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A (in)Segur(o)ança de dar à “Costa” de forma “Amador(a)”

Maio 28th, 2014 | by Odv
A (in)Segur(o)ança de dar à “Costa” de forma “Amador(a)”
Miguel Durão [Opinião]
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Após domingo, 25 de Maio e ao saber dos resultados para o Parlamento Europeu, todos os que se sentiam “Seguros” começaram a dar sinais de “Amador(ismo)” e em vias de naufragar e tentar dar à “Costa”… de forma segura.

Após o que foi classificado como “vitória histórica” (?) com o PS a ter 31,47% dos votos e a coligação PSD/CDS-PP com 27,71% e ter obtido um resultado bem pior do que o PSD em 2009 e ter ficado a uma grande distância do que conseguiu em 2004, parece que nem isso serviu para acalmar as ondas socialistas que teimavam em ir ao (des)encontro de um(a) “Costa” que à muito prometia vir a rebentar um dia destes.

Tendo ficado muito aquém do desejável (e aceitável) para muitos socialistas, as movimentações de “bastidores” começaram a surgir e a rebentação das ondas na “Costa” começaram a surtir efeito.

Para António Costa, que há muito estava à espera de poder testar a “Segur(o)ança” do líder do maior partido da oposição, bastou agitar um pouco as ondas socialistas para perceber que afinal, o «timoneiro» do partido não se dá muito bem com ondas que dão à “Costa”… à sua revelia. Diz o ditado que o “Seguro” morreu de velho por isso, Costa não perdeu tempo e pretende a realização de eleições directas e um Congresso Extraordinário, ao invés do actual líder do PS que tomou nota do desejo do presidente da Câmara de Lisboa.

Num avião onde o piloto começa a dar sinais de desnorte e antes que o embate seja fatal, os co-pilotos e as assistentes de bordo já dão sinal do “salve-se quem puder” e saltam do avião, em pleno voo com uma sensação de “Segurança” de quem espera vir dar à “Costa” são e salvo.

Em Odivelas, a sensação de “Segur(o)ança” no PS parece que também se perdeu!

A presidente da Câmara de Odivelas, Susana Amador, em comunicado enviado à Lusa deu conta que por “divergências políticas”, pediu a demissão do Secretariado Nacional do PS, órgão mais restrito da direcção dos socialistas. Convém recordar os mais esquecidos ou que sofrem de “amnésia involuntária temporária” que Susana Amador entrou para a direcção do PS logo na primeira equipa constituída pelo secretário-geral socialista, António José Seguro, após a sua primeira eleição como líder, no congresso de Braga em Setembro de 2011.

Curiosamente… ou talvez não, o pedido de demissão de Susana Amador segue-se à do ex-ministro Jorge Lacão.

Para quem até há bem pouco tempo defendia que ser “Seguro” era o melhor para o País, bastaram umas ondas mais teimosas de umas eleições, que até nem eram para “consumo interno”, rebentarem numa “Costa” adormecida… ou talvez não, para muitos deixarem de se sentir “Seguro” e… vamos esperar pelas cenas dos próximos episódios.
Miguel Durão

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