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A FERLAP, Os TPC, os Pais e a Escola

Novembro 4th, 2016 | by Antonio Tavares
A FERLAP, Os TPC, os Pais e a Escola
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Recebemos da FERLAP o seguinte comunicado:
Os TPC, os Pais e a Escola
Algumas reflexões a propósito das notícias que surgiram nos últimos dias, sobre a greve aos TPC, nos fins-de-semana do mês de Novembro, por parte dos Pais espanhóis.
Os Pais portugueses conhecem bem a realidade e as dificuldades de que falam os Pais espanhóis, que, talvez por isso, merecem o seu apoio e a sua compreensão bem como o reconhecimento pela coragem demonstrada com a atitude assumida em defesa do que consideram correcto.
Pensamos, embora os TPC, para além do que referem os Pais espanhóis, contribuam, também, para promover a desigualdade de oportunidades entre alunos de estratos sociais diferentes, que os problemas da Escola em Portugal não se resumem ao excesso da TPC.
Pensamos que embora tenham sido aventadas algumas ideias (redução do número de alunos por turma, alteração do currículo, redução da carga horária) que a concretizarem-se apontam num sentido que consideramos mais correcto, outras existem que nos lembram que muito há por fazer (Agrupamentos sem polidesportivo coberto (em alguns casos o único
Agrupamento de um Concelho), falta de Pessoal Não Docente, falta de Pessoal Técnico, Escolas degradadas e/ou com amianto, horários duplos, turmas sobrelotadas, currículos enormes, currículos dos docentes ultrapassados, ANEE’s sem condições e muitas outras) se queremos uma Escola que prepare para o Futuro.
Pensamos que a Escola, hoje, em Portugal, não corresponde às expectativas, não promove a igualdade de oportunidades e não responde às necessidades de uma sociedade em constante mutação. Assim, consideramos que é necessário que sejam encontradas soluções e tomadas medidas que, infelizmente, não se resumem à “abolição” dos TPC.
Consideramos que a procura de soluções para a Escola do (Portugal) Futuro, passa pelo envolvimento de toda a comunidade escolar (Alunos, Pais, Professores, Pessoal Não Docente e Comunidade Cientifica) e que a implementação das medidas, obriga a um Pacto
Político para a Educação a não menos de vinte anos. hoje Existem já Países (entre os quais a Finlândia e a Espanha) que procuram alternativas ao sistema clássico de ensino, que conta já com algumas centenas de anos sem alterações significativas. Talvez esteja na altura de enveredarmos por esse caminho, até porque, temos exemplos de modelos diferentes já implantados com sucesso (por exemplo a Escola da Ponte) em Portugal.
Isidoro Roque
Presidente do CE
Lisboa, 4 de Novembro de 2016

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