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Edgar Vales sem Respostas Confrontado com Modelo Falhado da Malaposta

Edgar Vales sem Respostas Confrontado com Modelo Falhado da Malaposta

Setembro 14th, 2016
Cultura

Ontem, dia 13 de Setembro, o vereador Edgar Vales reuniu com uma delegação do BE que lhe colocou algumas dúvidas sobre o modelo financeiro da concessão da Malaposta e, assumiu simplesmente que não tinha resposta e eram dados novos sobre os quais teria de pensar.

Na verdade e através de comunicado que fez chegar à nossa redação, o BE informa que uma delegação composta pelo Deputado Jorge Campos e o grupo municipal do Bloco de Esquerda Odivelas, esteve ontem, dia 13 de Setembro, reunida com o vereador Edgar Vales para apresentarem algumas dívidas sobre a concessão.

O estudo, apresentado pela Consultora Liber129 que está na base da decisão do vereador Edgar Vales de entregar a Concessão da Malaposta, sustenta a razoabilidade financeira da concessão. Segundo o estudo, a viabilidade financeira é garantida pela projeção de receitas próprias de 200 mil euros, dos quais, 170 mil são receitas de bilheteira de espetáculos de teatro. Aliado a um subsídio de exploração municipal de 280 mil euros para cobrir despesas fixas, as receitas criadas serviriam para financiar o orçamento de programação orçado em 152 mil euros.

O problema, para o BE, é que nenhum teatro no país apresenta receitas a este nível. Numa simples projeção de €5 por bilhete, isto implicaria 34 mil entradas pagas por ano, cerca de 100 espetadores por dia incluindo segundas e terças-feiras. Um cenário irrealista para um teatro com 159 lugares. Para termo de comparação, nem sequer o Teatro Nacional Dona Maria II apresentou nos últimos anos receitas de bilheteira a este nível. Significa isto que, para garantir a programação sustentada da Malaposta sem criar défice operacional, alguma variável terá de se alterar: ou o município aumenta o subsídio de exploração, ou os salários descem, ou a programação é reduzida. Caso contrário, a Malaposta entrará em colapso ao final de alguns meses de concessão.

Perante estas dúvidas, o vereador assumiu simplesmente que não tinha resposta e era um dado novo sobre o qual teria de pensar.  E pergunta o BE: Vai só pensar?

Para o BE, este modelo é falhado à partida e o município não sabia. É criticável que uma Consultora se preste ao serviço de martelar projeções financeiras para justificar uma concessão de um serviço público essencial, mas é manifesta incompetência e laxismo político a vereação da Cultura prestar-se ao serviço e assinar de cruz uma decisão tão perigosa para o Centro Cultural.

 

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