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Odivelas – O CAC e o Escândalo no Futebol Nacional Feminino

Maio 6th, 2016 | by Antonio Tavares
Odivelas – O CAC e  o Escândalo no Futebol Nacional Feminino
Desporto
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Jogadora do CAC, expulsa, por vermelho direto, no dia 6 de Fevereiro, sábado, joga no dia 7, domingo, no jogo de seniores contra o V.Setúbal.  Estoril Praia, “obrigado” a jogar nos próximos dias, 7 e 8 de Maio, contra tudo o que está estabelecido. Onde está a verdade desportiva? Assim vai o futebol nacional feminino.

Na entrevista com Tiago Viegas, treinador principal da equipa de Futebol Senior Feminino do Estoril Praia, falamos do projeto que o trouxe para o clube onde impôs as regras e os valores que fazem do Estoril, na atualidade, uma equipa de topo no Futebol Senior Feminino, abordamos em termos gerais o atual momento do Futebol Feminino, o “caso” CAC em que uma jogadora com vermelho direto num dia (6/Fev), joga no dia seguinte (7/Fev) contra o V.Setúbal, situação que ficou impune e que põe em causa a verdade desportiva da competição e, terminamos com uma projeção do que poderá vir a ser a Liga de Elite e de como vai afetar os Clubes atuais que serão despojados das suas jogadoras, as quais já estão a assinar pelos “Grandes”. Refira-se aqui o caso concreto do Estoril que já tem confirmadas as saídas de seis jogadoras do seu plantel atual para o Sporting.

Perante estes atropelos à verdade desportiva, como é evidente na entrevista, fica a pouca vontade de Tiago Viegas continuar a apostar no futebol feminino, ficam também a indignação das atletas que, no Estoril como noutros clubes, dão o máximo nas quatro linhas e não aceitam estes atropelos à verdade desportiva que, não respeitando os regulamentos (1), descredibilizam o futebol feminino e põem em causa os alicerces sobre os quais se vai construir uma Liga de Elite.

Perante esta situação grave em que o CAC não lhe vê ser aplicado qualquer castigo, a pergunta que poderá ficar aos leitores será a razão porque os Clubes diretamente envolvidos na competição se mantêm calados? Pois… ao que parece poderão haver promessas verbais, a alguns Clubes, do acesso direto à Liga de Elite…mas poderão haver algumas surpresas.

Parte da Entrevista – Apenas com o “Caso” CAC

Entrevista Total


(1) FPF – Regulamento Disciplinar; Secção III – Do cumprimento e efeitos das sanções, SUB-Secção III Suspensão

Artigo 35.º
Da suspensão preventiva automática dos jogadores
1.
O jogador apenas fica suspenso preventivamente, quando o árbitro mencione na ficha técnica que o
mesmo foi expulso ou considerado expulso antes, durante ou depois do jogo, não sendo necessária outra
notificação para além desta menção.
2.
Sempre que o delegado do Clube ao jogo ou quem o substitua não assine a ficha técnica de jogo, o
árbitro faz constar esse facto no relatório do jogo, não entregando ao delegado do Clube os cartões dos
jogadores expulsos e considerados como tal, remetendo-os à FPF.
3.
Nos casos previstos no número anterior o jogador considera-se igualmente suspenso preventivamente de forma automática.
4.
A suspensão preventiva automática cessa decorridos 12 dias a contar da data do jogo em que ocorreu a expulsão nos casos em que não tenha sido proferida decisão definitiva sobre os factos de que ela decorre,
exceto se estiver pendente procedimento disciplinar e o jogador tenha neste sido suspenso preventivamente.
5.
Se a Secção não profissional considerar insuficientes os elementos constantes do relatório do jogo para qualificar e sancionar a falta, pode prolongar, mediante notificação, a suspensão preventiva automática do jogador até ao máximo de 20 dias.
6.
Quando a infração for cometida em jogos realizados no estrangeiro ou em jogos previstos nas alíneas
d) e e) do número 1 do artigo 3º, a suspensão preventiva apenas se inicia com a prévia notificação da mesma pela Secção não profissional.

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