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Odivelas – Assembleia Municipal autoriza Compromissos da Presidente Susana Amador até 100.000 euros sem Fiscalização

Dezembro 29th, 2013 | by Antonio Tavares

Assembleia Municipal de Odivelas, 19 de Dezembro de 2013AMO20131219AutorizacaoGenerica

Desde que o atual governo central criou a lei dos compromissos, a Câmara Municipal de Odivelas através do seu executivo PS, apoiado curiosamente pelo PSD, o mesmo PSD que está no governo (ou talvez não), fez aprovar o que chamou de dispensa da autorização prévia da Assembleia Municipal. Na prática esta autorização que nesta sessão da AM voltou a ser aprovada com os votos do PS e PSD, é uma forma de fintar a lei.

No filme em anexo as intervenções do Vice-Presidente Hugo Martins, Lúcia Lemos da CDU, Edgar Valles do PS e Luís Salmonete do PSD.

Destaques para a desastrosa intervenção de Edgar Valles (aos 5’01’’), começando por confundir-se sobre o que estava em debate, ou seja, a proposta era para despesas inferiores a 100.000 euros e não superiores a 100.000 euros como ele afirmou e, depois, revelando um total desconhecimento sobre a quantidade de despesas alvo da autorização falando em “maratonas” quando, como Luís Salmonete veio a corrigir depois: “não são tantas assim e não faríamos maratona nenhuma”. Revelou ainda Edgar Valles um completo desnorte quanto à hora do início dos trabalhos porque embora marcada para as 20:00 a sessão só se iniciou às 21:30. Repare-se na reação do Vice-Presidente Hugo Martins quando se dá conta da desastrosa intervenção do seu militante do PS.

Notas ainda para Lúcia Lemos da CDU que pôs o dedo na ferida quando afirmou que esta autorização é um cheque em branco por um órgão que deveria ser de fiscalização, perguntando aos deputados municipais o que eles faziam ali.

Outra nota para Luís Salmonete que descodificou a pretensa ideia de “maratona” e afirmou que os deputados do PSD na AM não se sentiam completamente à vontade com a aprovação deste ponto.

Pelo que foi apresentado no debate fica-nos a ideia que esta autorização genérica pretende ocultar do conhecimento público os valores da contratação de avençados e que mesmo aos deputados municipais não é fornecido muitas vezes os nomes dos contratados como foi o caso do avençado para a Proteção Civil.

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