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Odivelas – Cultura, lusofonia e uma avença

Dezembro 1st, 2016 | by Antonio Tavares
Odivelas – Cultura, lusofonia e uma avença
Politica
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Em Odivelas, lusofonia custa 106 mil numa avença

É inaceitável que se paguem mais de 106.900 euros numa avença de um técnico para fazer a promoção e a ‘gestão da área da Lusofonia’ que se circunscreve a duas bienais, eventos que têm uma fraquíssima audiência”, disse José Maria Pignatelli, do CDS-PP, adiantando que, “em 2017, acontecerá mais uma bienal e por isso o orçamento passa de 280 para 50.000 euros, somente para a cultura lusófona, enquanto decresce 64.500 euros para o restante sector da cultura”.

No comunicado do autarca, pode ler-se que “segundo uma comunicação do Presidente, o prestador do serviço Mário Máximo dos Santos, tem treze missões entre elas, a dinamização da Bienal da Cultura Lusófona, do fórum Lusofonia e do encontro dos escritores lusófonos; aprofundamento da carta Municipal de Odivelas para os assuntos da lusofonia; preparação de novos projectos envolvendo a Câmara Municipal de Odivelas e a lusofonia; acordos com a União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa (UCCLA), com a CPLP e com o Conselho Executivo da CPLP;  e ainda a cooperação com países e instituições da lusofonia”.

Para o deputado centrista, “o documento que recebi da presidência da Câmara Municipal, deixa-me antever que Odivelas é a capital do mundo lusófono, onde se gastam mais de 177.000 euros, mesmo desconhecendo os documentos que se mencionam e os eventos que se realizaram ou se prometem, consubstanciando toda esta dinâmica em torno da língua de Camões e das causas lusófonas”.

José Maria Pignatelli mostra-se surpreendido “por não conseguir vislumbrar os reais benefícios para o concelho de Odivelas desta imensa actividade cultural e onde e quando aconteceu, bem como não conseguir descobrir o que são as ‘Redes para o Desenvolvimento’ que o técnico contratado acompanha”.

O autarca considera ser extraordinário a comunicação do aprofundamento da carta Municipal de Odivelas para os assuntos da Lusofonia, pois trata-se de “um documento que nunca mais se ouviu falar desde que foi aprovado por esta Assembleia Municipal, no mandato anterior – em 25 de Setembro de 2013 -, e que anunciava um Portal da Lusofonia, um Observatório e um prémio literário”.

Para o Deputado centrista, pagar 35.645 euros anuais, durante três anos, a um técnico para fazer a gestão da área da lusofonia, “é uma afronta a muitos dos que trabalham no município de Odivelas, com dedicação e sentido do dever”.

Só agora se farão obras anunciadas há mais de 3 anos

O Deputado municipal realça a falta de estratégia relativamente ao futuro do escasso património histórico de Odivelas: “Pelo terceiro ano consecutivo, somos confrontados com a reabilitação da Quinta do Espirito Santo (agora, com uma dotação superior a 464 mil euros, entre duas fases), a reabilitação da Fonte das Piçarras e construção do Centro Interpretativo da Água (encontram-se atribuídos 157.000 euros), registando-se ainda mais 13.916 euros para a Quinta das Águas Férreas”.

Contudo – lê-se no comunicado -, não se vislumbra qualquer solução para o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, votado a um preocupante abandono, agora que estamos em vésperas de mais um Inverno. Apenas conhecemos as respostas evasivas dadas pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal que, estranhamente, não são coincidentes relativamente ao que respondeu ao Grupo Parlamentar do CDS-PP, na Assembleia da República, no passado dia 18 deste mês de Novembro”.

A comunicação de José Maria Pignatelli termina com uma dúvida prescrita nas opções para 2017: “Em que é que se concretiza o ‘passaporte turístico’ que tem a insignificante dotação de 3.650 euros no orçamento do próximo ano”.

Cultura, lusofonia e uma avença” é o título do documento que o autarca do CDS-PP nos fez chegar.

 

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