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Uma Notícia Lastimável – PONTO FINAL NO INSTITUTO DE ODIVELAS.

Maio 7th, 2014 | by José Maria Pignatelli
Uma Notícia Lastimável – PONTO FINAL NO INSTITUTO DE ODIVELAS.
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O início da semana ficou assinalado por uma notícia das mais lastimáveis e caricatas de sempre, para o Concelho de Odivelas: Por um lado, a aprovação pelo governo de um investimento de 2,8 milhões de euros no Colégio Militar, destinados à requalificação e construção de edificados para albergar todos os anos lectivos do Instituto de Odivelas e o respectivo internato; por outro o aparecimento do Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo no portal do imobiliário «Portalimo» que gerou uma trapalhada entre dezenas de defensores da manutenção do Instituto de Odivelas. IO_20140506-2-Odivelas.com

Afinal, segundo a administração daquele portal imobiliário, o mosteiro não estará à venda: trata-se de mera informação sobre os estabelecimentos de ensino dos concelhos onde a imobiliária supostamente opera.

De qualquer modo, o País percebe que é irrevogável a decisão deste governo, particularmente do ministro da Defesa Aguiar-Branco, em encerrar o estabelecimento de ensino, designado por Instituto de Odivelas, dos melhores do País e único na separação de género, uma escolha que muitos pais fazem com maior assiduidade.

Também definitivo é fazê-lo o mais rapidamente, se possível antes do ano lectivo 2016-2017. O Instituto mudará logo que as obras se encontrem concluídas. Ainda imutável é a alienação daquele património, opção que foi colocada a Medina Carreira, enquanto ministro das Finanças do primeiro governo constitucional, entre Julho de 1976 e Janeiro de 1978, e mais recentemente no seio do governo de José Sócrates.

Tal como preconizei – há mais de 3 anos – a luta na defesa do Instituto de Odivelas não se podia fazer intermitentemente e, muito menos, ao sabor de ideários políticos ou de grupos de interesse.

O egoísmo, a estupidez, a falta de estratégia acabam de ter um preço elevado.

A história será escrita. A Câmara Municipal de Odivelas não actuou como lhe competia: Não aceitou entrar na oposição que a maioria da comunidade odivelense iniciou e onde eu estive presente; posteriormente o ex-deputado municipal Miguel Xara Brasil, do CDS, o ex-Vereador Independente Paulo Aido e – verdade se diga – o autarca socialista Abílio Santos.

A Presidente da Câmara de Odivelas esperou dois anos para dar a cara, porque lhe faltou a humildade de se colocar ao lado do CDS-PP e mais tarde da CDU, na luta contra o encerramento do Instituto de Odivelas. Não assinou as primeiras duas petições. Os socialistas do concelho não assistiram ao debate na Assembleia da República. E nem sequer acompanharam a comitiva das alunas do IO, na primeira visita oficial à Assembleia da República que foi recebida pela Presidente Assunção Esteves.

A presidente da Câmara de Odivelas, o seu Partido Socialista e o Partido Social Democrata só se lembraram em defender a continuidade do Instituto de Odivelas no final de 2012, e particularmente intensificaram maior ruído, na Primavera de 2013, como convinha por se estar em vésperas de Eleições Autárquicas.

Agora, tenham a coragem de assumir a sua quota-parte de responsabilidade nesta perca de importância capital para o bom nome de Odivelas.

Ou talvez não: Porventura, este poderá ser um desfecho que auspicie novas fontes de receita para o Município; poderemos ter 6 hectares que sirvam à indústria hoteleira e à congregação das escolas do sector, no Centro e Sul do País.

Independentemente do futuro, este é um momento em que os autarcas de Odivelas se devem envergonhar pela sua incapacidade na magistratura de influência.

Lamentável!

QUEM É QUEM NO INSTITUTO DE ODIVELAS

O Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo e a Quinta com quase 6 hectares, onde se encontra o Instituto de Odivelas, são propriedade do Estado. Portanto das pessoas porque o Estado são os cidadãos. De todos os contribuintes em Portugal.

Aquele património é tutelado pelo Ministério da Defesa Nacional, sendo certo que existem determinados espaços que se configuram dentro do estabelecido como monumento nacional. Significa isso, que qualquer intervenção, sobretudo restauros, obras de recuperação ou alteração do ordenamento nesses locais, depende da exclusiva autorização e supervisão do IGESPAR, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Infelizmente, os Eleitos dos Órgãos de Soberania e os nomeados por estes, caso dos ministros (nenhum português elege ministros, nem tão pouco são apresentados durante as campanhas eleitorais), acabam por se assumirem como donos do que não é deles e tomam decisões irrefletidas. Um defeito de formação, particularmente de quem não tem cultura e só vê cifrões à frente, para além de aceitarem vergar diante dos mais poderosos. Mas é bom não esquecer que as Nações – umas mais outras menos e independentemente de receberem ou não apoios financeiros – contribuem para essas instituições com anuidades monetárias, as mesmas que depois se tornam credoras. Talvez uma infelicidade dos mais pobres e do mundo globalizado, pós-industrialização. – José Maria Pignatelli

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