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Odivelas está mal de saúde. UCSP de Odivelas será transformada numa USF designada por “Colina de Odivelas”.

Odivelas está mal de saúde. UCSP de Odivelas será transformada numa USF designada por “Colina de Odivelas”.

Maio 30th, 2016
Politica

Dia 9 de Junho a UCSP de Odivelas será transformada numa USF designada por “Colina de Odivelas”.

Odivelas está mal de saúde.

A partir do dia 9 de Junho a UCSP de Odivelas será transformada numa USF designada por “Colina de Odivelas”. De acordo com as determinações da direcção do ACES Loures-Odivelas, o processo deverá suceder com a maior brevidade possível. E também se sabe que esta Unidade de Saúde Familiar será constituída, mesmo sem estarem reunidas todas as condições para que isso aconteça, nomeadamente por não haver médicos de medicina geral familiar para todos os utentes.

Segundo José Maria Pignatelli, “de acordo com os últimos dados divulgados pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (no documento do “Núcleo de Estudos e Planeamento”, de 2015), na UCSP de Odivelas encontram-se sem médico de família atribuído 18.631 utentes”.

O acontecimento percipitou diversas notícias, algumas delas também publicadas pela Odivelas TV. Em consequência, o deputado municipal do CDS-PP apresentou uma recomendação no sentido da Câmara Municipal de Odivelas “interceder junto da direcção do ACES Loures-Odivelas, para que seja acautelada a qualidade do atendimento de saúde aos mais de 32.200 utentes inscritos na actual Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da cidade de Odivelas, bem como diligenciar no sentido de antecipar o processo relativo à construção do edifício da nova unidade de saúde de Odivelas, por ser a única garantia da qualidade do atendimento de saúde para esses milhares de utentes”.

O autarca centrista fez ainda uma exposição sobre o assunto, começando por explicar que “uma Unidade de Saúde Familiar – vulgo USF – se identifica – A priori – com um conceito reformador do atendimento público da medicina de proximidade, numa perspectiva de médio ou longo prazo”.

Esta organização – esclareceu – deverá substituir as Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, os habitualmente designados centros de saúde, de modo sustentado. Quer isto dizer que a constituição de uma USF assenta sobre uma organização e planeamento parametrizados em diversas premissas, entre elas a inexistência de utentes sem médico de família; de equipas clinica, de enfermagem e de técnicas auxiliares multidisciplinar, em número definido de acordo com um rácio de utentes e que podem ser convidados pela direcção, previamente nomeada para a constituição dessas unidades”.

Nova USF integrará médicas reformadas

José Maria Pignatelli afirmou que os utentes terão outras preocupações, observando: “É extraordinário que duas médicas, de um corpo clínico de seis elementos, se encontram já reformadas e a exercerem a profissão por força de contratos para prolongamento de permanência, sabendo-se que uma USF é um projecto de longo prazo e que uma equipa de seis clínicos terá de garantir consultas a mais de 13.600 utentes que são os que já têm médico de família e serão atendidos na nova USF “Colina de Odivelas””.

O Deputado Municipal adiantou que “apenas dois clínicos auxiliados por médicos de recurso terão de acautelar as consultas aos mais de 18.600 utentes sem médico de família, naquilo que restará da UCSP, ou seja do Centro de Saúde de Odivelas e que terá de funcionar paredes-meias com a nova USF, na ala do edifício da USF da Ramada, até agora disponibilizado à mega Centro de Saúde de Odivelas, ignorando-se a falta de condições/estrutura física para que tal aconteça, pois acontece num momento em que ainda não se conhece o prazo de início e conclusão do novo edifício destinado a albergar uma unidade de saúde de proximidade, na cidade de Odivelas”.

José Maria Pignatelli vai mais longe, advertindo que, “afinal, todos os utentes, tenham ou não médico de família, ficarão dependentes de uma só equipa de enfermagem que foi nomeada para a nova USF e entrará em funções no próximo dia 9 de Junho”. E o autarca disse que também foi alertado nos últimos meses, para o facto de “se omitirem da lista de doentes sem médico de família, as crianças recém-nascidas cuja inscrição obriga a ser-lhes atribuído médico de medicina familiar e, como consequência direta são “empurradas” para as urgências ou consultas do hospital Beatriz Ângelo”.

O Eleito centrista colocou duas interrogações: “Que motivos suportam a iniciativa do ACES Loures-Odivelas em constituir apressadamente uma Unidade de Saúde Familiar, aumentando a precaridade do atendimento a pelo menos mais de 18.600 munícipes da cidade de Odivelas? E que razão levou o vereador Edgar Valles a confirmar esta notícia durante a reunião do Executivo da Câmara Municipal, quinze dias depois de me ter desmentido, diante dos convidados da Comissão Municipal de Coesão Social e Saúde, numa reunião dedicada à Intervenção Precoce na Infância no Concelho de Odivelas?

José Maria Pignatelli concluiu que os factos se devem ficar a dever “ou a razões de natureza política e à intrínseca necessidade em mostrar trabalho desenvolvido, ou a questões que se prendem simplesmente com o ego dos responsáveis pela gestão do ACES Loures-Odivelas”.

A explanação do autarca centrista na Assembleia Municipal, acabaria por terminar com uma troca de afirmações entre o vereador socialista Edgar Valles e o deputado municipal José Maria Pignatelli.


Ver abaixo em “Artigos Relacionados” a intervenção referida do Vereador Vales na Reunião de Câmara de 18 de Maio.

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