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CDS/PP – Odivelas: Uma Concelhia à Deriva, Uma Distrital Ausente e Umas Eleições Impugnadas

Dezembro 19th, 2016 | by Antonio Tavares
CDS/PP – Odivelas: Uma Concelhia à Deriva, Uma Distrital Ausente e Umas Eleições Impugnadas
Politica
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Em Odivelas, O CDS/PP de há muito que não existe e não fora a JP – Odivelas e, toda a atividade no concelho ficaria resumida ao seu deputado municipal, José Maria Pignatelli. Com eleições impugnadas desde Julho, estranhamente, a distrital de Lisboa do CDS/PP tem-se mantido em silêncio não fazendo aquilo que era sua obrigação – uma decisão rápida para que a situação na respetiva concelhia ficasse clara, tanto mais que se preparam eleições autárquicas em que, pasme-se, se vão negociando lugares e pessoas na futura aliança PSD/CDS. Desta situação têm tirado oportunisticamente vantagem o PS e o PSD que, fingindo nada saber, negoceiam com quem não tem nem representatividade nem ética nem qualquer ligação à realidade do concelho e que, nunca tendo feito qualquer trabalho político se encosta de forma descarada aos interesses do poder. Vem esta introdução a propósito de um comunicado que recebemos do deputado municipal do CDS/PP, José Maria Pignatelli, o único que mantém intacta a sua legitimidade, para além da JP-Odivelas, e que passamos a transcrever:

Desde Dezembro de 2013, que o CDS de Odivelas circunscreve-se a minha intervenção enquanto deputado municipal, quer nas Assembleias Municipais – onde sou um dos três eleitos mais interventivos – quer junto das empresas, das escolas, das igrejas, das instituições de solidariedade e de algumas coletividades desportivas. No essencial, na sequência do meu trabalho de rua realizado no mandato anterior de 2009-2013.

De qualquer modo, a nenhum autarca fica bem vangloriar-se do que faz, no âmbito da coisa pública. Pode significar carácter debilitado ou mesmo cair no risível.

E detesto andar a pregar de megafone na mão, tanto mais que as pessoas conhecem-me e a maioria apoiam as minhas posições políticas, observações técnicas e preocupações, porventura dando menor importância à representação político-partidária.

Aliás, essa seria da maior responsabilidade de quem devia ter liderado o CDS-PP, em Odivelas, que se demitiu de o fazer, optando inquestionavelmente por defrontar a militância que restava como modo de branquear a sua incapacidade e incompetência para fazer o quer que fosse. O último presidente da Comissão Política concelhia – o Sr. André Reis – nem teve competência para colaborar com o deputado municipal e em se opor a uma governação socialista demasiado displicente, quiçá pela sua militância socialista na secção de Tomar até ao início de 2013.

Mas o ciberespaço e as suas redes sociais acabam por ter a vantagem em mostrar-nos a personalidade das pessoas em todas as suas dimensões. Recordo Fernando Pessoa que fez variadas analogias entre a utilidade e inutilidade: Realmente o pior que pode acontecer a alguém que é útil é ter um inútil por perto.

Pior, só mesmo ser confrontado com comentários de moços ou moças de recados que nem sequer mostram o rosto, como se tratassem de membros de uma legião sem farda. A caminho dos meus 60 anos, 42 anos após o estabelecimento da democracia, acreditei que a inquisição pidesca, o favorecimento de incompetentes e o fingimento estavam quase erradicados da sociedade e dos partidos políticos portugueses. Um redondo engano: Infelizmente, no CDS-PP acredita-se também em falsos licenciados, em deturpadores da verdade, em cínicos, tão-só por serem colaboradores de um sistema com alguns inscientes na coordenação.

E deixo um conselho maior: façam o favor de terem o pudor de não produzir comentários sobre quem não conhecem e do que ignoram. Tenham a decência de fazerem o trabalho de casa: Acompanhem algumas notícias que se publicam nos Órgãos de Comunicação Social nacionais e regionais.

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