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Guia prático das boas maneiras… ou da falta delas

Julho 9th, 2013 | by Miguel Durão

topo_miguelDuraoTem sido sistemático, recorrente, abusivo e sinal da falta de respeito e má educação que reina um pouco por todo o lado. Nem a crise de que tanto se fala pode ser usada como pretexto ou como culpada. As desculpas evitam-se, foi o que sempre ouvi.
Pois bem, estou danado para, numa qualquer iniciativa, levada a efeito por um qualquer indivíduo ou grupo da nossa praça, seja ele político ou figura do «jet-set», a meio da sua conversa, ter o prazer de sair no uso da sua palavra, em sinal de desinteresse pelo que está a dizer (o que muitas vezes até é verdade pois a conversa é, na linguagem jornalística, “palha” e sem qualquer motivo de interesse para o cidadão comum), nem que seja preciso atender ou fazer umas chamadas de telemóvel, falar alto, rir, etc, etc.

Acham mal? Sinal de falta respeito? Não, de todo… de forma alguma. Exemplos do que acabei de escrever? Inúmeros…. Desde a falta de pontualidade, fazendo (des)esperar sua excelência, muitas vezes sem pedir desculpa pelo atraso (nem que arranjasse a maior e mais ridícula justificação); não comparecer aos actos para os quais estava atempadamente e com antecedência previsto ou confirmado, fazendo-se representar por terceiras escolhas; estar presente em actos públicos e num abrir e fechar de olhos pisgar-se dali para fora e não mais aparecer (muitas vezes com a justificação de outras agendas); estar confirmada a presença em actos ou entrevistas e, à última da hora, dar o dito por não dito, com desculpas (ou falta delas) idiotas, até à simples presença em iniciativas, em que muitas vezes parece estar a fazer um frete (só não acontece isso em vésperas de eleições e campanhas eleitorais, vá-se lá perceber o porquê…); ou nos casos dos famosos intervalos em que assim que vem algo para entreter o restante público, é vê-los a levantarem-se em catadupla, aos risos, fazendo mais barulho do que quem está em cima do palco, abandonando o lugar e só regressando para a continuação do espectáculo, com este já em cena, incomodando quem está sentado, quem assistiu ao momento de lazer, tendo que levar com as «sombras» de quem não sabe comportar-se e demonstra falta de civismo e respeito pelos outros. Exemplos há muitos.

Se eles gostam que todos oiçam as coisas que dizem e que o público lhes preste atenção, quando chega a vez de serem outros a mostrar o que querem, também era bonito respeitar, saber ouvir e ver o que os outros também querem que vejam. Mas estes são os políticos, ou melhor, as vedetas que temos e que vamos continuar a ter….

Por mim, desde que esteja presente a horas num determinado local para uma iniciativa e a mesma não tenha lugar num espaço de 15m, estou-me a “marimbar” para eles e desmonto a tenda, pois tenho outras coisas mais importantes para fazer e que merecem o mesmo, se calhar até mais respeito, consideração e atenção do que ter de “aturar” certas pessoas, clubes, partidos e associações que, muitas vezes, apenas querem protagonismo à custa de certa comunicação social isenta, pluralista e que não vive agarrada a certos “lobbys”, facto que incomoda muita gente… pois bem esses que se aguentem, porque se me atrasar na consulta, o médico não espera por mim e avança para o utente seguinte, se me atrasar na estação, o comboio ou autocarro parte sem mim, se as pessoas que estão na “cadeira do poder” se portam mal ou mentem, levam com grandoladas ou ovos… democracia é assim, ou comem todos ou não come nenhum.

 

P.S.: Para os interessados, aconselho a ler o livro “Etiqueta Séc. XXI – Um Guia Prático de Boas Maneiras e Novos Tempos”, de Célia Ribeiro (definitivamente aconselhado a muita gente da nossa terra de oportunidades – esta é mais uma –  agora é preciso é saber aproveitá-la).

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