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Odivelas/Ramada – Não Se Pode Aprender Quando Se Passa Fome

Janeiro 26th, 2013 | by Antonio Tavares

FBartolomeu25Jan2013A TVL / Odivelas.com procurou esclarecer com o Presidente da Junta de Freguesia da Ramada uma notícia do Correio da Manhã (CM), em que se falava das crianças que, na Ramada, vendiam as senhas de refeição para angariarem receita suplementar que entregariam em casa (ver noticia relacionada).

Francisco Bartolomeu começou por esclarecer que o jornalista do CM marcou um encontro para compreender o contexto em que foram feitas algumas afirmações pelo Presidente aquando de uma audição parlamentar. O dito jornalista acabou por faltar ao encontro e optou por se basear no trabalho da TVI para elaborar a notícia.

Francisco Bartolomeu é um Presidente em funções há 7 anos e denuncia todo este clima anti-social onde os Pais não têm emprego e os filhos têm de pagar propinas. Afirma ainda Francisco Bartolomeu que do que tem certezas participa ao Ministério Público, como é o caso de uma octogenária cega que está fechada e abandonada pela família, sozinha em casa, o que não impede que a família continue a receber a respetiva pensão.

Das visitas às escolas que faz regularmente, Francisco Bartolomeu encontra indícios de crianças que se apresentam nos refeitórios escolares sem a senha de almoço que são casos isolados e, como tal, mencionados na referida audição parlamentar num contexto genérico e intemporal. Ex-Professor e atual Presidente da Junta de Freguesia da Ramada, afirma que também ele teve alunos com fome nas escolas e que a fome não é de agora.

Voltando à notícia do CM, Francisco Bartolomeu classifica-a como perigosa porque é descontextualizada, afirmando que foi entrevistado pela TVI e não pelo CM.

Para Francisco Bartolomeu é bom que as instituições funcionem e isso teve um lado positivo para que as pessoas não tenham duvidas que há fome nas escolas e, acrescentou: “As crianças, à segunda-feira, repetem mesmo que seja peixe e sopa, isto indicia que ao Sábado e Domingo as refeições foram fracas e os miúdos passam fome.”

Edição: António Tavares

 

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