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Odivelas – “O FERRARI GANHOU AO BURRO”

Outubro 8th, 2015 | by Luis Salmonete

Assembleia Municipal de Odivelas, 7 de Outubro, 2015

PAOD: INTERVENÇÃO POLÍTICA – “O FERRARI GANHOU AO BURRO”

Antes de mais queremos deixar uma saudação para todos os partidos que concorreram às eleições do passado dia 4 de Outubro e para a forma ordeira como decorreram as mesmas.

CarroBurro

Não podemos também deixar de mencionar que, dois membros do executivo em Odivelas vão tomar posse como deputadas na Assembleia da Republica, a Dra. Susana Amador e a Dra. Sandra Pereira.

Ao mesmo tempo não podemos deixar de lamentar o aumento da abstenção, que demonstra que, cada vez menos pessoas assumem a sua responsabilidade de votar, apesar de ter havido uma maior diversidade na escolha.

Quem diria!

Alguém pensava há um ano que os partidos da coligação do governo podiam voltar a ganhar as eleições? Não nos podemos esquecer em que condições o governo exerceu a sua governação, pelos motivos que todos conhecemos e que não vale a pena referir.

As contrapartidas para nos emprestarem o dinheiro que necessitávamos para pagar os nossos compromissos, foram muito severas.

Tiveram de ser tomadas medidas duríssimas que tiveram um grande impacto na vida dos Portugueses:

O brutal aumento de impostos, como foi mencionado peloministro.

Reformados e pensionistas, tiveram cortes nas suas pensões.

Redução de verbas na saúde, educação, cultura e em quase todas as áreas.

Todas estas medidas foram um mal necessário para se atingirem os objetivos. E os principais objetivos foram alcançados.

Portugal recuperou a credibilidade.

O défice ficará abaixo dos 3%;

Portugal tem hoje acesso aos mercados em condições muito mais vantajosas, o que já permitiu trocar parte da dívida existente e pagar parte dela ao FMI;

As exportações e a economia em geral estão em crescimento;

O desemprego diminuiu, apesar de ainda registar números elevados;

O Estado Social mantém-se, apesar de alguns ajustamentos;

Hoje a situação em Portugal é completamento diferente do que era há quatro anos atrás.

Não são só os cofres que têm mais dinheiro, também no bolso dos portugueses há mais dinheiro, apesar de subsistirem desigualdades.

Alguns partidos em Portugal não reconheceram a realidade e isso refletiu-se nas urnas.

Para o bem e para o mal a realidade é o que é, e não vale a pena discutir ideologias e programas partidários se eles não se adequam à realidade Europeia e às leis que a Europa decide que sejam aplicadas nos países que compõe a União Europeia.

Vale a pena lutar? Claro que sim. Mas, com que resultados?

A Grécia que lutou até ao limite mas acabou por capitular. Mesmo assim, apesar de todas as dissidências internas, o Syiriza voltou a ganhar as eleições, manifestamente porque a população reconheceu que não havia outro caminho.

Até mesmo o presidente de um país como a França recuou, e não conseguiu aplicar aquilo que disse na campanha eleitoral.

Portanto não vale a pena dizer que o atual governo tem uma política recessiva e uma visão ideológica que aprofunda as desigualdades e que privatiza setores estratégicos entre outras malfeitorias.

Existem de facto desigualdades que provavelmente continuarão a existir por muitos e muitos anos, apesar de ser um imperativo combater essas desigualdades para que as mesmas se atenuem.

O projeto da coligação foi o projeto mais votado pelos Portugueses no passado dia 4 de Outubro, não o projeto de qualquer outro partido.

Não resisto a citar algumas passagens de um artigodo comendador Marques Correia que li na noite das eleições:

Claro que a esquerda tem uma hipótese: unir-se toda, o que nunca aconteceu, e fazer um Governo onde Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa nos levem, estrada fora, para um local qualquer que passará por um segundo resgate ou algo pior”.

O povo não se rendeu ao medo, nem ficou louco. O que devemos refletir, com muito cuidado e profundamente, é nesta enorme clivagem entre a opinião publicada e a opinião dos portugueses nas urnas”.

O apoio que teve a coligação deve-se, em grande parte, à promessa de reformas, de mudanças, de adaptações a um mundo que mudou e que alguns não quiseram ou não puderam acompanhar. O resto é conversa…”

Termino a intervenção dizendo o seguinte:

O futuro? Não sabemos. O que sabemos é que a população não sentiu nem sente qualquer arrepio na espinha após a vitória da coligação, antes pelo contrário.

E sabemos também, que desta vez,o Ferrari ganhou ao burro.

Luís Salmonete

Bancada do PSD

 

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