Sinais.

Oliveira Dias, Politólogo

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