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Odivelas – A Cedência da Casa da Memória à MTA

Abril 7th, 2016 | by Antonio Tavares

A cedência da Casa da Memória, no centro de Odivelas, à MTA – Medical Tourism Association, continua a agitar as águas e, depois de ter passado pela Assembleia de Freguesia de Odivelas em 29 de Julho de 2015, chegou a vez de ser debatida na Assembleia Municipal de 17 de Março passado, tendo a questão sido apresentada pela Deputada Municipal da CDU, Maria João Loya e respondida pelo Vice-Presidente Paulo César Teixeira.

No fundo, sendo a MTA uma empresa que se dedica ao turismo de saúde e que vai realizar ações de promoção no Concelho nas quais o Município fica obrigado a dar apoio, não se compreende porque vai desfrutar da Casa da Memória em local privilegiado do centro histórico e não poderia ir, por exemplo, para uma das lojas do mercado de Odivelas. A questão ainda é que no protocolo celebrado, que juntamos em anexo, não se vê qualquer benefício que seja contrapartida do valor contido no espaço cedido, água e eletricidade… Ainda se os estabelecimentos de saúde alvo da ação comercial da MTA fossem no território do Município, poderíamos considerar a instalação da MTA na Casa da Memória um investimento Municipal mas não é o caso e, ou os responsáveis não souberam passar as vantagens deste acordo ou decididamente este não é um bom negócio para o Município nem o local devia ter sido considerado como hipótese. O protocolo é tripartido e incluí a Câmara Municipal, a MTA e a Junta de Freguesia de Odivelas.

Da Junta de Freguesia de Odivelas fica a péssima ideia que, incapaz de compreender a importância da Casa da Memória, a considerou um peso do qual se aliviou na primeira oportunidade e alugou, sem encargos e com cama e roupa lavada, como uma parte de casa a uns senhores ricos da américa. O Povo é sereno e em 2017 nem se vai mais lembrar deste tiro no pé de Nuno Gaudêncio e, verdade verdadinha, a maioria do Povo nem sabe onde fica a Casa da Memória. Num Concelho em que a visão turistificante tem o foco único no Mosteiro de Odivelas sem cuidar, por exemplo, do Castro da Amoreira, estamos falados.

Protocolo em formato PDF

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