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Reality Shows

Setembro 11th, 2015 | by Oliveira Dias
Reality Shows
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As televisões ditas “de âmbito nacional” transformaram-se em verdadeiras máquinas de fazer dinheiro, ao ponto de a sua função primacial de informar, ser ultrapassada pela secundaria função de gerar receitas.
Originariamente as receitas destes órgãos de informação vinha da publicidade, e esta tinha uma proporção directa com os programas mais visionados pela população – quanto mais popular o programa maior receitas gerava.

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O desporto, leia-se, o futebol, era nesse particular especialmente apetitoso, mas tinha um problema, é que os intervalos de 10 minutos só aconteciam ao fim de 45 minutos. Claro que durante o jogo também passava publicidade, mas com impacto bem diferente.
Na américa isto era de tal forma vital para os cofres das TV’s que o basquetebol, um dos desportos mais visionados, proporcionava intervalos a “pedido” só para os anúncios comerciais puderem passar. Uma mina.
Depois surge algo que revolucionaria a programação televisiva em todo o mundo e Portugal não foi excepção, os Reality Show’s onde um anónimo cidadão passava de “besta” a “bestial” num ápice.
Na senda deste tipo de programas, imbecilizantes para a maralha, e que segue a esteira dos princípios e filosofia dos jogos da Roma Antiga, com a excepção de não acabar em mortos, lá fomos andando.
Li, recentemente, numa dessas revistas do burgo que a propósito de um triplo assassinato em Sesimbra, no qual um PSP e o seu filho e um GNR, sucumbiram aos disparos de caçadeira de um vizinho zangado.
O que é que este drama tem a ver com o título ? Pois parece que o autor dos disparos é avô de uma participante de um dos vários reality’s a passar numa das TV Nacional, e o bizarro é que a produção desse programa iria aumentar os honorários da dita concorrente em virtude de ser neta do autor dos disparos, o que, no entendimento dos tais produtores, lhe daria mais “valor”.
Que moralidade é esta, que premeia os descendentes de actos tresloucados e horrendos ?
Se isto é verdade, não tardará a haver mais actos similares para “valorizar” os honorários dos petizes que pululam num qualquer reality show … .
A luta pelos shares televisivos tem de ter um limite … .

Oliveira Dias, Politólogo

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