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Inquérito de opinião ao MAP da Região da FERLAP

Novembro 24th, 2016 | by Antonio Tavares
Inquérito de opinião ao MAP da Região da FERLAP
Cultura
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Porque, pensamos que os pais têm opinião na Educação dos seus filhos….

A FERLAP – Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, realizou, no final do Ano Lectivo de 2015/16, um inquérito de opinião ao Movimento Associativo Parental da sua Região. O inquérito foi da responsabilidade do Sociólogo Isidoro Roque e teve por objectivo trazer ao conhecimento da FERLAP, de uma forma mais concreta, a opinião do Movimento Associativo Parental da sua Região sobre a Educação em Portugal. A distribuição foi feita através de uma lista de distribuição de email disponível ao momento e cujo conteúdo pode não se encontrar actualizado. Como resultado do inquérito obtivemos dados que reforçam a opinião que tem sido difundida pela FERLAP – Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais e que pensamos ser de extrema importância chegar ao conhecimento e ser tida em consideração pelos Governos (Nacional, Regionais e Locais) e Partidos Políticos, pelos Sindicatos e Organizações Profissionais e pela Comunidade Científica, bem como chegar a todos os portugueses.
Foram obtidas cinquenta e três (53) respostas, sendo que cinquenta e duas (52) são de Associações de Pais e uma (1) de uma Federação Concelhia de Associações de Pais, que se distribuíram da seguinte forma, cinquenta e uma (51) do Distrito de Lisboa e duas (2) do Distrito de Santarém, sendo que quarenta e um (41) são Associações de Escola, dez (10) de Associações de Agrupamento de Escolas, uma (1) de Federação Concelhia e uma (1) de Escola com Contrato de Associação.
(Os dados obtidos seguem em anexo)
Consideram as Associações de Pais inquiridas, que:
GERAL
 É urgente um Pacto Político para a Educação (a vinte (20) opina a FERLAP) que permita a estabilidade necessária para se atingir o objectivo último da Educação de Qualidade: Mulheres e Homens preparados para enfrentar o Futuro com as competências necessárias. (93%)
PESSOAL NÃO DOCENTE
 Tem que ser revista a forma como são atribuídas as dotações de pessoal não docente. Estas não podem estar dependentes apenas do número de alunos. É necessário serem tidas em consideração a arquitectura das Escolas (93%), a população escolar que a constituí e o local onde se encontra inserida (87%).
 Os Assistentes Operacionais devem ter formação específica para as funções que desempenham (93%).
PROFESSORES
 Os Professores devem auferir de uma formação contínua que lhes permita acompanhar a os Alunos do séc. XXI (98%).
 A precariedade laboral dos professores contribui para a desmotivação dos mesmos (85%), contribuindo este estado de espírito para o insucesso escolar dos Alunos (89%).
 Consideramos necessário haver uma avaliação à competência e desempenho dos Professores (87%)..
EXAMES
 Apenas 39,6% das inquiridas consideram necessários os exames em todos os finais de Ciclo.
MANUAIS ESCOLARES
 Os Manuais devem ter uma validade minima e apenas podem ser alterados se as actualizações não puderem ser feitas através de adendas (93%).
 Sendo um serviço público, os Manuais devem reflectir o custo da produção acrescido de uma pequena margem de lucro defenda pelo Governo (87%).
 Apenas 9,4% das inquiridas não concorda com a publicação dos Manuais pela Editora do Ministério da Educação, por outro lado, apenas 28,3% não concorda com a ideia de os Manuais serem pertença da Escola, sendo distribuidos no início do Ano Lectivo e recolhidos no final.
A ESCOLA É EDUCAÇÃO E NÃO APENAS ENSINO
 A Escola deve ser um espaço de cidadania onde se aprende mais do que o saber científico (47%), sendo que que 39% não concordam e os restantes não têm opinião definida. Para mais de 75% das inquiridas a Escola não deve ser o reflexo da sociedade, antes, a sociedade deve ser o reflexo da Escola.
A ESCOLA A TEMPO INTEIRO
 Mais de 88% das inquiridas considera que devem ser aplicadas Políticas Sociais que permitam aos Pais um acompanhamento efectivo dos Filhos. Que enquanto tal não for possível a Escola a tempo inteiro deve ser essencialmente lúdica e formativa a nível das competências sociais e não uma continuação das aulas (89%).
CURRICULO
 Apenas 9,4% das inquiridas considera como uma certeza que os métodos de ensino conseguem acompanhar os Alunos de hoje.
 Mais de 88% consideram ainda que os programas são demasiado extensos impedindo o consolidar de conhecimentos por parte dos Alunos.
 Apenas 1,9% das inquiridas não concorda com a ideia de que, hoje, os curriculos devem ser cada vez mais orientados para capacitar os Alunos a gerir e a recolher informação de entre toda a informação disponível a que têm cada vez mais acesso.
DISCIPLINA
 A presença de adultos nos espaços de recreio, é fundamental para reduzir os casos de violência e bullying (90%).
 Penas 3,8% consideram que a indisciplina é consequência da “falta de educação em casa”, por outro lado, mais de 64% consideram que a indisciplina pode de alguma forma ser consequência da falta de preparação dos Professores para lidarem com a realidade estudantil de hoje.
 30% consideram que mais Alunos por Turma aumenta a indisciplina e 52% consideram que embora não seja determinante, contribui para a indisciplina.
SUCESSO
 58% das inquiridas considera que um menor número de Alunos por Turma aumenta aumenta o sucesso escolar e 39% consideram que embora não seja determinante, tem influência.
PERCURSOS ALTERNATIVOS
 Os Currículos Alternativos devem seguir um percurso paralelo ao Ensino Regular de forma a que em qualquer altura os Alunos possam alternar entre percursos (86%) e devem permitir o acesso ao Ensino Superior em condições de igualdade (73%). Por outro lado, apenas 27% das inquiridas consideram que os Cursos Vocacionais são realmente úteis sendo que 11% consideram que servem apenas para manter os Alunos na Escola até completarem os 18 anos.
DIRECTOR
 56% das inquiridas considera que a direcção da Escola/Agrupamento deve ser entregue ao Director.
CONSELHO GERAL
 Os Pais podem influenciar as decisões do Conselho Geral (77%), mesmo que apenas por vezes (60%).
A ESCOLA E A COMUNIDADE
 A Escola depois do horário Lectivo deve ser aberta à comunidade para que esta possa usufruir dos meios disponíveis, mediante a aceitação de regras que impeçam a deterioração da Escola.
Isidoro Roque
Presidente do CE da FERLAP
Lisboa, 23 de Novembro de 2016

ANEXOS – Tabelas com Dados

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