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Odivelas – Assembleia Municipal 25/Fev – Imóvel em Risco

Fevereiro 27th, 2016 | by Antonio Tavares
Odivelas – Assembleia Municipal 25/Fev – Imóvel em Risco
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A minha indignação é, ando há 10 anos atrás desta Câmara (Odivelas), desde 2006, a dizer que temos problemas neste prédio, a pedir ajuda a esta Câmara e andam sempre a empurrar com a barriga. Trouxe este documento, não de 2006, quando me deram o parecer do LNEC, mas este de 2013, que é mais recente, conforme nos foi dito tudo o contrário do que nos estão a fazer. OPredio

No dia 3 de Fevereiro, tivemos uma vistoria, onde foram engenheiros da Câmara e onde levámos dois engenheiros particulares, nossos, onde foi mostrado o CD da Geocontrole, que esta Câmara pediu, não fomos nós que inventámos e, onde o estudo diz que há uma má estrutura do prédio, uma má construção. Se há uma má construção, porque é que nos importam a nós condóminos, que tenhamos que fazer as obras? Na altura que o prédio foi feito, eu nem sequer vivia cá mas eu pergunto quando se vistoria, uma Câmara, não se vistoria as bases? É porque nós que compramos só vemos os apartamentos quando entramos, não vemos as fundações não vemos nada. Mas a Câmara sabia. Então, ao fim dessa vistoria enviam-nos uma carta com 30 dias a dizer se fazemos obras. Com toda a razão que eu falei com o Sr. Vereador Edgar Vales e eu disse-lhe que ele faltou à verdade e, ele disse-me que faltou e, onde é que faltou? Eu tinha falado com ele no dia anterior, numa segunda-feira, e ele na segunda feira disse-me que, íamos receber uma carta a dizer o que iam fazer em relação ao prédio. Ora se já sabiam na segunda-feira, na terça-feira o meu filho ligou-me a dizer: Mãe vieram aqui uns senhores da proteção civil a dizer que tenho cinco dias para abandonar a casa.

Eu pergunto, com isto que vocês têm na mão que me foi distribuído que me foi dado em 2013, com que é que a Câmara se compromete? É chegar ali com um papel e dizer: Cinco dias e rua? Sim o que somos nós? Lixo? Não vim da Síria, não sou do Iraque, não falo mandarim nem falo Grego. Tenho falado corretamente Português, que toda a gente me entenda. Agora a mim não me respondem porque eu venho aqui fazer um monólogo. Diálogo não há. Há depois uma resposta por escrito com decretos lei que eu não entendo.

Portanto eu agradecia a esta Câmara que tivesse a hombridade de falar connosco cara a cara e nos desse resposta aquilo que nós pedimos. Eu tenho lá um filho deficiente a viver naquela casa, eu pergunto: Nós agora pedimos o prazo, deram-nos até dia 8, dia 7 temos que sair. Temos água, temos luz, temos até a NOS, o meu filho está fidelizado, mando a morada para onde? Para a rua?

Temos que pagar estas coisas todas? O que é que faz a Câmara? É isto que eu pergunto. Vamos alugar uma casa? O meu filho não tem rendimentos para isso, eu tenho uma reforma de 300 euros por mês, eu pergunto a quem está sentado nestas cadeiras do poder, que deixem um bocadinho o poder e pensem como seres humanos e que vejam que se estivessem nas nossas condições, com 300 euros de reforma, se uma Câmara com este poderio não tem dinheiro para fazer obras sou eu com 300 euros que as faço? É com isso? Eu já passo com muitas dificuldades para sobreviver, sou uma pessoa que me reformei aos 33 anos com uma doença que não tem cura e eu pergunto: Se eu deixo muitas vezes os medicamentos por ir buscar, vou fazer uma obra que pertence à Câmara, que foi mal fiscalizada? São problemas vossos. Não era a Câmara de Odivelas? Era a Câmara de Loures? Não herdaram? Isto é como as heranças fica o bom e fica o mau. Morreram os que fiscalizaram? Temos pena. Os que seguiram que resolvam o problema. Porque é para isto que a gente paga os impostos. Eu se forem às Finanças, eu não devo nada à Câmara, não devo aos impostos – eu pago-os. Eu perguntei ao Sr. Vereador o seguinte: Vão emparedar o prédio? E o IMI? O Sr. Vereador respondeu-me, ele está a ouvir-me: A Fração continua a ser sua D. Rosa. Muito obrigada. É minha para pagar não é minha para viver. Eu acredito naquilo que ele disse que ele está aqui para defender pessoas e bens. Tudo bem mas, desde 2013 que nos foi dito que nos davam realojamento, em dois anos, já vai a caminhar para três, não lhe deu este repente que lhe deu agora? Foi porquê? Foi porque a SIC veio? Quiseram ficar bem na fotografia? Acho que não vão ficar porque eu não vou ficar parada.

Porque nós somos seres humanos e as pessoas que estão sentadas nesta Câmara, foram eleitas por nós e não é só para nós termos deveres, também temos direitos. É isto que eu queria que me ouvissem.

Eu estou aqui, além de ser administradora do prédio, tenho uma fração, sou a proprietária do 3º esquerdo. Eu só queria que as pessoas que aqui estão pensassem e que me dissessem se é com os vencimentos que nós temos que vamos fazer obras daquela envergadura. Se a Câmara ao menos nos pode ajudar no estudo do projeto, fazer um projeto, alguém porque nós não vamos ali buscar uma empresa de esquina, de vale de esquina, para fazer uma obra de uma estrutura de um prédio. Correto? É porque nem a Câmara nunca nos disse os valores desta obra. Como é que nós temos dinheiro para pedirmos a uma empresa que nos faça isto tudo? Não temos.

Rosa Garra (intervenção na Assembleia Municipal de Odivelas em 25 de Fevereiro de 2016) – transcrevemos a intervenção e com o cuidado de ser o mais fiéis possível ao que foi dito.

Intervenções dos Residentes do Prédio na Assembleia Municipal de 25/Fevereiro

Respostas do Presidente Hugo Martins e dos Deputados Municipais

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