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Odivelas – O CAC segundo Nuno Vicente – Porque Pedi a Demissão

Abril 5th, 2016 | by Antonio Tavares
Odivelas – O CAC segundo Nuno Vicente – Porque Pedi a Demissão
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Em Odivelas, os Clubes, como o CAC da Pontinha, vivem da dedicação de muitos, a maioria anónimos, que oferecem o seu trabalho em troco de nada e que muitas vezes dedicam largos anos da sua vida sem qualquer reconhecimento e, estando sujeitos muitas vezes a traições daqueles em quem confiaram.

É assim, desgostoso, que Nuno Vicente, uma figura conhecida no CAC, se sente depois de 7 anos de vida, de Segunda a Domingo, dedicados ao Clube Atlético e Cultural da Pontinha. Ao longo dos cerca de 23 minutos, Nuno Vicente fala do que foi a sua experiência de trabalho no CAC, do espírito de abertura e de confiança que sempre cultivou nas relações com outros dirigentes e amigos do Clube e de como se sentiu enganado e atraiçoado nas vésperas de uma Assembleia de Sócios do CAC da Pontinha quando tomou conhecimento de factos e dívidas do Clube que desconhecia.

Numa altura em que a credibilidade do CAC da Pontinha atingiu os valores mínimos de sempre de tal forma que Fernando Santos, selecionador nacional, não aceitou ser patrono do XXXV Torneio Internacional de Futebol Infantil da Pontinha e, no próprio dia da apresentação do Torneio, no Salão da Junta de Freguesia da Pontinha/Famões, Manuel Fernandes foi a solução de recurso, quando o Torneio teve de ser realizado em Lisboa no 1º de Maio e foi um fracasso, sem a habitual moldura de público como era tradição no campo de jogos do CAC da Pontinha, nem os apoios habituais, faz sentido recordar e realçar os que tudo deram e que saíram em rotura por se sentírem atraiçoados.

Algumas Notas da Entrevista:
A minha chegada ao CAC vem de um convite para representar os veteranos do clube (2008). Passados 2 meses convidaram-me para a direção do clube. O meu filho entrou para o CAC tinha 5 anos.
Prejudicava muito a família. Tive alguns problemas familiares em relação a essa situação.
Em 2008 pagava-se 70/80 euros de inscrição e depois eram as mensalidades.
Inicialmente fui diretor de campo e estava sempre disponível para tudo.
Os equipamentos (dos atletas) eram pagos pelos pais.
Eu aprendi a gostar imenso do CAC derivado às amizades que criei no clube.
Eu não tenho uma boa visão (do clube) porque não sei como é que o clube vai sobreviver a tanta dívida.
Visto não ter concordado com algumas situações que se estavam a passar da anterior direção, conhecimentos que eu vim a ter, que não tive na altura e, confrontei as pessoas na altura com algumas situações e as respostas que obtive não foram as que eu pretendia… como tal afastei-me do clube.

O que eu fazia como tesoureiro não se pode chamar com responsabilidade de tesoureiro.
A eleição para os novos corpos gerentes 2014, acontece a uma sexta-feira e a gente teve uma reunião na quinta onde me pedem para fazer parte da lista e eu disse que não queria mas lá me começaram a falar “anda lá que a gente quer ver se levanta o clube…” e eu aceitei. Eu nessa quinta-feira ficou decidido que eu pertencia à direção, à nova direção que é a atual, a direçáo neste momento e, na sexta-feira vamos para as eleições. Na sexta-feira eu fui debatido com algumas perguntas de algumas pessoas amigas que me chegaram informações que eu não tinha conhecimento anteriormente, antes de aceitar o cargo mas não foi por isso, foi derivado à anterior direção e eu confrontei algumas pessoas com essas situações e as pessoas: “não é um problema anterior, a gente não tem nada a ver com isso…”. Mas eu disse: “Eu pertenci à anterior direção é um problema também meu porque eu não sabia destas situações e estou a ser confrontado com o mesmo.
Há uma reunião que eu confronto a atual direção com esse problema onde tudo o que eu perguntei não foi dada grande importância e eu como tal decidi abandonar a direção, pedi a minha demissão ao clube.

A D. Fátima Silva(1) era a secretária. Tudo o que era despesas e dívidas colocava que era para ser entregue na contabilista.
Os dinheiros, eu nunca mexi em dinheiros.
Quem controlava os dinheiros era a Fátima Silva(1), ela tinha a caixa do clube que neste caso era feita pelo Vitor Cacito e a Fátima Silva(1) que eram os dois que tratavam das contas do clube – mais ninguém.
Houve uma altura que mencionou-se, toda a direção, não fui só eu, que chamei a atenção do Sr. Guilherme, qual era a razão de haverem cheques em branco no clube? Só com as assinaturas…

Lamento que o clube tenha chegado a esta situação. Se ele está assim por alguma razão foi, se calhar mais tarde ou mais cedo vai-se saber porquê. O que eu penso do futuro… não vejo um futuro muito risonho para o clube. O clube tem muitos problemas que têm de ser resolvidos e se alguém tem de ser chamado à pedra – que seja.

Uma auditoria externa foi uma das coisas porque eu me bati na última saída do clube. Eu mencionei essa situação à frente de todos os membros que estavam lá – tanto do conselho fiscal como de toda a gente. Se não querem ter dúvidas neste clube vão para uma auditoria.
Algumas dívidas que o clube tinha e que as pessoas que lá estavam não sabiam o valor em causa. Estarem-me a esconder situações quando lá estava de boa vontade para ajudar o clube… e só se saber algumas coisas é mau.

Se hoje o convidassem para voltar ao CAC qual era a sua resposta?
– Neste momento não!

(1) Fátima Silva, mulher de Luís Filipe Silva, ambos da rádio cruzeiro de Odivelas.

Ouvir a Entrevista com Nuno Vicente

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