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Sinais – Painho Ferreira

Março 7th, 2013 | by Odv

topo_painhoQuando um “mar de gente” invade as ruas de Lisboa e do Porto em protexto contra as políticas do Governo, isso deveria constituir um sinal de alarme!
Sinal de aviso, até porque as próprias palavras repetidamente gritadas pelos manifestantes significavam duas exigências.
– A primeira: demissão do Governo;
– A segunda: o rompimento com as políticas acordadas com a Troika.
Sinal de aviso ainda porque “o pano de fundo” era o refrão “o Povo é quem mais ordena”!
Desde logo muitos comentadores de serviço se apressaram a desvalorizar o significado das manifestações de 2 de Março.Acto contínuo, alguns membros do Governo acorreram a garantir que respeitavam a manifestação mas que continuariam o seu rumo.    Contudo é exactamente o rumo seguido pelas políticas do Governo que mais de um milhão de portugueses quis contestar.
Essa gente toda saiu à rua e disse com clareza, serenidade e confiança que estava farta e cansada de um governo no qual não confia e que perde legitimidade a cada minuto que passa.
A matriz ideológica dos manifestantes era evidentemente muito heterogéna. Isso mesmo demonstra como é larga a mancha social que se opõe ao governo, cada vez mais compelido a ser conjuntamente com meia duzia de “grandes senhores” a base social de apoio dele próprio.
A heterogeneidade da frente social que se opõe ao Governo impele tanbém a esquerda política a encontrar caminhos para uma solução alternativa, solução essa que devolva ao País e aos Portugueses a soberania e a dignidade com que devem ser considerados no contexto das nações.
As manifestações de 2 de Março deram, em meu entender, três sinais claros.
O primeiro foi dirigido ao Governo ao PSD e ao  CDS para que se preparem para abandonar o poder.
O segundo foi dirigido aos partidos de esquerda para que façam um esforço conjunto no sentido de encontrarem um alternativa credível.
O terceiro foi dirigido ao PS e vai no sentido de lhe tirar o sonho de ser sózinho a alternativa.
Que o PS entenda que não mais se lhe tolera que, a “solo” ou com a direita “ao colo” se apresente para governar prosseguindo o essencial das actuais políticas .

Painho Ferreira

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