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Odivelas – Discursos do 25 de Abril – O PSD

Maio 8th, 2016 | by Antonio Tavares

Nota Prévia: Este vídeo só agora é apresentado por vicissitudes decorrentes de comentários que a serem disponibilizados iriam criar algumas alergias políticas. Que fique bem claro que esta é a última vez que branqueamos comentários da “geral”. Pela consideração que nos merecem algumas pessoas do PSD, fizemos o especial esforço de ao longo desta semana “depurar” o som que, como alguns que têm formação nesta área sabem, não é tarefa fácil. Não o voltaremos a fazer.

O discurso de Pedro Martins do PSD – Odivelas
Sras Deputadas e amigas da Assembleia da República, Dra Sandra Pereira e Dra Susana Amador
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal, de Odivelas e Srs Vereadores
Sr Presidente da Assembleia Municipal De Odivelas e colegas deputados municipais
Sr Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas e das Uniões de freguesia presentes
Sr. Diretor do agrupamento de escolas Pedro Alexandrino, nosso anfitrião
Srs Representantes do tecido associativo e económico presentes
Srs representantes das forças de segurança e demais entidades da sociedade civil
Caros funcionários municipais que apoiam esta sessão
Convidados e Comunicação social presente
Minhas senhoras e meus senhores

Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma.

Foi com estas palavras que os militares, instalados no Posto de Comando do MFA na Pontinha, davam início ao mais importante e significativo acontecimento do século XX em Portugal: a revolução de Abril, dos cravos, dos militares, a revolução para a Democracia, Liberdade e Igualdade que com epílogo e concretização no 25 de novembro, resgatou Portugal da sombra, da penumbra e do jugo de uma ditadura atroz, que nos amordaçou desde a 1ª República.

Foi o fim de 48 anos de uma ditadura autoritária, da polícia política, da perseguição, censura, falta de liberdade individual e coletiva.
Uma revolução que rompe com o passado, e abre-se Portugal á modernidade e ao progresso
Abril e a revolução trouxe-nos acima de tudo a possibilidade de sermos felizes.

Por tudo isso e por tudo o que possa caber nestas palavras, agradecer aos homens e mulheres, que antes, durante e depois lutaram para que hoje possamos comemorar, discursar, refletir e até criticar, é tão justo como merecido. A todos eles: obrigado.
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Eu pertenço a uma geração que cresce após 1974.
Nós, os filhos da revolução, não sofremos os horrores da ditadura, não fugimos á PIDE, não estivemos presos e não fomos para o Ultramar.
Para nós Salazar, Marcelo Caetano e a revolução são figuras e acontecimentos históricos.

Crescemos tendo a Liberdade como um dado adquirido, em nome do qual opinamos, discutimos, refletimos individual e coletivamente, um dado que nos permite a manifestação e a crítica. Uma realidade que nos permite gritar aos sete ventos se assim quisermos.
Para nós a revolução de 1974 é passado, um passado que no entanto respeitamos, como momento basilar na construção da nossa identidade coletiva.
Abril promoveu a melhoria das condições de vida dos portugueses e alterou mentalidades, demonstrando a capacidade coletiva de sermos tão bons como todos os outros.
No entanto há ainda muita revolução para se fazer, para que eu, vós e as gerações futuras vivam num Portugal diferente, num Portugal melhor.
Esta é a nossa visão do 25 de abril de 1974. Uma visão virada para o futuro, que privilegie o bem estar e desenvolvimento de um pais mais humanista, mais progressista e próspero.

E porque é esta a nossa visão e porque os momentos históricos são fatuais, consideramos que 25 de abril foi uma conquista nacional, porque a revoluções não são deste ou daquele mas sim de todos. E esta foi das dezenas de capitães que o iniciaram, das centenas de soldados que o executaram e dos milhares de populares que o apoiaram.
25 de abril é de todos aqueles que antes, durante e acima de tudo após continuaram a lutar para que o fim da velha ditadura não desse origem a uma ditadura nova. O 25 de abril é de todos aqueles que ao longo destes 42 anos lutam para que Portugal seja mais democrático, mais livre e igualitário.
Não é verdade que a revolução seja deste ou daquele. A revolução não pode ser apropriada aqueles que se julgam donos dela. A revolução não é pertença da esquerda. Mais do que um slogan, um argumento político, um logotipo ou um cravo na lapela, o 25 de abril é meu, é vosso, é de todos nós. Não de poucos mas de muitos, é de todos.

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Minhas Sras e meus Srs.
Portugal é hoje um pais livre, um pais europeísta, um país do e no mundo. Estamos hoje mais preparado para os desafios globais e já demonstramos do que somos capazes e que nunca nos resignamos.
Disso fomos chamados a dar prova nos últimos 4 anos.
Fruto da ação dos sucessivos governos pós revolução, os portugueses atingiram, é verdade, patamares mínimos de conforto e satisfação pessoal e coletiva, quer do ponto de vista social, cívico, cultural, político e económico.
Abril valeu a pena.

No entanto a missão está inacabada, como sempre é inacabada a luta e a conquista pelos sonhos e pela construção de um futuro melhor.
Passámos nos últimos 4 anos o momento mais difícil, de que a nossa história recente nos deu a conhecer.
A situação calamitosa em que colocaram Portugal em 2011 obrigou-nos a passar por esforços e sacrifícios que seriam desnecessários, obrigando o PSD e a coligação governativa a fazer uma nova revolução, que nos restituísse algo tão importante como sermos donos do nosso próprio destino a nossa soberania.
E fez-se de novo a revolução quando consolidámos as contas públicas e restituímos a credibilidade internacional ao nosso pais.
Fez-se a revolução com o aumento das exportações e se atingiu equilíbrios ao nível da balança comercial.
Fez-se a revolução com as medidas que baixaram o desemprego ou com as medidas que colocaram a economia novamente a crescer.
Fez-se a revolução quando demos um pontapé á troika e nos lixámos para as eleições, colocando os portugueses e o interesse nacional acima de todo e qualquer objetivo partidário ou pessoal.
E fez-se a revolução quando ganhamos as eleições embora logo depois se tenha feito uma contra-revolução.
Lutamos e reconquistamos. Voltou-se a fazer abril e eu orgulho-me.

Não relembrarei protagonistas, culpas, causas e efeitos do passado. E não o faço porque não é necessário.
Os culpados são sobejamente conhecidos e mesmo que por vezes uns tentem mascarar e fazer esquecer o passado, a memória dos portugueses, e é essa que conta, não é assim tão curta.
Neste tempo novo, como representante do PSD nesta sessão asseguro que o meu partido, o Partido Social Democrata estará, como sempre, pronto para continuar a lutar pelo sonho de um Portugal mais moderno, mais livre, mais igual e mais desenvolvido,

Meus senhores e minhas senhoras
Há ainda outra revolução para fazer e o PSD dirá presente, sempre ao lado daqueles que nos movem a ação: os Portugueses.
Porque como disse Francisco Sá Carneiro:
“O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me seja sob que pretexto for”
Nós não nos calaremos e a nossa revolução é de futuro.
Um futuro para as novas gerações. Para a minha, para a nossa e para os nossos filhos. Para todos nós.
Nos últimos 4 anos foi feito um caminho de desenvolvimento, agora interrompido. E sobre isso não nos calaremos e exigimos um novo 25.
Um novo 25 na segurança social, numa reforma efetiva que garanta ás novas gerações a sustentabilidade que é sua por direito.
Um novo 25 na educação, onde se encontrem consensos para que as gerações vindouras estejam preparadas para o mundo global e competitivo que vivemos.
Um novo 25 para um crescimento económico que se sustente no aumento do investimento externo, aumento das exportações e diminuição do desemprego.
Um novo 25 na ação politica, para que se volte a focalizar nos portugueses e no interesse nacional
É isto que as novas gerações exigem. É assim que para nós o 25 de abril de 1974 ganha sentido todos os dias, como ferramenta para garantir futuro a nós e aos nossos filhos.

Meus srs e minhas sras.
Para terminar, a nossa terra, Odivelas
E olhar para Odivelas é igualmente olhar o futuro.
Odivelas conta hoje com duas filhas da terra como representantes na Assembleia da República.
Duas mulheres, Dra Sandra Pereira e Dra Susana Amador as quais deixo palavras de motivação e votos de bom trabalho, para que connosco sejam vozes ativas no parlamento em defesa de Odivelas e sejam escopo e martelo na construção de uma sociedade mais justa, plural e solidária.
Também aqui se vive abril.
Odivelas, indiscutivelmente cresceu e beneficiou, tal como todo o país, da autonomia e do fortalecimento do poder local democrático.
Também em Odivelas se tem feito abril. E respirou-se abril quando o anterior governo fez construir dois centros de saúde no concelho, quando deu condições á PSP, com a instalação dos seus serviços na Póvoa de Santo Adrião, quando abriu o nó da CRIL na Pontinha,
Respirou-se abril nos 15 milhões de euros investidos na nossa terra.
Um investimento do anterior governo, num período, sublinhe-se porque não é de su menos importância, particularmente difícil, mas onde a boa governação não esqueceu os odivelenses.
Mas a missão de sermos autarcas e do exercício do serviço público impele-nos á redescoberta permanente.
Todos os dias novas e antigas realidades empurram-nos para a busca de soluções e novas respostas, novos modelos, novas políticas.
Abril, Odivelas e os odivelenses, confiam no poder local democrático e são eles que devem estar no centro da nossa ação:
Uma ação que garanta mais e melhor planeamento urbano, melhor espaço público, serviços mais próximos do cidadão e políticas de efetivo apoio ao associativismo local, para os mais jovens, para as empresas e para as famílias.
Faça-se um novo 25 na procura de solução para a requalificação da feira da arroja, ou do mercado municipal, na resposta para o antigo complexo Isabel de Portugal, o complexo do Porto Pinheiro, a EB Avelar Brotero, ou para a entrada da centenária vila de Caneças, só para citar alguns pontos.
Um novo 25 que potencie os nossos traços de identidade histórica, patrimonial e gastronómica, que traga mais valia, valor acrescentado á nossa terra, terra onde está sepultado o maior Rei de Portugal: El Rei D. Dinis.
Mas não escalpelizando mais, até porque há órgãos e momentos próprios para esta reflexão, deixo uma preocupação central, que pelo seu simbolismo a todos nos deve unir, na procura de uma resposta coesa e que sirva os interesses dos odivelenses e da nossa terra: O mosteiro de S. Dinis e São bernardo.
Odivelas nasce naquele local. Naquele local vive-se história e a identidade do que é ser odivelense. Apelamos a que tudo seja feito para que de uma vez por todas, todo aquele património, todo aquele edificado seja disponibilizado a Odivelas e ás suas gentes, possa ser usufruído por novos e velhos, artistas, estudantes, pelo cidadão comum.
Qualquer solução que que venha a ser encontrada terá de ser mais do que uma resposta á ocupação do espaço, mas um libertar da história aos odivelenses.

Minhas senhoras e meus senhores
o PSD Odivelas não abdica hoje como abdicará nunca de construir as melhores soluções para a o nosso concelho.
Um PSD que, em Odivelas, suporta hoje a sua ação política de forma rejuvenescida, nova, fresca e dinâmica..
Numa ação autárquica responsável, séria, que abra horizontes, e que traga novas respostas para novos e antigos problemas.
Respostas mais adequadas aos dias globalizados e digitais que hoje vivemos.
Numa política onde a nobreza seja uma questão de honra, uma pedra de toque.
Uma política para o bem-estar, para a prosperidade e para a felicidade.
Porque é para sermos felizes que se fazem as revoluções.

Viva o 25 de abril
Viva o PSD
Viva Odivelas
Viva Portugal

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